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"Basta
uma bala"
Porta-voz
da Casa Branca sugere
que
iraquianos matem Saddam
AP
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| Saddam:
acordo com a ONU para adiar um ataque |
O custo de
uma guerra contra o Iraque é motivo de controvérsia nos
Estados Unidos. O que se tem de mais próximo de um orçamento
oficial é a estimativa de 272 bilhões de dólares,
feita pelo Congresso dos Estados Unidos e divulgada na segunda-feira 30.
Foram incluídas no cálculo as operações de
guerra, a ocupação do Iraque por tropas americanas durante
cinco anos e a reconstrução do país durante esse
período. O preço da guerra pode ser muito mais alto, dependendo
da destruição causada ao Iraque ou da resistência
oferecida pelas forças de Saddam Hussein. Ou pode ser infinitamente
mais baixo se for colocada em prática a proposta de Ari Fleischer,
porta-voz da Casa Branca: a de que os iraquianos matem Saddam, o ditador
que os Estados Unidos querem depor. "O custo seria o equivalente a uma
bala, se o povo iraquiano realizasse essa tarefa por si próprio",
disse Fleischer. Sem deixar dúvidas sobre a sugestão de
assassinato, o porta-voz acrescentou que "uma mudança de governo
é bem-vinda, seja qual for a forma que propicie isso".
AFP
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| Treinamento
em Israel para um ataque iraquiano com armas químicas: tensão |
O Iraque
chegou a um acordo com a ONU para a volta ao país dos inspetores
internacionais na terça-feira 1º. A missão dos inspetores
é procurar as armas de destruição em massa
o arsenal nuclear, químico e bacteriológico que o Iraque
já tenha ou esteja tentando produzir. Os inspetores podem começar
a trabalhar em duas semanas, mas Bush não topa. Em parte, porque
duvida que Saddam lhes dê inteira liberdade de ação.
Mas também porque quer derrubar o ditador, e não apenas
desarmá-lo. Ele exige que a ONU imponha condições
mais duras ao Iraque antes do envio dos inspetores. Bush e o primeiro-ministro
inglês, Tony Blair, o único aliado que se mostra disposto
a participar de uma guerra contra o Iraque, querem o acesso irrestrito
a todos os locais suspeitos de ocultar armas, incluindo dezenas de palácios
presidenciais que Saddam tem espalhados por todo o país. Na quarta-feira
2, Bush obteve dos líderes republicanos e democratas na Câmara
apoio para ir em frente com seus planos de batalha. Ficou combinado que
o governo americano não dependerá da aprovação
da ONU para atacar o Iraque. O acordo só deve ser votado na próxima
semana, mas Bush já deixou claro como vai agir: "Saddam deve ser
desarmado, e ponto final".
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