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Reuters
Bush: festa republicana
Fotos AP
Chelsea e Hillary: a filha dos Clinton sai do casulo
Mary e Dick: a filha dos Cheney busca o voto gay

FILADÉLFIA

E o candidato é
George Bush

A cada quatro anos, a política americana cumpre um ritual grandioso e festivo para anunciar o que todos já sabem – o nome do candidato à Presidência de cada partido. Na semana passada, foi a vez de o Partido Republicano sacramentar o nome de George Bush, filho de ex-presidente e governador do Texas. Graças à mania americana de fazer estatística, tirou-se da convenção a seguinte curiosidade: 90% dos delegados eram brancos, metade tem um revólver em casa e 20% ganham mais de 1 milhão por ano. O destaque foi Mary Cheney, filha de Dick Cheney, candidato a vice-presidente de Bush, e lésbica assumida. Os colegas do pai fingem naturalidade e até dizem que é bom para atrair o voto gay. Em matéria de filha, a grande novidade é democrata. Chelsea, a menininha que Bill e Hillary Clinton sempre mantiveram afastada da política, trancou matrícula na faculdade para fazer campanha pela mãe, candidata ao Senado.

 

MOSCOU

O último prisioneiro

Até a semana passada, Andras Tamas, 75 anos, era o paciente de um hospital psiquiátrico em Kotelnich, a 500 quilômetros de Moscou, que chamava a atenção por falar uma língua que ninguém entendia. Há alguns dias, um médico visitante descobriu que se tratava simplesmente de húngaro. A partir daí, chegou-se à revelação mais surpreendente: Tamas era um soldado aprisionado pelo Exército Vermelho no final da II Guerra e jamais libertado. Trata-se do último prisioneiro conhecido de um conflito que terminou há 55 anos. O governo da Hungria já pediu a Moscou que deixe o velhinho voltar para seu país natal.

 

VARSÓVIA

Na lista do inimigo

O sindicalista Lech Walesa ganhou prestígio com sua implacável resistência ao comunismo e chegou a ser eleito presidente de seu país, a Polônia. Na semana passada, o incrível aconteceu: Walesa compareceu a um tribunal em Varsóvia para explicar como seu nome aparece numa lista de colaboradores da polícia secreta nos tempos do comunismo. A explicação do ex-presidente: trata-se de documento forjado por seus inimigos políticos.

 

 

 
Até tu, Marlene A mais famosa das namoradas de John Kennedy, a atriz americana Marilyn Monroe, ganhou uma rival de peso: a atriz alemã Marlene Dietrich. Como contou ao crítico de arte e seu amigo Kenneth Tynan, la Dietrich e Kennedy tiveram um encontro amoroso na Casa Branca, em 1962. A atriz tinha então 61 anos, 16 a mais que ele. Ao final do tórrido encontro, que durou breves vinte minutos, o presidente perguntou se ela tivera um caso com o pai dele, Joseph Kennedy. A atriz disse que não. "Perfeito", respondeu o presidente. "Pelo menos uma vez eu o suplantei."

 

 

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