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MST"Se um simples mortal abre um negócio qualquer sem a
devida papelada,
Capa altamente sugestiva, excelente a reportagem "Por
dentro do cofre do MST" (2 de setembro). O boné se tornou o famigerado
símbolo da submissão do atual governo às ordens e aos caprichos
dessa poderosa organização marginal, oportunista, político-ideológica
radical e parasitária que se cobre com o manto de movimento social
para camuflar os seus reais objetivos. Fiquei extremamente emocionada de saber que finalmente uma
revista séria como VEJA resolveu mexer nesse esgoto que é o MST.
Quanto à influência do dinheiro público e às ONGs
forjadas, isso é bem conhecido, mas a imprensa nunca se manifestou tão
claramente como nessa reportagem. Nós, que trabalhamos, não podemos
permitir que nosso dinheiro continue entrando nesse ralo. É de arrepiar o nível de promiscuidade entre
esses movimentos de sem-terra e o governo brasileiro no que diz respeito ao
uso de dinheiro público para subsidiar os crimes que esses delinquentes
vêm impondo ao país, principalmente ao longo do governo Lula, sem
que instituições como o Tribunal de Contas da União, o
Ministério Público e a Justiça ponham um paradeiro nisso
tudo. O agronegócio movimenta bilhões de reais por
ano, é importantíssimo para alavancar o PIB nacional e não
pode ser ameaçado por invasores que desejam tomar propriedades alheias
à força. Do jeito como a reforma agrária anda sendo conduzida
no Brasil, teremos em pouco tempo uma guerra civil no campo. O MST há muito deixou de ser um movimento legítimo
de luta pela distribuição justa da terra para transformar-se em
grupo miliciano, cujo principal interesse é angariar verbas públicas
e patrocinar tumultos de toda ordem, relegando a último plano a discussão
sobre a função social da propriedade rural, núcleo central
do tema reforma agrária.
Marina SilvaBela entrevista com a senadora Marina Silva (Amarelas, 2 de
setembro). No meio de tantos desaprumos e aloprados, sua linha de pensamento
clara, reta e simples sem dúvida mostra que temos uma luz
no fim do túnel. Avante, Marina, você pode! Finalmente um nome "imaculadamente ético"
para 2010. Sem agredir, sem negar sua fé, sem negar suas paixões,
Marina conseguiu alimentar de novo o meu ânimo. Talvez seja a hora de
"menas laranja" podre na política! A senadora Marina Silva demonstrou equilíbrio e bom
senso na entrevista a VEJA. É bem do feitio dela. Suas ideias são
simples, porém claras. Apenas seu pensamento a respeito do criacionismo
deixou-me admirado. Mas é a fé dela, e tem de ser respeitada.
Marina é capaz de realizar muito pelo nosso país. Poucas vezes se tem a oportunidade de ler entrevista com político
tão eivada de sinceridade, doçura, simplicidade e ética
como a realizada com a senadora Marina Silva. Sem meias palavras, ela nos presenteou
com uma verdadeira aula de sobriedade, virtude tão escassa nos meandros
políticos. Aliás, caso a senadora se candidate à Presidência,
como se cogita, sabe-se que ela será a verdadeira candidata, posto que,
etimologicamente, candidatus, em latim, significa "vestido de branco",
representando, pois, a pureza que só Marina é capaz de mostrar.
Antonio PalocciÉ lamentável ver confirmado aquilo que a maioria
de nós já suspeitava com relação ao destino de Francenildo
Costa ("Palocci de volta ao jogo", 2 de setembro). Destino cruel esse
de ser castigado com o desemprego por ter sido corajoso o suficiente para denunciar
falcatruas. Ao contrário de políticos, ele teve a dignidade de
enfrentar pessoas poderosas, e agora arca com o peso de sobreviver fazendo bicos.
Triste inversão de valores. Segundo Ideli Salvatti (PT-SC), é possível superar
o episódio do caseiro divulgando a competência de Palocci. Vem
aí uma passada de esponja nos deslizes cometidos por ele. Assim, o PT
combina com Lula um jeito de ludibriar a população, trata o eleitor
como idiota, apostando que a presença de Palocci na famosa "república
de Ribeirão" e a invasão da conta do caseiro serão
esquecidas facilmente.
Políticas raciaisCumprimento VEJA pela reportagem especial "Queremos dividir
o Brasil como na foto?" (2 de setembro), sobre as ideias do livro Uma Gota
de Sangue, do sociólogo Demétrio Magnoli. Concordo quando ele
diz que os defensores das cotas querem criar um racismo de massas no Brasil. O Brasil está produzindo uma guerra de raças,
sem sentido nem necessidade. Se pessoas brancas, amarelas, vermelhas e negras fazem parte
da sociedade, por que tenho de ver apenas as pessoas brancas nos desfiles, nos
filmes, na televisão, nas lojas etc.? As cotas são justas, pois
acabam com a cota de 100% para brancos. Quero que meus parentes, familiares
e amigos vejam brancos, amarelos, vermelhos e negros em todos os lugares da
sociedade. Malaika Kimani
Centro administrativo mineiroSou gaúcha, resido em Santa Catarina e nunca pisei no
solo de Minas Gerais, mas admiro esse estado. Essa união a Cidade
Administrativa Tancredo Neves ("O legado de Aécio em concreto",
2 de setembro) entre JK, Niemeyer e Aécio Neves supera as expectativas
de uma administração pública forte, ética e eficaz. Parabéns, governador Aécio, Minas e todo o Brasil
estão orgulhosos por mais esse legado. Sem fanfarronice, essa importante
obra deveria servir de exemplo para os administradores que ainda têm respeito
e compromisso para com a causa pública. MST e reforma agráriaÉ uma vergonha que esses elementos travestidos de defensores
da reforma agrária, e que na verdade são aproveitadores profissionais, recebam
milhões de reais desse governo populista, gastador e imoral. É revoltante ver o dinheiro suado do trabalhador brasileiro
ser confiscado por uma carga tributária imoral desse governo, para em
seguida ser desviado para sustentar a farra dos parasitas do MST. Parabéns
a VEJA por desmascarar mais uma vez esse movimento de bandidos chamado MST. ConversaJá não me assusto quando vejo alguém como
Kleber Bambam pensando em se candidatar ("Lula também não
era levado a sério", Conversa, 2 de setembro). Nossa política
está tão diversificada que só faltava um ex-integrante
do BBB. Agora não temos mais essa preocupação, pois
o Bambam está com esse propósito. Ele nem sequer sabe
quais são os ideais do partido, muito menos o que vai defender, mas já
tem certeza de que será eleito. HolofoteEm relação à nota "O gás de Kakay",
publicada na seção Holofote (2 de setembro), gostaria que fosse
registrado que só fiquei sabendo da nomeação do Marco Antônio
para o cargo de secretário nacional de Petróleo e Gás quando
li a nota. Sou realmente primo do Marco, mas nem sequer sabia que cargo ele
ocupava antes de ser nomeado secretário. Nunca conversei com quem quer
que seja sobre o trabalho dele. O projeto Educar para CrescerFoi de bom alvitre a notícia dada pela revista VEJA: de
que a Editora Abril está preocupada com o envolvimento da família
com a escola ("Lição valiosa", 2 de setembro). Os encartes
nas revistas da editora direcionados a pais com filhos em escolas públicas
ou particulares, favorecendo o incentivo da leitura e orientando como partilhar em
conversa informal com os filhos, merecem nossos aplausos. Se não é
possível fazer tudo, que façamos uma parte. Tenho certeza de que
essa parte somará bastante. SonoConcordo que dormir seis horas por noite é pouco. Mas não
é tarefa simples encaixar todas as outras atividades que temos de exercer
nas dezoito horas restantes. Talvez pudéssemos considerar, então,
o estilo de sono de Leonardo da Vinci: uma hora e meia por dia. O detalhe é
que ele dormia quinze minutos a cada quatro horas. Quem de nós pode se
reservar o direito desses pequenos cochilos ao longo do dia? Sem contar que
não somos Leonardo da Vinci! Por essas e outras, mesmo diante de adversidades,
vou continuar tentando dormir tanto quanto possível, que me seja saudável,
até o sono final ("Muito além da sonolência",
2 de setembro). Correções: o livro Para uma Menina com uma Flor, de Vinicius de Moraes, foi publicado pela Companhia das Letras, e não pela editora Record, como publicado na nota "O pincel do poeta" (Radar, 26 de agosto). n O norte-coreano Goh Myong Seop não lutou na Guerra da Coreia, como informou a reportagem "O país mais fechado (e estranho) do mundo" (26 de agosto). Na verdade, ele sobreviveu a ela, quando criança. n Quem aparece na foto da página 86 da edição 2 128 de VEJA ("O bote do leão sindical", 2 de setembro) ao lado de Lina Vieira é Luiz Sérgio Fonseca Soares, ex-superintendente da Receita Federal em São Paulo, e não Otacílio Cartaxo, o atual secretário. |