Eles têm experiência
e vitalidade. Em vez de esperarem passivamente pela velhice,
criam seus próprios negócios, estudam para manter
a mente ativa e enveredar por outra profissão. Também
se divertem na intimidade. No Brasil de hoje, o 50 é
o novo 40
Quando se trata de desfrutar
a vida com as vantagens da maturidade, mas a uma distância
ainda segura dos desconfortos da velhice, o 50 é o novo
40. Ou, dito de outra maneira: a combinação de
experiência e vitalidade que até pouco tempo atrás
caracterizava os quarentões agora também distingue
homens e mulheres que ultrapassaram a barreira dos 50 anos.
A explicação de fundo para isso é, digamos,
de saúde pública: as pessoas estão vivendo
mais, e envelhecem melhor. As conseqüências da mudança
são as mais diversas. Fazem-se sentir no mercado de trabalho,
nas universidades, na vida privada. As próximas páginas
mostram que, hoje, cinqüentões trocam de bom grado
o pijama de aposentado (ou a perspectiva iminente de vesti-lo)
pela ousadia de abrir uma empresa ou então preenchem
vagas de destaque, e muito bem remuneradas, num mercado carente
de mão-de-obra qualificada. Seu contingente aumenta nas
carteiras do ensino superior, no qual eles são calouros
com pinta de veteranos. E, como não poderia deixar de
ser, gente madura que faz ioga, musculação ou
corrida, ainda que não exiba as formas extraordinárias
da cinqüentona Madonna, fica bem mais à vontade
entre quatro paredes. As reportagens a seguir confirmam, enfim,
que um número crescente de pessoas dá valor à
bagagem de vida que acumularam. Como disse o satirista inglês
P.G. Wodehouse, elas sabem que não existe cura verdadeira
para os cabelos grisalhos e, por isso mesmo, fazem deles
o melhor uso possível.