Demitidos:
quatro funcionários da Petrobras considerados
responsáveis pelo vazamento de óleo da Refinaria
Presidente Getúlio Vargas, no Paraná. Outros quatro
foram exonerados, três suspensos e um advertido. A empresa
só divulga o nome de dois exonerados: o superintendente
da refinaria, Luiz Valente, e o do DT-Sul, Marcos Benício.
Dia 2, no Rio de Janeiro.
Venceu:
seu primeiro grande prêmio, depois de 124 corridas,
o piloto brasileiro Rubens Barrichello, de 28 anos. Foi
a primeira vitória do Brasil na Fórmula 1 em quase
sete anos. Rubinho largou com sua Ferrari na 18ª posição
e assumiu a liderança debaixo de chuva. Dia 30, em Hockenheim,
Alemanha.
Comprada:
pelo bispo Edir Macedo, fundador da Igreja Universal
do Reino de Deus, a Rádio Liberty, de Londres. A emissora
pertencia a Mohamed Al Fayed, pai do namorado da princesa Diana.
O negócio, equivalente a 11 milhões de reais, foi
criticado pela imprensa local, receosa de ver a programação
transformada em plataforma de propaganda evangélica. Dia
3, em Londres.
Rogerio Montenegro
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| Villas-Boas:
boa recuperação e alta |
Recebeu
alta: o indigenista Orlando Villas-Boas, de 84
anos. Ele deixou o Hospital Albert Einstein, onde estava internado
desde o dia 9 de julho por problemas de obstrução
arterial. De acordo com o último boletim médico,
Villas-Boas apresenta boa recuperação. Dia 29, em
São Paulo.
Reconduzida:
ao cargo a diretora de fiscalização do Banco
Central, Tereza Grossi. Ela havia sido afastada por uma
liminar, cassada pelo Tribunal Regional Federal. Tereza está
sob investigação no inquérito que apura o
socorro aos bancos Marka e FonteCindam. Dia 3, em Brasília.
Decretada:
a falência da Bloch Editores, a pedido da própria
empresa, em concordata há um ano. Fundada por Adolfo Bloch
em 1952, estava impossibilitada de pagar a dívida de 16,9
milhões de reais. O grupo Bloch chegou a ter cinco emissoras
de TV, rádios, duas gráficas e uma editora. Nos
anos 50, seu carro-chefe, a revista Manchete, era líder
de mercado com 120.000 exemplares por
semana. Dia 1º, no Rio de Janeiro.
AP
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| Rainha-mãe:
100 anos da matriarca comemorados com festa em Londres |
Completou:
100 anos Elizabeth, considerada a mais popular da realeza
inglesa. A rainha-mãe desfilou de carruagem aberta
pelas ruas de Londres e ouviu o Parabéns a Você
do balcão do Palácio de Buckingham, junto com a
família real. Dia 4, em Londres.
AP
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| Downey
Jr: liberdade |
Libertado:
sob fiança de 5.000
dólares o ator americano Robert Downey Jr, de 35
anos. A Justiça considerou que sua pena de três anos
por porte de drogas, estabelecida em agosto de 1999, tinha sido
mal calculada. Ele internou-se em seguida numa clínica
de recuperação de drogados. Dia 2, em Los Angeles,
Estados Unidos.
Anunciadas:
a condenação do presidente da Schering do Brasil,
Rainer Manfred Bitzer, e do diretor industrial Valter
Schenk. Responsáveis pela distribuição
e venda de pílulas inócuas com a embalagem do anticoncepcional
Microvlar, eles prestarão serviços à comunidade.
Dia 2, em São Paulo.
a concessão do Prêmio Aberje São Paulo 2000
às publicações internas da Editora Abril,
o PSC Para Seu Conhecimento e o Jornal
Mural. Exame foi escolhida a mídia do ano na
categoria revista. Dia 2, em São Paulo.
Reuters
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| Gerald
Ford: dois derrames aos 87 anos |
Internado:
o ex-presidente americano Gerald Ford, de 87 anos. Ele
sofreu dois pequenos derrames cerebrais. Dia 2, em Filadélfia,
Estados Unidos.
Rejeitada:
pela Justiça Eleitoral a candidatura de Fernando
Collor à prefeitura de São Paulo. O juiz José
Percival Nogueira Jr. entendeu que o ex-presidente ainda está
inelegível e não pode exercer função
pública. Dia 4, em São Paulo.
Denunciado:
o ex-deputado Sérgio Naya pelo pedreiro Milton Pereira
Ramos, que trabalhou na construção do Palace 2.
Ele contou ao juiz da 33ª Vara Criminal que Naya sabia dos
problemas estruturais do prédio e mandou disfarçar
as rachaduras. O Palace II desabou em 1998, matando oito pessoas.
Dia 4, no Rio de Janeiro.
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A
era do vale-tudo
O "liberou geral" transformou-se em regra quando o assunto
é doping. Na quarta-feira da semana passada, em Montecarlo,
a Federação Internacional de Atletismo encerrou
a suspensão de dois anos imposta ao recordista do
salto em altura, o cubano Javier Sotomayor, 32 anos, e à
arremessadora de peso brasileira Elisângela Adriano,
27. Sotomayor estava banido por suspeita de consumo de cocaína.
Elisângela era acusada de ter usado nandrolona, um
esteróide anabolizante. A federação
reviu as punições alegando "circunstâncias
excepcionais". No caso de Sotomayor, utilizou-se a curiosa
desculpa de ele ter se submetido a mais de 300 exames antidoping
na carreira, todos com resultados negativos. A decisão
abre a possibilidade para os dois atletas disputarem os
Jogos Olímpicos de Sydney, em setembro.
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O
pai da safena
AP
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| Favaloro:
gesto final |
O
mais famoso médico da Argentina, o cardiologista
René Favaloro, suicidou-se com um tiro no
coração, no sábado 29. Em seu apartamento
foram encontradas cartas em que atribuía sua decisão
à situação financeira da Fundação
Favaloro, que inclui um hospital cardiológico, uma
faculdade e um centro de pesquisas, sufocada por dívidas
de 40 milhões de dólares. Favaloro conseguiu
enorme prestígio internacional desde que, em 1967,
fez a primeira ponte de safena na Clínica de Cleveland,
nos Estados Unidos. Retornou em 1971 à Argentina,
onde desfrutava o prestígio de glória nacional,
e passou a dirigir a instituição. Sempre deficitária,
ela dependia da ajuda cada vez mais escassa do governo.
"Aos 77 anos, ele não podia agüentar ver o trabalho
de uma vida desmoronar", acredita o cardiologista Adib Jatene,
amigo de mais de trinta anos. Também já estava
sem esperanças de receber o calote de 18 milhões
de dólares dos planos de saúde. Semanas antes
de se matar, Favaloro enviou uma carta ao editor do diário
La Nación: "Transformei-me em um mendigo. Bato
em todas as portas, pedindo dinheiro, mas nem atendem minhas
ligações", lamentava. Às vésperas
da morte, havia enviado carta semelhante ao presidente argentino,
mas ela só chegou às mãos de Fernando
de la Rúa dois dias depois da tragédia.
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