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Edição 1 772 - 9 de outubro de 2002
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"O mentiroso é um predador que intoxica as relações sociais, transformando-as num poço de desconfianças."
Ângela Luiza S. Bonacci
Pindamonhangaba, SP


Mentira

VEJA mostrou sua excelência ao publicar uma reportagem de capa diferente, com um assunto tão presente na vida de todos nós. A ausência da mentira só seria possível num mundo perfeito, sem guerras, traição ou qualquer outro tipo de desrespeito ao ser humano. Parabéns pela matéria ("Por que todos mentem", 2 de outubro).
Renato Vilela Cunha
Ituiutaba, MG

VEJA se esqueceu de mencionar o maior clássico entre todas as mentiras: "Eu me converti". Depois dessa brilhante reportagem, passarei a prestar mais atenção nas feições dessas pessoas, que muitas vezes têm um passado mais do que sombrio e hoje servem, incondicionalmente, ao Senhor Jesus.
Fabrício Magalhães Aiala
Rio de Janeiro, RJ

Todo cidadão honesto deve repudiar a idéia de que "a mentira é um apaziguador social e sem ela a vida seria um inferno". Eu também digo mentiras, felizmente com muito pouca freqüência, e reconheço que, quando isso acontece, é por covardia ou incompetência minha para lidar com maturidade em algumas situações.
Adriana Veli Perlott
Porto Alegre, RS

A verdade só existe para quem necessita de explicação para fenômenos que não compreende. Por isso, mentir é uma opção quase sempre aceitável. Pior do que aceitar a mentira como verdade é definir o que é errado sem julgar-se certo.
Natália Rodrigues
São Paulo, SP

O marketing político é a arte de tornar uma mentira convincente.
Ubiratan Castro Jr.
Fortaleza, CE

 

Eleições

Lendo a reportagem "Eles lularam na reta final" (2 de outubro), sobre a adesão em massa a Lula, pode-se concluir com tristeza que o Brasil é um país de ratos. Ratos que abandonam o barco ao menor sinal de perigo. Ratos que aceitam os novos parceiros, não importando quão mal possam cheirar.
Humberto Ramos Roman
Florianópolis, SC

Acredito que o candidato petista e seu partido reavaliaram várias das posições absurdas que sustentavam há apenas seis meses e terão equilíbrio para fazer um bom governo. Acredito também em Papai Noel e no coelhinho da Páscoa.
Joel Santos Neves Filho
Vila Velha, ES

Lula está parecendo tubaína em latinha de Coca-Cola. É uma falsificação by Duda Mendonça.
Simone Espindola de Oliveira
Blumenau, SC

Voto em Lula desde 1998 e fui um dos primeiros a assinar o manifesto de empresários em apoio ao candidato na atual campanha. Vejo com alegria a adesão de novos empresários, mas esse não é o meu caso.
José Pessoa de Queiroz Bisneto
Presidente do Grupo José Pessoa
São Paulo, SP

 

Collor

Alagoas e o Brasil agradecem a veiculação da reportagem "Mais uma de Collor dez anos depois" (2 de outubro), sobre o novo escândalo no aniversário de dez anos de sua queda (impeachment). Na hora exata! Parabéns. É dessa imprensa que necessitamos.
Antonio Barroso Barreto
Recife, PE

 

Anita Roddick

Cumprimento VEJA pela publicação da entrevista com a inglesa Anita Roddick (Amarelas, 2 de outubro). Ela incentiva os leitores, mostrando que o importante é ter criatividade e ser determinado.
Lorena Martins da Silva
Goiânia, GO

 

Claudio de Moura Castro

Morando na Alemanha há dois anos, consigo perceber a obsessão dos alemães em aperfeiçoar e melhorar pequenas coisas. Parece que tudo é pensado de modo a facilitar nossa vida. Por que isso não ocorre no Brasil de forma tão intensa, já que somos considerados tão criativos ("Tecnologia sem engenheiros?", Ponto de vista, 2 de outubro)?
Vinicius Stoco Patricio
Waghäusel, Alemanha

 

Claudio Moura Castro II

A asa-delta foi, sim, um desenvolvimento da Nasa feito por engenheiros aeronáuticos ("Tecnologia sem engenheiros?", 2 de outubro). Tudo o que foi desenvolvido posteriormente foi evolução, suportada por muita engenharia, tanto na área de materiais quanto na de mecânica de vôo, aerodinâmica, além de ergonomia. Criatividade, apenas, não basta!
Ricardo de Oliveira Pinto
Engenheiro aeronáutico
São José dos Campos, SP

 

Cartas

É, pelo jeito os radicais brasileiros mudaram mesmo. A CUT, segundo seu presidente, João Antonio Felício, nunca esteve com tanta atividade. Só que agora, à moda mineira: às escondidas. Por que será? As eleições fazem milagres mesmo. Pouco tempo atrás quem é que acreditaria que a Central Única dos Trabalhadores fosse a Brasília para conversar com funcionários do governo neoliberal de FHC? (Cartas, 2 de outubro.)
Osvaldo Andrade
Guarulhos, SP

 

Petróleo

Se fossem autorizadas a produção e a comercialização de automóveis com motor a diesel, muito mais econômicos, mais ecológicos e com combustível extraído do petróleo pesado, além da obrigatoriedade da utilização nos transportes coletivos das grandes cidades de ônibus com motor movido a álcool, cuja tecnologia dominamos e que são ecologicamente muito mais limpos que os movidos a diesel, deixaríamos de importar tanto petróleo leve e nossas cidades teriam uma atmosfera melhor ("Por que falta petróleo no Brasil", 2 de outubro).
José Cardoso Gomes Filho
Lins, SP

 

Ecologia

Como se explica que um pesquisador que trabalha com macacos há cerca de vinte anos no Brasil não tenha autorização de coleta? A resposta deve ser encontrada na atual legislação e na incrível inoperância do Ibama e dos órgãos competentes. Além disso, que o pesquisador mantinha macacos em sua casa, isto é verdade, mas Marc van Roosmalen durante muitos anos usou esse minizôo para tratar macacos doentes que seriam reintroduzidos em uma área a poucos quilômetros de Manaus. O envio do material ao exterior só reflete o despreparo do Inpa e de uma série de universidades brasileiras para fazer análises sofisticadas ("A lei da selva", 2 de outubro).
Dr. Carlos Roberto Fonseca
São Leopoldo, RS

 

Diogo Mainardi

Adorei a proposta de fechar as universidades e transferir alunos e professores para as dependências do Senai, pois sou professora da UFPR há vinte anos e tenho visto e ouvido coisas inacreditáveis para um ambiente acadêmico – e, além do mais, meu salário jamais me permitiria comprar um vestido Armani. Quem sabe no Senai? ("No deserto do Senai", 25 de setembro.)
Lidia Natalia Dobrianskyj Weber
Curitiba, PR

 

Roberto Pompeu de Toledo

A alegria brasileira, invejada por todos, é nossa única riqueza independente de especulações internacionais. A alegria faz parte de nossa cultura, e o otimismo, de nossa rotina ("O país do 'tudo bem' ", 2 de outubro).
Andreas Kegel
Londres, Inglaterra

 

Manaus-Caribe

Quem se propõe a fazer uma viagem dessas não pode esperar muito conforto. Mas a reportagem "De Manaus ao Caribe. De ônibus" (2 de outubro) deixou de citar que a rodovia corta a Floresta Amazônica em toda a sua beleza e seu esplendor. O turista tem a oportunidade também de ver a transição entre a floresta e o lavrado (campos e capoeiras) de Roraima, e entre o lavrado e a savana venezuelana, e daí para a vegetação típica da Cordilheira dos Andes, com muitas cachoeiras e cascatas para banhos afrodisíacos.
José Czovny Sobrinho
Manaus, AM

 

CORREÇÕES: Na Europa cobram-se cerca de 17 centavos e não 0,17 centavo de dólar para cada metro cúbico de água ("Vai valer mais que petróleo", 18 de setembro). No Guia VEJA Porto Alegre ("O melhor da cidade", 4 de setembro de 2002), o preço correto do rodízio de galeto no restaurante Primo Polastro é R$ 9,50, e não R$ 13,70, como foi publicado.

 

O GRUPO DOS 15

No texto-legenda "O grupo dos 15", da página 48 da edição 1.770 ("O homem que faz a cabeça de Lula", 25 de setembro), há um erro de identificação. Quem está à esquerda de José Dirceu é o sindicalista José Ibrahim, e não Vladimir Palmeira, como foi publicado. Palmeira aparece na foto agachado, no centro (no círculo). Na ponta, à direita de José Dirceu, vê-se o líder estudantil Luís Travassos. O leitor Paulo Roberto Santos, do Rio de Janeiro, foi um dos cinco leitores que apontaram a falha na identificação da foto. "Essa imagem está estampada no livro Memórias do Esquecimento, de Flávio Tavares, e dá o nome de todos", escreveu Santos. Na foto se encontram treze dos quinze presos políticos trocados pelo embaixador americano Charles Elbrick, seqüestrado por militantes de esquerda no dia 4 de setembro de 1969.

 

O PT ESTÁ PREPARADO?

Dos 243 leitores que escreveram para a redação de VEJA comentando a reportagem de capa de 25 de setembro ("O PT está preparado para a Presidência?"), 95 aproveitaram a ocasião para responder à pergunta-título. Oitenta deles disseram que sim, o partido está preparado para assumir o comando do país. Apenas quinze leitores responderam que não.



 
 
   
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