Edição 1810 . 9 de julho de 2003

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O seu notebook virou carroça?

Por que o computador portátil envelhece mais rápido

A praticidade dos computadores portáteis traz consigo uma desvantagem: é bem mais complicado e caro atualizá-los. Como os componentes são soldados no corpo da máquina (para agüentar os trancos do dia-a-dia) e apertados em um espaço bem menor que o gabinete de um PC comum, trocar placas para turbinar o notebook pode custar o dobro. Menos atualizáveis, eles ficam obsoletos mais rapidamente, à medida que sistemas operacionais e softwares mais poderosos são lançados. Por causa desses problemas, é bem mais difícil revendê-los. Usar o notebook velho como parte do pagamento de um novo, como às vezes acontece com computadores de mesa em promoções de lojas, nem pensar. Logo, quem compra um notebook deve ter em mente a possibilidade de precisar adquirir um novo dentro de três ou quatro anos – prazo menor que o de um computador de mesa, que, atualizado periodicamente, pode render cinco anos ou mais.

 

Dinheiro sob o colchão

Investir em um projeto hoteleiro exige cautela


Aplicar seu dinheiro comprando um quarto de hotel exige conhecer a fundo o mercado. "É um dos investimentos imobiliários mais arriscados", diz o consultor Mauro Halfeld, de Curitiba. Nesse negócio, uma incorporadora se associa a uma operadora de hotéis e busca investidores particulares no mercado. A operadora, que se compromete a não pular fora por um certo número de anos, administra o hotel e reparte os lucros com esses investidores. Mas uma crise no turismo, hotéis demais na mesma região ou a saída da empresa operadora podem deixá-lo com um mico. Orlando de Souza, diretor de operações da Accor – dona das "bandeiras" Formule 1 e Ibis –, aconselha a conhecer bem a incorporadora, a construtora, a operadora do hotel e o mercado. E estudar cenários com diferentes taxas de ocupação.

 

Manipulação para o bem

As vantagens de mandar fazer o remédio sob medida

Remédios produzidos em farmácias de manipulação, além da óbvia vantagem de a receita ser feita sob medida para a necessidade do paciente, não são necessariamente mais caros que os industrializados. Em alguns casos – certos antiinflamatórios, por exemplo –, podem até sair mais em conta que os genéricos. Na hora da consulta, perguntar ao médico se é possível fazer o medicamento na farmácia pode representar alguma economia. Outra vantagem do remédio feito sob encomenda é o contato entre farmacêutico e médico, para a troca de informações. Boas casas do ramo mantêm fichas de clientes, solução prática para quem recorre periodicamente a pomadas ou cápsulas personalizadas. Há áreas, porém, nas quais seu farmacêutico favorito ainda não pode atuar – a de drogas recém-descobertas ou a de novas tecnologias, como certos comprimidos com revestimentos que programam a liberação gradual das substâncias dentro do corpo. Para Antônio Carlos Zanini, consultor de medicamentos da Organização Mundial de Saúde, a farmácia do futuro será uma mistura das duas, com remédios novíssimos e feitos sob medida. "Para atender a doenças raras e a essa tendência de individualização dos medicamentos, a indústria também terá de partir para a manipulação", afirma.

 

Colaboraram Eric Costa, Fábio Guimarães,
Rodrigo Bertolotto e Valmir Storti

 
 
 
 
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