Edição 1810 . 9 de julho de 2003

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Brasil
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Economia e Negócios
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Artes e Espetáculos
Claudio de Moura Castro
Gustavo Franco
Diogo Mainardi
Roberto Pompeu de Toledo
Carta ao leitor
Entrevista
Cartas
Radar
Holofote
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Contexto
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Cartas

"VEJA deu mais dicas de como evitar crises de enxaqueca do que as consultas médicas que realizei."
José Wanderlei Dalmolin
Campinas, SP


Dor de cabeça

Essas dores são altamente incapacitantes, e os portadores de enxaqueca acabam sendo discriminados por muita gente que despreza a questão e minimiza o problema, baseando-se em preconceitos e mitos, o que deixa uma boa parcela da população – como apontou a matéria – até com vergonha de procurar o médico por causa "apenas" de uma dor de cabeça. A informação correta e freqüente pela imprensa, como fez a revista, é fundamental para melhor esclarecer o público, uma vez que tais dores têm tratamento, e assim há melhora na qualidade de vida e redução do absenteísmo no trabalho e nas escolas.
Doutor Celio Levyman
Mestre em neurologia e membro fundador da Sociedade Internacional de Cefaléias
São Paulo, SP

Parabéns pela importância dada à cefaléia. Gostaria somente de acrescentar uma terapia na prevenção da enxaqueca que não foi mencionada: o uso diário de riboflavina, uma das vitaminas do complexo B, que apresenta boa eficácia e quase sempre sem significante efeito colateral.
Doutor Igor Levy
Neurologista do Naples
Community Hospital
Naples, Flórida, EUA

A reportagem "A mais comum das dores" (2 de julho) é uma das mais notáveis que já li a respeito de saúde. Por não sofrer desse mal em meus quase 80 anos de vida, sempre julguei duvidoso que os queixosos tivessem um dia alguma explicação. Mas também fui vítima, uma única vez, trinta anos atrás, daquilo a que a matéria se refere como "cefaléia em salvas", que durou cerca de três a quatro dias seguidos. Pode parecer embuste de minha parte, mas em meus delírios de dor insuportável só me vinha à mente o extremo recurso da arma de fogo que eu possuía no armário. A crise jamais se repetiu desde então, porém hoje vejo que há remédio além de um tresloucado suicídio! Meus parabéns pela feliz idéia da reportagem.
Dálvares Barros de Mattos, 78 anos
São Paulo, SP

Tenho crises horríveis de enxaqueca. Chego a vomitar e não suporto luz nem barulho. Minha dor geralmente se dá em cima do olho. É como um prego furando o globo ocular. Acontece tudo como relata a reportagem (até parece que a jornalista Karina Pastore sofre do mal). Fiquei muito feliz ao ler a matéria e saber que existem medicamentos mais eficazes no combate a essa dor infeliz. Valeu, VEJA!
Iana Gouveia
Olinda, PE

Ao chegar ao pronto-socorro, só quero que tirem os "pregos da minha cabeça", pois a dor é tanta que somente medicação injetável pode me ajudar. É inacreditável que ainda não tenhamos um medicamento que nos socorra completamente nessa hora, eles apenas aliviam. E ficamos com a certeza de que naquele dia o martírio ainda vai nos acompanhar. Já fiz tratamento para preveni-la. Sem dúvida é a melhor opção, porque, depois que ela se instala, nem triptanos me tiram a dor, e certamente me sinto como a gorila do zoológico de Toronto. A propósito, sobre os alimentos que devem ser evitados: sou gaúcha, e passar o inverno sem chocolate, queijo e vinho tinto... ninguém merece!
Maria Izabel de Ugalde M. da Rocha
Santa Maria, RS

Eu, como vítima havia anos de uma enxaqueca que me tirava o prazer de viver, não posso deixar de agradecer a meu neurologista, doutor Luiz Cláudio Romanelli, de Belo Horizonte, que me libertou desse terrível mal, devolvendo-me a vontade de viver. Ele curou-me de uma insônia que me acompanhava havia anos, o que melhorou consideravelmente minha qualidade de vida. Com seriedade e competência, existe luz no fim do túnel e um grande alívio para os portadores de cefaléias crônicas.
Míriam Lise Macedo Pacheco
Belo Horizonte, MG

Sou especialista em ortóptica, profissão que diagnostica, trata e previne os distúrbios oculomotores. Enfatizo que os músculos retos mediais (músculo oculomotor), responsáveis pela convergência, ao perder parcialmente sua capacidade funcional, desencadeiam a cefaléia oftálmica, que atinge indivíduos independentemente de faixa etária, sendo comum em crianças e adolescentes na fase escolar.
Jandira Maria da Silva
Por e-mail

 

Alain Belda

É notável a clareza de visão do senhor Alain Belda (Amarelas, 2 de julho) sobre as dificuldades de o Brasil tornar-se uma nação desenvolvida. Impressionante como seus argumentos são os mesmos que, nos idos do século XIX, o senhor Irineu Evangelista de Souza (barão de Mauá) expressava. Fica a questão: sendo membro do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social de nosso país, e certamente culto e capaz, por que diz "...não tenho sido requisitado, mas acho que está indo bem".? O que é preciso para requisitar sua inteligência e serviço para o bem-estar desta nação incompetente?
Celso Engelberto Ayres
Mogi Mirim, SP

O mais bem-sucedido executivo brasileiro no exterior, Alain Belda, demonstra que, lá do topo onde se encontra, é um excelente observador. Foi capaz de perceber que na atual política econômica mundial a participação do Brasil é quase nula. Que descoberta, hein? Bem, melhor ainda foi sua defesa eloqüente e persuasiva da idéia de que "este país precisa é crescer". Algum leitor não se convenceu de que isso é necessário? Após deduções brilhantes, caro Alain Belda, apenas lamento sua astúcia em fugir da responsabilidade real de contribuir para a construção do Brasil ideal que defende. É fácil ficar só olhando!
Erlon Barros
Fortaleza, CE

 

Queda da renda

A economia americana nunca esteve tão ruim, dizem as publicações e os telejornais locais. Mesmo assim, não me lembro, nos trinta anos em que morei no Brasil, quando foi que a economia brasileira chegou perto de estar tão bem como a daqui no presente momento. O que me espanta é que o Brasil continua se deteriorando. A gente pensa: "É isso! É o fundo do poço!", e acontece alguma coisa para nos provar que estamos errados. As pessoas que vivem o dia-a-dia do Brasil podem não perceber – afinal, são expostas aos dramas do país em doses homeopáticas e vão se habituando –, mas quem está de fora, vivendo numa economia em crise, sim, porém em condições muito melhores, que jamais tivemos no Brasil, fica chocado com o fato de suportarmos tudo o que nossos governantes e representantes nos fizeram e fazem passar sem que nos rebelemos ("Querida, meu salário encolheu!", 2 de julho).
Carlos Eduardo Souza Lopes
Cottage Grove, Wisconsin, EUA

Sou um dos muitos jovens à procura de um emprego razoável. A má notícia fresquinha – de que caiu a renda média do brasileiro e aumentou a taxa de desemprego nas principais cidades nos últimos doze meses – desabou momentaneamente sobre mim como um mau agouro. Faço parte da classe média e acabo de me mudar de uma pacata cidade do interior do Maranhão para a Grande São Paulo em busca de melhores perspectivas. Eu já desconfiava dos obstáculos que teria de superar. Obrigado por reforçarem minha lucidez com essa matéria.
Wagnoell Martins Araújo
Osasco, SP

A classe média está num processo de empobrecimento, sim, à semelhança do que aconteceu na Argentina, pois não será rápido o processo de retomada da economia, se é que vai ocorrer, nem sabemos qual será sua intensidade. Até lá, muitos já estarão irremediavelmente condenados ao rebaixamento social, sem possibilidade de reagir.
José Olavo de Carvalho Marinho
Por e-mail

Antes eu acreditava que estávamos numa UTI. Agora, tenho certeza de que estamos em estado terminal.
Ivana Mollica
Por e-mail

 

Reforma agrária

A revista VEJA avisou e acertou em 1985 (assim como também em matérias que venho acompanhando posteriores àquela data) com relação à "tendência incontrolável de invadir a propriedade privada em nome de uma bandeira social" por parte do MST. Passou da hora de o governo do PT enfrentar esse desafio chamado MST, que muitas vezes prega e pratica a desobediência civil. E agora, presidente Lula ("VEJA avisou", Carta ao leitor, 2 de julho)?
Edson F. Nascimento
Ribeirão Preto, SP

Afinal, o que querem esse tal de Rainha e seus seguidores? Enquanto todos nós, num esforço sobre-humano e patriótico, lutamos pelo fim da violência e de todos os males que nos atingem há décadas, eles continuam apostando nas velhas armas violentas e antidemocráticas para reivindicar. Parece que eles não sabem fazer outra coisa! Que falta de criatividade! E de patriotismo!
Espedito Cardoso
Natal, RN

 

Holofote

A nota "O novo mapa dos caloteiros" (2 de julho) diz que o presidente do Banco Central, Henrique Meireles, apontará pessoas com dívidas de mais de 5.000 reais em atraso com os bancos e que, a partir desse cadastro, as portas dessas instituições financeiras estarão fechadas para essas pessoas, tachadas de caloteiras. Gostaria de saber se o BC fornecerá também aos cidadãos e correntistas de bancos deste país um cadastro com o nome de bancos e banqueiros que estão em situação de inadimplência ou de risco. Pelo que sei, há mais de 1 milhão de cidadãos que foram extorquidos por instituições financeiras, consórcios, fazendas de boi gordo etc. Veja o caso do Banco Brasileiro Comercial (BBC), que foi liquidado há mais de cinco anos, e até a presente data o BC, que fiscaliza instituições como essa, não deu nenhuma satisfação sobre o andamento da liquidação aos credores.
Mário Pestana
São Paulo, SP

 

Contexto

Ao ver a nota "O desmatamento aumentou" (2 de julho), fiquei chocado, pois pensava que o desmatamento havia diminuído em razão de ações de ONGs e do auxílio governamental. É uma grande perda para o Brasil, pois deveríamos nos orgulhar muito de nossa tão exuberante e desconhecida Amazônia, mas, em vez disso, ela é destruída impiedosamente.
Juliano Schiavo Sussi
Americana, SP

 

Alemanha

A reportagem "Alemanha vira kosher" (2 de julho) mostra que não há nada melhor que o tempo para consertar os erros do passado. Adolf Hitler passou anos tentando exterminar os judeus da Alemanha. O que diria ele, hoje, sessenta anos depois, ao ver que a Alemanha não só é o país que mais recebe judeus no mundo como também é considerada um porto seguro para imigrantes das mais diferentes etnias? Pois é, Hitler, a civilização prevaleceu.
Bruna Rossin
Por e-mail

O caso dos judeus na Alemanha é só um dos muitos exemplos que justificam o fim da imagem que o país tem no mundo inteiro por culpa da guerra. Comparada com outros países da Europa, a Alemanha é uma das nações que melhor tratam os imigrantes que aqui vivem. Estudo na Alemanha e são inúmeros os colegas estrangeiros que, mesmo vindos de ex-colônias da França, Inglaterra e de outras nações, decidiram aprender alemão para estudar aqui, atraídos pela experiência de outros imigrantes que aqui encontraram mais respeito e melhores condições do que em países vizinhos.
Carlos F.A. Metzler
Münster, Westfalia, Alemanha

 

Radicais do PT

Li atentamente a reportagem "Radicais (mas nem sempre)" (2 de julho). Diz a matéria que entre 1987 e 1988 presidi o PL sergipano, e depois que presidi a Energipe, estatal de energia elétrica, na gestão de um governador do PFL. De fato, isso ocorreu. Restou dizer, porém, que àquela época havia uma forte luta no Estado de Sergipe contra uma espúria aliança do PMDB com as forças mais conservadoras do Estado. Isso obrigou as esquerdas do Estado a se aliarem ao PFL, impondo um candidato que conseguisse derrotar aquelas forças. Eleito Antônio Carlos Valadares ao governo do Sergipe pelo PFL, presidi a Energipe sem nunca ter me filiado ao partido. À época, eu não só era do quadro de carreira da empresa, como advogado, como era secretário-geral do Sindicato dos Eletricitários. Quanto a minha participação na direção da Fundação Cultural de Aracaju, na administração do então peemedebista João Augusto Gama, deu-se também no bojo de uma grande aliança da esquerda do Estado de Sergipe. Minhas posições contra as reformas não são novas nem fruto de qualquer intenção subalterna. Como advogado, fui patrono de uma ação contra a cobrança da CPMF no Estado de Sergipe. E sempre lutei contra as propostas de reforma da Previdência. Portanto, não foi só agora que desembarquei num ninho radical.
Deputado João Fontes
Brasília, DF

 

Populares e excluídos

É patético ver a sociedade hipócrita americana de "losers" e "winners" ser reproduzida de forma tão grotesca e fútil. Lamentável é saber que crianças de 11 anos de idade se referem à escola como uma selva e aos educandos como animais irracionais. É urgente que educadores e psicopedagogos se posicionem e promovam discussões sobre essa questão, para que no futuro não sejamos espectadores de chacinas dentro das escolas ("A divisão de classes", 2 de julho).
Karla Miranda
Fortaleza, CE

Tenho duas filhas. Uma é popular, a outra, excluída. Considero os dois extremos problemáticos. Aparentemente, a excluída sofre mais, mas a popular também sofre: conquista tudo com muita facilidade, deixando de se preparar para o mundo real, onde nada é fácil. Nunca sabe se suas amizades são verdadeiras ou por interesse. Já para a excluída as conquistas são muito mais dolorosas, mas ajudam a prepará-la para o futuro. Como mãe, sofro junto com a excluída e tento aumentar sua auto-estima. À popular mostro um pouco da dureza da vida real.
Gladis Eboli
São Paulo, SP

É triste ver que a escola contribui para as fortes clivagens entre ricos e pobres que abalam a sociedade brasileira. Discordo da psicóloga que diz que a escola pouco pode fazer pelos alunos vitimados por adolescentes fúteis, que preferem a embalagem ao conteúdo. A escola pode e deve, além de ensinar as diversas matérias, propagar a solidariedade e promover uma educação cívica e o respeito pelo outro. E, sobretudo, ser um espaço democrático, onde todos tenham tratamento igual e ninguém seja atirado para um canto, vendo seu futuro hipotecado por causa de quem já parece ter aprendido – sabe-se lá onde? – e agora quer impor a idéia de que só com charme e conversinha mole se vence na vida.
Fernando José Mendes Basto
Porto, Portugal

Elucidativa a reportagem "A divisão de classes", assinada pela jornalista Thaís Oyama. Nunca me identifiquei tanto com o que li. Uma ressalva apenas: a tal "divisão" também acontece no meio universitário – e eu sou prova acabada de um excluído.
Renato Alves
Goiânia, GO

 

Roberto Pompeu de Toledo

O ensaísta Roberto Pompeu de Toledo conseguiu sintetizar uma (se não a principal) origem dos conflitos religiosos que assolam o mundo: a falta de tolerância para com a diversidade, exatamente porque os membros das chamadas religiões monoteístas buscam a qualquer custo fazer proselitismo, com isso ignorando aquele mandamento cristão (porém retirado da Torá judaica) segundo o qual devemos amar ao próximo como a nós mesmos ("Os provocadores de Cristo", 2 de julho).
Estácio Trajano Borges

Porto Velho, RO

 

Diogo Mainardi

A Bahia realmente é uma terra muito boa. Costumo dizer que é um país dentro de outro país. Isso graças a sua cultura, raça, religião (candomblé), música, Carnaval, felicidade etc. Como diz Caetano Veloso na canção Terra: "A Bahia tem um jeito". Se algumas personalidades mencionadas no artigo "Gil é muito Logun-edé" (2 de julho) foram residir no Rio de Janeiro ou em São Paulo, com certeza foi numa época em que a Bahia (Salvador) não lhes proporcionava grandes oportunidades. Carlinhos Brown, Daniela Mercury, Ivete Sangalo, Jussara Silveira, Margareth Menezes, Regina Dourado, Companhia Baiana de Patifaria e tantos outros são conhecidos no Brasil, e no mundo, residindo na velha São Salvador. Como podemos ver, os tempos são outros. E Salvador, muito mais ainda.
Gilney Neves Tosta
Lisboa, Portugal

Senhor Diogo Mainardi, quem sabe uma boa varanda, com a rede de Caymmi, água-de-coco, muitos acarajés e abarás, boa música de Caetano e do ministro Gil e a voz de Gal e a de Bethânia, não faria o senhor encontrar, finalmente, a paz interior que tanto busca. Aqui na Bahia. Venha, o senhor será bem-vindo.
Marcus V.S.A. Ramalho
Salvador, BA

Interessante verificar que a cada ano cresce o número de brasileiros em busca da Bahia, que, se não fosse tão boa, não seria objeto das mais lindas poesias e canções existentes no Brasil, e não daria margem para um artigo tão "afetado". Em minha opinião, o texto fala mais do autor do que propriamente da Bahia.
Bianca Soares
Nova York, EUA

Manifesto minha indignação com o mau gosto do senhor Diogo Mainardi. Eu sugiro que ele use sua tirania contra sua própria crônica.
Grabriela Trussardi
Berna, Suíça

Sinto dizer que a Bahia, apesar de apresentar problemas como qualquer outro Estado, não é tão boa assim como dizem. É melhor!
Mabel Fernandes Souza
Camaçari, BA

Diogo é muito bom no que escreve. Direto e ferino feito língua de sogra. Mas, realmente, ele deve ser apaixonado pelo Gilberto Gil.
Sebastião Cunha
Cabedelo, PB

 

Cartas

Parabéns a VEJA pelo número de cartas publicadas na edição 1 809 (2 de julho). Foram mais de sessenta correspondências, o dobro da média semanal – valorizando consideravelmente a opinião do leitor.
Walter dos Reis Calçado
Goiânia, GO

 
O RELÓGIO DO PAI DA AVIAÇÃO

Divulgação
Modelo Cartier Santos atual


Na reportagem "Nas asas da polêmica" (25 de junho), VEJA informou que "o joalheiro Louis Cartier (...) executou o primeiro relógio de pulso, recém-inventado por Santos Dumont". O leitor Flávio Maia Pimenta, promotor de Justiça que mantém o site Relógios Mecânicos (www.geocities.com/fmaiap), escreveu: "Santos Dumont, é certo, não inventou o relógio de pulso. O pai do relógio de pulso é Abrahan Louis Breguet, que já em 1812 havia fabricado um mecanismo suficientemente pequeno para ser adaptado a um bracelete usado pela rainha de Nápoles". A informação do leitor pode ser conferida no site da Breguet (http://www.breguet.com/en/index.html). Segundo o leitor, vários outros relojoeiros desenvolveram aparelhos semelhantes na mesma época, mas foi Breguet quem levou a fama de inventor do objeto. Santos Dumont teria sido o responsável pela sua difusão, a partir do modelo que encomendou a seu amigo joalheiro. "Assim, foram feitos vários pedidos a Cartier para a fabricação de relógios 'estilo Santos Dumont'.", diz Pimenta. "O modelo, chamado Cartier Santos, é fabricado ainda hoje, com pouquíssimas modificações."

 

POPULAÇÃO

O leitor Carlos Augusto Essig, de São Paulo, notou uma troca dos índices no gráfico que ilustrou a reportagem "Rossetto todo feliz nos palácios e os sem-terra botando pra quebrar" (2 de julho). No gráfico referente ao ano de 1950, o correto para a população urbana é 36% e para a rural, 64%. Veja abaixo o gráfico certo.

 

 

 
 
 
 
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