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Holofote
Felipe Patury
UMA MORDAÇA DIPLOMÁTICA
Ed
Ferreira/AE
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O
embaixador brasileiro em Washington, Roberto Abdenur, pode ter carimbado
seu passaporte de volta ao Brasil. Em uma palestra proferida em julho, Abdenur
disse que os chineses são nossos concorrentes, e não parceiros estratégicos.
A declaração agastou o chanceler Celso Amorim, que tenta fazer de
conta que é o contrário. Como Abdenur está fora há
dez anos, existem justificativas funcionais para trazê-lo. O paradoxal é
que, enquanto os diplomatas afagam a China, a área econômica do governo
prepara as primeiras medidas antidumping contra aquele país.
QUEM PICA É O DUDA
ABR
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O
Ministério da Saúde resolveu antecipar os preparativos para a campanha
contra a dengue. O que antes só era feito no último trimestre, neste
ano já começou. Quem se deu bem foi a agência do publicitário
Duda Mendonça. Ela foi escolhida pelo ministério para produzir
as peças de propaganda contra o mosquitinho da dengue. O ex-marqueteiro
de Lula, que não participará da campanha eleitoral, receberá
5,5 milhões de reais pelo trabalho. A sociedade PT/Duda é mesmo
inquebrantável.
DEPOIS DOS FREE SHOPS, OS FREE BOIS
Paulo
Jares
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O
empresário Jonas Barcelos, ex-dono da rede de free shops Brasif,
concentrou seus investimentos em agropecuária. Ele transferiu para duas
pesquisas da Embrapa cerca de 5 milhões de reais, o equivalente a quase
10% do orçamento da estatal. Um dos projetos pretende desenvolver um método
de implante de embriões bovinos in vitro. O outro visa a clonar bovinos
vivos. Se as pesquisas forem bem-sucedidas, Barcelos poderá vender as tecnologias
e cobrar royalties.
CAMPANHA MAIS PÉ NO CHÃO
Elza
Fiúza/ABR
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Joaquim
Roriz deixou o governo do Distrito Federal para concorrer ao Senado, mas continuou
usando o helicóptero oficial para fazer campanha. Os pilotos do governo
o pegavam em casa e o levavam para comícios, nos quais defendia a eleição
de sua substituta, a tucana Maria de Lourdes Abadia. Agora, o promotor
Alexandre de Paula e Souza quer que os dois devolvam aos cofres públicos
130.000 reais pelo uso indevido do aparelho, cujo prefixo é PT-JDR, as
iniciais de Roriz.
Foto:
J. F. Diorio/AE
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Com
reportagem de Fábio Portela, Heloisa Joly e Veridiana Sedeh |