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Edição 2068

9 de julho de 2008
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A aurora dos cinqüentões

Eles têm experiência e vitalidade. Em vez de esperarem passivamente pela velhice, criam seus próprios negócios, estudam para manter a mente ativa e enveredar por outra profissão. Também se divertem na intimidade. No Brasil de hoje, o 50 é o novo 40

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Quando se trata de desfrutar a vida com as vantagens da maturidade, mas a uma distância ainda segura dos desconfortos da velhice, o 50 é o novo 40. Ou, dito de outra maneira: a combinação de experiência e vitalidade que até pouco tempo atrás caracterizava os quarentões agora também distingue homens e mulheres que ultrapassaram a barreira dos 50 anos. A explicação de fundo para isso é, digamos, de saúde pública: as pessoas estão vivendo mais, e envelhecem melhor. As conseqüências da mudança são as mais diversas. Fazem-se sentir no mercado de trabalho, nas universidades, na vida privada. As próximas páginas mostram que, hoje, cinqüentões trocam de bom grado o pijama de aposentado (ou a perspectiva iminente de vesti-lo) pela ousadia de abrir uma empresa – ou então preenchem vagas de destaque, e muito bem remuneradas, num mercado carente de mão-de-obra qualificada. Seu contingente aumenta nas carteiras do ensino superior, no qual eles são calouros com pinta de veteranos. E, como não poderia deixar de ser, gente madura que faz ioga, musculação ou corrida, ainda que não exiba as formas extraordinárias da cinqüentona Madonna, fica bem mais à vontade entre quatro paredes. As reportagens a seguir confirmam, enfim, que um número crescente de pessoas dá valor à bagagem de vida que acumularam. Como disse o satirista inglês P.G. Wodehouse, elas sabem que não existe cura verdadeira para os cabelos grisalhos – e, por isso mesmo, fazem deles o melhor uso possível.



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