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Edição 2068

9 de julho de 2008
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DVDs


Classic Albums: The Doors
(ST2) – Lançado em 1967, o disco de estréia do quarteto californiano The Doors é uma obra-prima do rock. Para saber por quê, nada melhor do que conferir este documentário. Ele traz todos os detalhes da criação do álbum e mostra a importância de cada integrante. O guitarrista Robby Krieger, por exemplo, explica como desenvolveu seu estilo a partir de aulas de flamenco. Outro ponto alto do DVD é a participação de Bruce Botnick, produtor do disco. Ele apresenta a influência do samba na bateria de Break on Through e destaca os dotes vocais de Jim Morrison – a versão a capela de The Crystal Ship é de arrepiar qualquer fã. O documentário destaca ainda a criação de Light My Fire, um dos hinos dos Doors, com direito a trechos de uma apresentação no Ed Sullivan Show.
Yale Joel/Time Life Pictures/Getty Images
Jim Morrison:
documentário
essencial sobre
The Doors


AFP
O Sucesso a Qualquer Preço: o pesadelo americano, segundo David Mamet

O Sucesso a Qualquer Preço (Glengarry Glen Ross, Estados Unidos, 1992. Lume) – O dramaturgo David Mamet adaptou sua própria peça, premiada com o Pulitzer, para a direção contundente de James Foley e um elenco que só quem tem muito cartaz poderia reunir: Jack Lemmon, Al Pacino, Kevin Spacey, Ed Harris e Alan Arkin são vendedores de imóveis de procedência duvidosa que se digladiam para obter o prêmio do mês, da maneira como explica o chefe violento e inescrupuloso interpretado por Alec Baldwin. Para o primeiro lugar: um Cadillac. Segundo lugar: um conjunto de facas de churrasco. Terceiro lugar em diante: demissão sumária. Com seu texto abrasivo e repleto de profanidades, Mamet entrega sua visão pessoal do pesadelo americano.

Jogo de Vida ou Morte (Sleuth, Estados Unidos, 2007. Sony) – Em Jogo Mortal, de 1972, Laurence Olivier era um dramaturgo que convidava Michael Caine, no papel do amante de sua mulher, para uma visita, iniciando uma seqüência de truques e traições potencialmente letais. Esta refilmagem dirigida por Kenneth Branagh faz uma brincadeira curiosa: agora Caine fica com o personagem que foi de Olivier, enquanto Jude Law interpreta o jovem amante. Branagh aprofunda o tom teatral do texto de Anthony Shaffer e, assim, intensifica o duelo. Que, aliás, se desenrola não só entre os protagonistas, mas também entre os dois atores, obviamente deliciados com a oportunidade de desafiar um ao outro. Por um desses descasos, o filme ficou inédito nos cinemas brasileiros e sai diretamente em DVD. Veja cenas.

 

LIVROS

Os Melhores Contos de Aventura, organização de Flávio Moreira da Costa (Agir; 400 páginas; 44,90 reais) – Nesta antologia de 23 contos, encontram-se grandes autores da literatura universal e brasileira, como Arthur Conan Doyle, Júlio Verne, José de Alencar e Machado de Assis. São histórias de piratas, sultões e mosqueteiros. Entre as menos conhecidas – mas não menos interessantes – desse apanhado, destaca-se A Saga de Thorfinn Karlsefni, de origem escandinava, escrita no século XIII. O texto relata as aventuras e adversidades dos vikings, que, logo após colonizarem a Groenlândia, se dirigem à costa do atual território dos Estados Unidos, centenas de anos antes de Colombo descobrir a América. Um livro para dar ao filho – ou para recordar a infância. Leia trecho.

 

Sahm Doherty/Time Life Pictures/Getty Images
Heinrich Böll: um palhaço alemão que pouco tem do que rir

Pontos de Vista de um Palhaço, de Heinrich Böll (tradução de Paulo Soethe; Estação Liberdade; 312 páginas; 43 reais) – O alemão Heinrich Böll recebeu o Nobel de Literatura de 1972. Lançado uma década antes, este livro tem como protagonista Hans Schnier, um palhaço profissional de mente inquieta. Sua mulher, Marie, pertence à alta burguesia católica e, por reprovar seu protestantismo, troca-o por outro homem. Anos a fio, Hans vaga pelo país, alimentando a idéia de recuperar Marie, até que decide abandonar o marasmo e passar à ação. A Alemanha retratada por Böll é dividida entre católicos e protestantes e corroída por conflitos ideológicos. Do embate entre o conformismo e a revolta, e entre a honra e o fatalismo, surge uma marcante crítica humanista.

 

DISCO

Divulgação/Sean Murphy
Weezer: como ser ao mesmo tempo fácil e complicado, sem perder o humor

Red Album, Weezer (Arsenal) – Rivers Cuomo, guitarrista, vocalista e principal compositor do grupo americano Weezer, é um dos artistas mais criativos do rock atual. Sua especialidade está em arrancar melodias das guitarras distorcidas. E Cuomo sabe como poucos contar uma história engraçada – uma das músicas mais celebradas do Weezer é Pink Triangle, em que ele relata como se apaixonou por uma lésbica. Red Album, novo disco do quarteto, traz novidades, como a participação mais expressiva de outros integrantes do grupo – o guitarrista Brian Bell e o baterista Pat Wilson assinam Thought I Knew e Automatic. Mas a pena de Cuomo ainda se mostra eficiente. Uma prova disso é Pork and Beans, em que ele ironiza a fórmula de sucesso do produtor Timbaland.

 
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