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Home  »  Revistas  »  Edição 2129 / 9 de setembro de 2009


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Panorama

Holofote


Felipe Patury

Tirando o couro do mercado

Fernando Leite


O frigorífico JBS-Friboi, o maior do mundo, entrará no mercado de couros. Hoje, ele vende a pele dos 20 000 animais que abate diariamente do modo como ela sai dos matadouros. Sua nova subsidiária, a Friboi Couros, dará o primeiro tratamento ao produto e passará a oferecê-lo como wet blue, forma em que é comprado pela indústria calçadista, por exemplo. A empresa deverá faturar 400 milhões de reais por ano e poderá se converter em líder de mercado em seis meses. O dono do frigorífico, José Batista Júnior, já avisou à sua antiga clientela que deixará a condição de fornecedor para assumir a de concorrente. O anúncio convulsionou o mercado: o preço do couro verde, como é chamada a pele sem tratamento, subiu 20% em dez dias.

 

Danilo Verpa/Folha Imagem

 

Enfim, os especialistas

Agora, é para valer: o São Paulo incumbiu a empresa alemã GMP Architekten de adaptar o Morumbi às exigências da Fifa para que o jogo de abertura da Copa de 2014 seja realizado no estádio. Foi a GMP Architekten que remodelou o estádio de Berlim para a Copa de 2006 e o Mundial de Atletismo deste ano. O presidente do clube, Juvenal Juvêncio, só a contratou porque corria o risco de perder o jogo de abertura. Em 21 de agosto, percebeu que seu campo seria descartado. Dois dias depois, acertou com os alemães, responsáveis pelo projeto entregue à Fifa na semana passada. Antes encarregado de toda a obra, o arquiteto Ruy Othake continua a responder pela parte estética da reforma.

 

 

Vem aí mais uma Petro

Marcos D'Paula/AE


Em 2003, a italiana M&G construiu em Pernambuco a maior indústria do mundo de PET, material plástico usado na confecção de garrafas e tecidos. Abastecida com matéria-prima da Petrobras, a M&G pode fabricar lá 550 000 toneladas do produto por ano, o suficiente para suprir o mercado nacional e exportar. Em 2008, a multinacional chegou a um impasse com a Petrobras por causa do valor da matéria-prima. A estatal pretende cobrar preços superiores aos do mercado mundial. Diz que isso é necessário para pagar o investimento que fez para processar a matéria-prima. Um detalhe: orçada em 500 milhões de reais, a planta da Petrobras acabou saindo por 1,4 bilhão de reais. Como a M&G não aceita pagar o preço que a estatal cobra, a Petrobras resolveu construir uma fábrica com capacidade de produção de 400 000 toneladas para concorrer com a empresa italiana. Se esse projeto sair do papel, a M&G em Pernambuco fechará as portas e a Petrobras ingressará no setor têxtil. Essa é a decisão tomada pelo diretor de abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa.

 

Liberou geral na Amazônia

Folha Imagem


A Polícia Federal desativou há dez dias a base flutuante Candiru, a última das três que mantinha na Amazônia. A Candiru era parada obrigatória para todas as embarcações que desciam o Rio Amazonas em direção ao Pará. Suas condições eram tão ruins que ela corria o risco de afundar. O diretor-geral da PF, Luiz Fernando Corrêa, desativou no início do ano as outras duas bases, que serviam para fiscalizar a fronteira com a Colômbia e o Peru, por onde entram cocaína, armas e contrabando. Ele afirma que reativará os postos quando for possível.

 

Com o PT, não

ABR


O DEM estuda proibir formalmente alianças regionais com o PT. Se a norma for adotada, disciplinará sobretudo dois diretórios regionais. Em Goiás, o líder do partido na Câmara, Ronaldo Caiado, cogita apoiar o presidente do Banco Central e futuro candidato petista, Henrique Meirelles. No Espírito Santo, a proibição evitará a formação de um palanque único em torno do candidato do governador Paulo Hartung, do PMDB.

 

Rua Coronel Alfredo Cabral, 170,
CEP 01444-020, São Paulo, SP

Manoel Marques


Esse é o futuro endereço da petista Marta Suplicy, em São Paulo. A casa, situada no caríssimo Jardim Paulistano, tem dois andares, mais de 500 metros quadrados, quatro salas, quatro quartos, três banheiros, um jardim de inverno e uma cozinha industrial. O closet da suíte master parece feito sob medida para acomodar a elegância de Marta: tem quinze portas de armário. A área da criadagem é um luxo: já foi habitada por quinze empregados. A petista já mostrou seu futuro lar para as amigas mais íntimas, mas ele precisa de reforma. Está cheio de vazamentos e falta mármore na escadaria em caracol. Com problemas de documentação, o imóvel, que pertenceu ao empresário Nagib Audi, acabou sendo leiloado por 500 000 reais ao comprador que o repassou a Marta. Às amigas, a petista disse que comprou a casa por 1,4 milhão – uma pechincha. Nessa região, uma casa parecida custa bem mais de 2 milhões de reais.



Com reportagem de Leonardo Coutinho e Raquel Salgado

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