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VEJA
Recomenda
CINEMA
Fotos divulgação
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| Sinbad:
desenho de beleza arrebatadora |
Sinbad A Lenda dos Sete Mares (Sinbad: Legend
of the Seven Seas, Estados Unidos, 2003. Estréia nesta
sexta-feira no país) Com algumas alterações
aqui e ali, o novo desenho da DreamWorks, o estúdio de Steven
Spielberg, readapta a história do ladrão de As
Mil e Uma Noites. Aqui, Sinbad é falsamente acusado de
roubar um artefato mágico um certo Livro da Paz
e tem de enfrentar a deusa do caos para reavê-lo e impedir
que seu velho amigo, o príncipe Proteus, seja executado em
seu lugar. Sinbad vai contar com a ajuda de Marina, a despachada
noiva de Proteus, por quem nutre um amor impossível. Defeitos:
a história não foge muito do ritmo corriqueiro das
aventuras em desenho e a dublagem de Giovanna Antonelli para Marina
é de dar nos nervos. Mas a beleza da animação
que por vezes chega a ser arrebatadora e a simpatia
dos personagens compensam amplamente esses senões.
LIVROS
Vida
e Época de Michael K, de J.M. Coetzee (tradução
de José Rubens Siqueira; Companhia das Letras; 216 páginas;
31 reais) O sul-africano Coetzee recebeu por duas vezes o
Booker Prize, maior distinção para um autor em língua
inglesa. Uma delas foi por Desonra, seu romance mais conhecido
no Brasil. Agora, chega às livrarias a obra que rendeu sua
primeira premiação, em 1983. Vida e Época
de Michael K mostra como o totalitarismo pode atingir em cheio
a existência de um homem ainda que este, de tão
impermeável à realidade, nem se dê conta. Está-se
falando de Michael K, jardineiro que se supõe seja negro
e que um dia resolve cruzar a África do Sul com um carrinho
de mão, no qual carrega sua mãe à beira da
morte, para levá-la à fazenda onde nasceu. Um livro
de força impressionante, com ecos da literatura do checo
Franz Kafka. Leia
trechos do livro.
July,
July, de Tim O'Brien (tradução de Cristina
Laguna Sangiuliano Bôa; Best Seller; 336 páginas; 35
reais) Nos anos 60, o americano Tim O'Brien militou contra
a Guerra do Vietnã mas teve de lutar como soldado
no front. A experiência não foi em vão: mais
tarde, ele se consagraria como autor de contundentes romances que
abordam o episódio. O escritor volta ao tema em July,
July, sobre uma turma de estudantes que concluiu seus estudos
em 1969 e se reúne para comemorar os trinta anos de formatura.
Entre os personagens estão um ex-combatente que perdeu uma
perna na guerra e uma antiga beldade que sofre de câncer.
O'Brien faz desse reencontro o mote para mostrar como o fantasma
do Vietnã ainda paira sobre sua geração.
CDs
Diva
Series, várias intérpretes (Universal)
Eis uma coleção de jazz que prima pela originalidade.
Em geral, discos que prometem as divas do gênero trazem apenas
Ella Fitzgerald, Billie Holiday e Sarah Vaughan. Pois Diva Series
também garimpa outras cinco cantoras cuja discografia é
bastante ignorada no Brasil. Por exemplo, Anita O'Day, que pertenceu
à banda do baterista Gene Krupa e interpretava canções
de Cole Porter como poucas. Ou ainda Blossom Dearie, cujos vocais
agudos lhe davam um tom sapeca, e a brasileira Astrud Gilberto.
O CD dedicado a esta última apresenta muitas canções
raras em discos da artista caso da sua versão para
Canto de Ossanha, de Baden Powell e Vinicius de Moraes.
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| Skank:
agora, na linha britpop |
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Cosmotron,
Skank (Sony Music) Sinais de evolução em Belo
Horizonte: no início da carreira, esse quinteto emulava o
coquetel caribenho de bandas como Police e Paralamas do Sucesso.
O sucesso da canção Garota Nacional, de 1996,
rendeu ao grupo o status de ícone da música "pra pular"
brasileira. A partir de Maquinarama (2000), contudo, eles
descobriram o "britpop", aquele movimento ancorado por Oasis e The
Verve, entre outras bandas que se inspiram na fase psicodélica
dos Beatles. A não ser pelo reggae Nômade, todas
as faixas desse CD têm esse sabor de anos 60. É o caso
de Dois Rios, composta pelo grupo em parceria com Nando Reis
e Lô Borges (rebento do Clube da Esquina, outra turma que
parou nos Beatles), e das cítaras que recheiam a faixa Supernova.
Cidade
de Deus Remix, vários intérpretes (ST2)
A franquia Cidade de Deus não pára de dar mostras
de criatividade. A trilha original do filme de Fernando Meirelles
tornou-se clássica pela seleção bem-cuidada,
que ia dos sambas antigos ao funk dos anos 70, e pelos temas incidentais
que carregavam no suingue. A atração de Cidade
de Deus Remix está no tratamento eletrônico dado
às melhores canções do filme por DJs brasileiros
da moda, como Patife e Mau Mau. Eles não só viram
as canções de cabeça para baixo como também
aproveitam diversos diálogos do filme. O campeão é
o remix de Mad Zoo e Patife para Nem
Vem que Não Tem, de Wilson Simonal. São
dois CDs que podem ser comprados avulsos ou numa caixa a
qual traz um CD-ROM com um clipe de cenas do filme.
DVD
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| Domingo
Sangrento: o massacre irlandês
de 1972 em estilo documental |
Domingo
Sangrento (Bloody Sunday, Irlanda/ Inglaterra, 2001.
Paramount) O 30 de janeiro de 1972 é uma data negra
na história dos conflitos entre Inglaterra e Irlanda do Norte.
Nesse domingo, uma passeata pacífica na cidade irlandesa
de Derry terminou em massacre, com treze homens mortos pelas forças
britânicas. O episódio não só interrompeu
o processo de paz que se desenhava como insuflou a adesão
ao terrorismo do IRA. Domingo Sangrento relembra esse dia
em estilo documental, pelos olhos do grande ator James Nesbitt
no papel de Ivan Cooper, o líder do movimento pelos direitos
civis que organizou a marcha. Acompanhar Nesbitt enquanto ele vê
seu sonho desmoronar e se transformar em tragédia é
uma jornada perturbadora e angustiante.
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