Edição 1810 . 9 de julho de 2003

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Dá para acreditar?

Nem tudo que chega pelo e-mail é autêntico


Crônicas e poesias de grandes autores circulam livremente pela internet. Por que não enviar leitura tão agradável aos amigos? Porque pode se tratar de uma farsa. Pablo Neruda, Clarice Lispector, Luis Fernando Verissimo são assinaturas constantes em textos que jamais assinariam. O escritor Mario Prata sofreu com um caso curioso. Uma crônica dele, que terminava com um poema de Fernando Pessoa, virou um e-mail com o poema de Pessoa e a assinatura de Prata, que acabou acusado de plágio. "Deve haver um meio de rastrear quem faz isso", espera o escritor. O jornalista Artur da Távola é outra vítima. Sua Ter ou Não Ter Namorado é uma das campeãs de circulação – mas "assinada" por Carlos Drummond de Andrade. "Essa crônica é meu maior sucesso e meu maior fracasso ao mesmo tempo", diz Artur da Távola. Conheça outros casos de falsa autoria na internet.


SAÚDE

BOA NOTÍCIA
Além do dia seguinte

A chamada pílula do dia seguinte pode ser eficaz até cinco dias depois da relação sexual, e não por três dias, como indicado na bula. Pesquisadores da Universidade de Princeton, nos Estados Unidos, compararam dois grupos de mulheres. O primeiro tomou pílula até três dias após ter relações sexuais sem proteção; o outro, entre três e cinco dias. Os índices de gravidez foram similares: 2% no primeiro grupo e 3% no segundo. Os autores do trabalho lembram que isso não deve ser entendido como licença para tomá-la fora do prazo indicado, e que o método não é a forma mais segura de contracepção.

MÁ NOTÍCIA
Menos força na escova

Pesquisadores da Faculdade de Odontologia da Universidade de Newcastle, na Inglaterra, avisam: escovar os dentes por mais tempo e com mais força que o necessário pode causar danos permanentes aos dentes e à gengiva. Para chegar a essa conclusão, eles estudaram os efeitos de dezesseis formas de escovação em voluntários por quatro semanas. Descobriram que dois minutos escovando com uma pressão leve é o ideal para ter dentes saudáveis. Quando os voluntários aumentavam a pressão, não removiam mais placa bacteriana. Só aumentavam o desgaste no esmalte dos dentes e causavam irritação na gengiva.

 

Editado por André Fontenelle.
Colaboraram André Loffredo, Luís Perez e Tatiana Schibuola

 

 
 
 
 
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