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Guia
Dá
para acreditar?
Nem
tudo que chega pelo e-mail é autêntico
Crônicas
e poesias de grandes autores circulam livremente pela internet.
Por que não enviar leitura tão agradável aos
amigos? Porque pode se tratar de uma farsa. Pablo Neruda, Clarice
Lispector, Luis Fernando Verissimo são assinaturas constantes
em textos que jamais assinariam. O escritor Mario Prata sofreu com
um caso curioso. Uma crônica dele, que terminava com um poema
de Fernando Pessoa, virou um e-mail com o poema de Pessoa e a assinatura
de Prata, que acabou acusado de plágio. "Deve haver um meio
de rastrear quem faz isso", espera o escritor. O jornalista Artur
da Távola é outra vítima. Sua Ter ou Não
Ter Namorado é uma das campeãs de circulação
mas "assinada" por Carlos Drummond de Andrade. "Essa crônica
é meu maior sucesso e meu maior fracasso ao mesmo tempo",
diz Artur da Távola. Conheça outros casos de falsa
autoria na internet.

SAÚDE
BOA
NOTÍCIA
Além
do dia seguinte
A chamada
pílula do dia seguinte pode ser eficaz até cinco dias
depois da relação sexual, e não por três
dias, como indicado na bula. Pesquisadores da Universidade de Princeton,
nos Estados Unidos, compararam dois grupos de mulheres. O primeiro
tomou pílula até três dias após ter relações
sexuais sem proteção; o outro, entre três e
cinco dias. Os índices de gravidez foram similares: 2% no
primeiro grupo e 3% no segundo. Os autores do trabalho lembram que
isso não deve ser entendido como licença para tomá-la
fora do prazo indicado, e que o método não é
a forma mais segura de contracepção.
MÁ
NOTÍCIA
Menos
força na escova
Pesquisadores
da Faculdade de Odontologia da Universidade de Newcastle, na Inglaterra,
avisam: escovar os dentes por mais tempo e com mais força
que o necessário pode causar danos permanentes aos dentes
e à gengiva. Para chegar a essa conclusão, eles estudaram
os efeitos de dezesseis formas de escovação em voluntários
por quatro semanas. Descobriram que dois minutos escovando com uma
pressão leve é o ideal para ter dentes saudáveis.
Quando os voluntários aumentavam a pressão, não
removiam mais placa bacteriana. Só aumentavam o desgaste
no esmalte dos dentes e causavam irritação na gengiva.
Editado
por André Fontenelle.
Colaboraram André Loffredo, Luís Perez e Tatiana Schibuola
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