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Cartas
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"VEJA
deu mais dicas de como evitar crises de enxaqueca do que as
consultas médicas que realizei."
José
Wanderlei Dalmolin
Campinas,
SP |
Dor
de cabeça
Essas
dores são altamente incapacitantes, e os portadores de enxaqueca
acabam sendo discriminados por muita gente que despreza a questão
e minimiza o problema, baseando-se em preconceitos e mitos, o que
deixa uma boa parcela da população como apontou
a matéria até com vergonha de procurar o médico
por causa "apenas" de uma dor de cabeça. A informação
correta e freqüente pela imprensa, como fez a revista, é
fundamental para melhor esclarecer o público, uma vez que
tais dores têm tratamento, e assim há melhora na qualidade
de vida e redução do absenteísmo no trabalho
e nas escolas.
Doutor Celio Levyman
Mestre em neurologia e membro fundador da Sociedade Internacional
de Cefaléias
São Paulo, SP
Parabéns
pela importância dada à cefaléia. Gostaria somente
de acrescentar uma terapia na prevenção da enxaqueca
que não foi mencionada: o uso diário de riboflavina,
uma das vitaminas do complexo B, que apresenta boa eficácia
e quase sempre sem significante efeito colateral.
Doutor Igor Levy
Neurologista do Naples
Community Hospital
Naples, Flórida, EUA
A
reportagem "A mais comum das dores" (2 de julho) é uma das
mais notáveis que já li a respeito de saúde.
Por não sofrer desse mal em meus quase 80 anos de vida, sempre
julguei duvidoso que os queixosos tivessem um dia alguma explicação.
Mas também fui vítima, uma única vez, trinta
anos atrás, daquilo a que a matéria se refere como
"cefaléia em salvas", que durou cerca de três a quatro
dias seguidos. Pode parecer embuste de minha parte, mas em meus
delírios de dor insuportável só me vinha à
mente o extremo recurso da arma de fogo que eu possuía no
armário. A crise jamais se repetiu desde então, porém
hoje vejo que há remédio além de um tresloucado
suicídio! Meus parabéns pela feliz idéia da
reportagem.
Dálvares Barros de Mattos, 78 anos
São Paulo, SP
Tenho
crises horríveis de enxaqueca. Chego a vomitar e não
suporto luz nem barulho. Minha dor geralmente se dá em cima
do olho. É como um prego furando o globo ocular. Acontece
tudo como relata a reportagem (até parece que a jornalista
Karina Pastore sofre do mal). Fiquei muito feliz ao ler a matéria
e saber que existem medicamentos mais eficazes no combate a essa
dor infeliz. Valeu, VEJA!
Iana Gouveia
Olinda, PE
Ao
chegar ao pronto-socorro, só quero que tirem os "pregos da
minha cabeça", pois a dor é tanta que somente medicação
injetável pode me ajudar. É inacreditável que
ainda não tenhamos um medicamento que nos socorra completamente
nessa hora, eles apenas aliviam. E ficamos com a certeza de que
naquele dia o martírio ainda vai nos acompanhar. Já
fiz tratamento para preveni-la. Sem dúvida é a melhor
opção, porque, depois que ela se instala, nem triptanos
me tiram a dor, e certamente me sinto como a gorila do zoológico
de Toronto. A propósito, sobre os alimentos que devem ser
evitados: sou gaúcha, e passar o inverno sem chocolate, queijo
e vinho tinto... ninguém merece!
Maria Izabel de Ugalde M. da Rocha
Santa Maria, RS
Eu,
como vítima havia anos de uma enxaqueca que me tirava o prazer
de viver, não posso deixar de agradecer a meu neurologista,
doutor Luiz Cláudio Romanelli, de Belo Horizonte, que me
libertou desse terrível mal, devolvendo-me a vontade de viver.
Ele curou-me de uma insônia que me acompanhava havia anos,
o que melhorou consideravelmente minha qualidade de vida. Com seriedade
e competência, existe luz no fim do túnel e um grande
alívio para os portadores de cefaléias crônicas.
Míriam Lise Macedo Pacheco
Belo Horizonte, MG
Sou
especialista em ortóptica, profissão que diagnostica,
trata e previne os distúrbios oculomotores. Enfatizo que
os músculos retos mediais (músculo oculomotor), responsáveis
pela convergência, ao perder parcialmente sua capacidade funcional,
desencadeiam a cefaléia oftálmica, que atinge indivíduos
independentemente de faixa etária, sendo comum em crianças
e adolescentes na fase escolar.
Jandira Maria da Silva
Por e-mail
Alain
Belda
É
notável a clareza de visão do senhor Alain Belda (Amarelas,
2 de julho) sobre as dificuldades de o Brasil tornar-se uma nação
desenvolvida. Impressionante como seus argumentos são os
mesmos que, nos idos do século XIX, o senhor Irineu Evangelista
de Souza (barão de Mauá) expressava. Fica a questão:
sendo membro do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social
de nosso país, e certamente culto e capaz, por que diz "...não
tenho sido requisitado, mas acho que está indo bem".? O que
é preciso para requisitar sua inteligência e serviço
para o bem-estar desta nação incompetente?
Celso Engelberto Ayres
Mogi Mirim, SP
O mais
bem-sucedido executivo brasileiro no exterior, Alain Belda, demonstra
que, lá do topo onde se encontra, é um excelente observador.
Foi capaz de perceber que na atual política econômica
mundial a participação do Brasil é quase nula.
Que descoberta, hein? Bem, melhor ainda foi sua defesa eloqüente
e persuasiva da idéia de que "este país precisa é
crescer". Algum leitor não se convenceu de que isso é
necessário? Após deduções brilhantes,
caro Alain Belda, apenas lamento sua astúcia em fugir da
responsabilidade real de contribuir para a construção
do Brasil ideal que defende. É fácil ficar só
olhando!
Erlon Barros
Fortaleza, CE
Queda
da renda
A
economia americana nunca esteve tão ruim, dizem as publicações
e os telejornais locais. Mesmo assim, não me lembro, nos
trinta anos em que morei no Brasil, quando foi que a economia brasileira
chegou perto de estar tão bem como a daqui no presente momento.
O que me espanta é que o Brasil continua se deteriorando.
A gente pensa: "É isso! É o fundo do poço!",
e acontece alguma coisa para nos provar que estamos errados. As
pessoas que vivem o dia-a-dia do Brasil podem não perceber
afinal, são expostas aos dramas do país em
doses homeopáticas e vão se habituando , mas
quem está de fora, vivendo numa economia em crise, sim, porém
em condições muito melhores, que jamais tivemos no
Brasil, fica chocado com o fato de suportarmos tudo o que nossos
governantes e representantes nos fizeram e fazem passar sem que
nos rebelemos ("Querida, meu salário encolheu!", 2 de julho).
Carlos Eduardo Souza Lopes
Cottage Grove, Wisconsin, EUA
Sou
um dos muitos jovens à procura de um emprego razoável.
A má notícia fresquinha de que caiu a renda
média do brasileiro e aumentou a taxa de desemprego nas principais
cidades nos últimos doze meses desabou momentaneamente
sobre mim como um mau agouro. Faço parte da classe média
e acabo de me mudar de uma pacata cidade do interior do Maranhão
para a Grande São Paulo em busca de melhores perspectivas.
Eu já desconfiava dos obstáculos que teria de superar.
Obrigado por reforçarem minha lucidez com essa matéria.
Wagnoell Martins Araújo
Osasco, SP
A classe
média está num processo de empobrecimento, sim, à
semelhança do que aconteceu na Argentina, pois não
será rápido o processo de retomada da economia, se
é que vai ocorrer, nem sabemos qual será sua intensidade.
Até lá, muitos já estarão irremediavelmente
condenados ao rebaixamento social, sem possibilidade de reagir.
José Olavo de Carvalho Marinho
Por e-mail
Antes
eu acreditava que estávamos numa UTI. Agora, tenho certeza
de que estamos em estado terminal.
Ivana Mollica
Por e-mail
Reforma
agrária
A
revista VEJA avisou e acertou em 1985 (assim como também
em matérias que venho acompanhando posteriores àquela
data) com relação à "tendência incontrolável
de invadir a propriedade privada em nome de uma bandeira social"
por parte do MST. Passou da hora de o governo do PT enfrentar esse
desafio chamado MST, que muitas vezes prega e pratica a desobediência
civil. E agora, presidente Lula ("VEJA avisou", Carta ao leitor,
2 de julho)?
Edson F. Nascimento
Ribeirão Preto, SP
Afinal,
o que querem esse tal de Rainha e seus seguidores? Enquanto todos
nós, num esforço sobre-humano e patriótico,
lutamos pelo fim da violência e de todos os males que nos
atingem há décadas, eles continuam apostando nas velhas
armas violentas e antidemocráticas para reivindicar. Parece
que eles não sabem fazer outra coisa! Que falta de criatividade!
E de patriotismo!
Espedito Cardoso
Natal, RN
Holofote
A
nota "O novo mapa dos caloteiros" (2 de julho) diz que o presidente
do Banco Central, Henrique Meireles, apontará pessoas com
dívidas de mais de 5.000 reais
em atraso com os bancos e que, a partir desse cadastro, as portas
dessas instituições financeiras estarão fechadas
para essas pessoas, tachadas de caloteiras. Gostaria de saber se
o BC fornecerá também aos cidadãos e correntistas
de bancos deste país um cadastro com o nome de bancos e banqueiros
que estão em situação de inadimplência
ou de risco. Pelo que sei, há mais de 1 milhão de
cidadãos que foram extorquidos por instituições
financeiras, consórcios, fazendas de boi gordo etc. Veja
o caso do Banco Brasileiro Comercial (BBC), que foi liquidado há
mais de cinco anos, e até a presente data o BC, que fiscaliza
instituições como essa, não deu nenhuma satisfação
sobre o andamento da liquidação aos credores.
Mário Pestana
São Paulo, SP
Contexto
Ao
ver a nota "O desmatamento aumentou" (2 de julho), fiquei chocado,
pois pensava que o desmatamento havia diminuído em razão
de ações de ONGs e do auxílio governamental.
É uma grande perda para o Brasil, pois deveríamos
nos orgulhar muito de nossa tão exuberante e desconhecida
Amazônia, mas, em vez disso, ela é destruída
impiedosamente.
Juliano Schiavo Sussi
Americana, SP
Alemanha
A
reportagem "Alemanha vira kosher" (2 de julho) mostra que não
há nada melhor que o tempo para consertar os erros do passado.
Adolf Hitler passou anos tentando exterminar os judeus da Alemanha.
O que diria ele, hoje, sessenta anos depois, ao ver que a Alemanha
não só é o país que mais recebe judeus
no mundo como também é considerada um porto seguro
para imigrantes das mais diferentes etnias? Pois é, Hitler,
a civilização prevaleceu.
Bruna Rossin
Por e-mail
O caso
dos judeus na Alemanha é só um dos muitos exemplos
que justificam o fim da imagem que o país tem no mundo inteiro
por culpa da guerra. Comparada com outros países da Europa,
a Alemanha é uma das nações que melhor tratam
os imigrantes que aqui vivem. Estudo na Alemanha e são inúmeros
os colegas estrangeiros que, mesmo vindos de ex-colônias da
França, Inglaterra e de outras nações, decidiram
aprender alemão para estudar aqui, atraídos pela experiência
de outros imigrantes que aqui encontraram mais respeito e melhores
condições do que em países vizinhos.
Carlos F.A. Metzler
Münster, Westfalia, Alemanha
Radicais
do PT
Li
atentamente a reportagem "Radicais (mas nem sempre)" (2 de julho).
Diz a matéria que entre 1987 e 1988 presidi o PL sergipano,
e depois que presidi a Energipe, estatal de energia elétrica,
na gestão de um governador do PFL. De fato, isso ocorreu.
Restou dizer, porém, que àquela época havia
uma forte luta no Estado de Sergipe contra uma espúria aliança
do PMDB com as forças mais conservadoras do Estado. Isso
obrigou as esquerdas do Estado a se aliarem ao PFL, impondo um candidato
que conseguisse derrotar aquelas forças. Eleito Antônio
Carlos Valadares ao governo do Sergipe pelo PFL, presidi a Energipe
sem nunca ter me filiado ao partido. À época, eu não
só era do quadro de carreira da empresa, como advogado, como
era secretário-geral do Sindicato dos Eletricitários.
Quanto a minha participação na direção
da Fundação Cultural de Aracaju, na administração
do então peemedebista João Augusto Gama, deu-se também
no bojo de uma grande aliança da esquerda do Estado de Sergipe.
Minhas posições contra as reformas não são
novas nem fruto de qualquer intenção subalterna. Como
advogado, fui patrono de uma ação contra a cobrança
da CPMF no Estado de Sergipe. E sempre lutei contra as propostas
de reforma da Previdência. Portanto, não foi só
agora que desembarquei num ninho radical.
Deputado João Fontes
Brasília, DF
Populares
e excluídos
É
patético ver a sociedade hipócrita americana de "losers"
e "winners" ser reproduzida de forma tão grotesca e fútil.
Lamentável é saber que crianças de 11 anos
de idade se referem à escola como uma selva e aos educandos
como animais irracionais. É urgente que educadores e psicopedagogos
se posicionem e promovam discussões sobre essa questão,
para que no futuro não sejamos espectadores de chacinas dentro
das escolas ("A divisão de classes", 2 de julho).
Karla Miranda
Fortaleza, CE
Tenho
duas filhas. Uma é popular, a outra, excluída. Considero
os dois extremos problemáticos. Aparentemente, a excluída
sofre mais, mas a popular também sofre: conquista tudo com
muita facilidade, deixando de se preparar para o mundo real, onde
nada é fácil. Nunca sabe se suas amizades são
verdadeiras ou por interesse. Já para a excluída as
conquistas são muito mais dolorosas, mas ajudam a prepará-la
para o futuro. Como mãe, sofro junto com a excluída
e tento aumentar sua auto-estima. À popular mostro um pouco
da dureza da vida real.
Gladis Eboli
São Paulo, SP
É
triste ver que a escola contribui para as fortes clivagens entre
ricos e pobres que abalam a sociedade brasileira. Discordo da psicóloga
que diz que a escola pouco pode fazer pelos alunos vitimados por
adolescentes fúteis, que preferem a embalagem ao conteúdo.
A escola pode e deve, além de ensinar as diversas matérias,
propagar a solidariedade e promover uma educação cívica
e o respeito pelo outro. E, sobretudo, ser um espaço democrático,
onde todos tenham tratamento igual e ninguém seja atirado
para um canto, vendo seu futuro hipotecado por causa de quem já
parece ter aprendido sabe-se lá onde? e agora
quer impor a idéia de que só com charme e conversinha
mole se vence na vida.
Fernando José Mendes Basto
Porto, Portugal
Elucidativa
a reportagem "A divisão de classes", assinada pela jornalista
Thaís Oyama. Nunca me identifiquei tanto com o que li. Uma
ressalva apenas: a tal "divisão" também acontece no
meio universitário e eu sou prova acabada de um excluído.
Renato Alves
Goiânia, GO
Roberto
Pompeu de Toledo
O
ensaísta Roberto Pompeu de Toledo conseguiu sintetizar uma
(se não a principal) origem dos conflitos religiosos que
assolam o mundo: a falta de tolerância para com a diversidade,
exatamente porque os membros das chamadas religiões monoteístas
buscam a qualquer custo fazer proselitismo, com isso ignorando aquele
mandamento cristão (porém retirado da Torá
judaica) segundo o qual devemos amar ao próximo como a nós
mesmos ("Os provocadores de Cristo", 2 de julho).
Estácio Trajano Borges
Porto Velho, RO
Diogo
Mainardi
A
Bahia realmente é uma terra muito boa. Costumo dizer que
é um país dentro de outro país. Isso graças
a sua cultura, raça, religião (candomblé),
música, Carnaval, felicidade etc. Como diz Caetano Veloso
na canção Terra: "A Bahia tem um jeito". Se
algumas personalidades mencionadas no artigo "Gil é muito
Logun-edé" (2 de julho) foram residir no Rio de Janeiro ou
em São Paulo, com certeza foi numa época em que a
Bahia (Salvador) não lhes proporcionava grandes oportunidades.
Carlinhos Brown, Daniela Mercury, Ivete Sangalo, Jussara Silveira,
Margareth Menezes, Regina Dourado, Companhia Baiana de Patifaria
e tantos outros são conhecidos no Brasil, e no mundo, residindo
na velha São Salvador. Como podemos ver, os tempos são
outros. E Salvador, muito mais ainda.
Gilney Neves Tosta
Lisboa, Portugal
Senhor
Diogo Mainardi, quem sabe uma boa varanda, com a rede de Caymmi,
água-de-coco, muitos acarajés e abarás, boa
música de Caetano e do ministro Gil e a voz de Gal e a de
Bethânia, não faria o senhor encontrar, finalmente,
a paz interior que tanto busca. Aqui na Bahia. Venha, o senhor será
bem-vindo.
Marcus V.S.A. Ramalho
Salvador, BA
Interessante
verificar que a cada ano cresce o número de brasileiros em
busca da Bahia, que, se não fosse tão boa, não
seria objeto das mais lindas poesias e canções existentes
no Brasil, e não daria margem para um artigo tão "afetado".
Em minha opinião, o texto fala mais do autor do que propriamente
da Bahia.
Bianca Soares
Nova York, EUA
Manifesto
minha indignação com o mau gosto do senhor Diogo Mainardi.
Eu sugiro que ele use sua tirania contra sua própria crônica.
Grabriela Trussardi
Berna, Suíça
Sinto
dizer que a Bahia, apesar de apresentar problemas como qualquer
outro Estado, não é tão boa assim como dizem.
É melhor!
Mabel Fernandes Souza
Camaçari, BA
Diogo
é muito bom no que escreve. Direto e ferino feito língua
de sogra. Mas, realmente, ele deve ser apaixonado pelo Gilberto
Gil.
Sebastião Cunha
Cabedelo, PB
Cartas
Parabéns
a VEJA pelo número de cartas publicadas na edição
1 809 (2 de julho). Foram mais de sessenta correspondências,
o dobro da média semanal valorizando consideravelmente
a opinião do leitor.
Walter dos Reis Calçado
Goiânia, GO
O
RELÓGIO DO PAI DA AVIAÇÃO
Divulgação

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| Modelo
Cartier Santos atual |
Na reportagem "Nas asas da polêmica" (25 de junho),
VEJA informou que "o joalheiro Louis Cartier (...) executou
o primeiro relógio de pulso, recém-inventado
por Santos Dumont". O leitor Flávio Maia Pimenta,
promotor de Justiça que mantém o site
Relógios Mecânicos (www.geocities.com/fmaiap),
escreveu: "Santos Dumont, é certo, não
inventou o relógio de pulso. O pai do relógio
de pulso é Abrahan Louis Breguet, que já
em 1812 havia fabricado um mecanismo suficientemente
pequeno para ser adaptado a um bracelete usado pela
rainha de Nápoles". A informação
do leitor pode ser conferida no site da Breguet (http://www.breguet.com/en/index.html).
Segundo o leitor, vários outros relojoeiros desenvolveram
aparelhos semelhantes na mesma época, mas foi
Breguet quem levou a fama de inventor do objeto. Santos
Dumont teria sido o responsável pela sua difusão,
a partir do modelo que encomendou a seu amigo joalheiro.
"Assim, foram feitos vários pedidos a Cartier
para a fabricação de relógios 'estilo
Santos Dumont'.", diz Pimenta.
"O modelo, chamado Cartier Santos, é fabricado
ainda hoje, com pouquíssimas modificações."
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POPULAÇÃO
O
leitor Carlos Augusto Essig, de São Paulo, notou
uma troca dos índices no gráfico que ilustrou
a reportagem "Rossetto todo feliz nos palácios
e os sem-terra botando pra quebrar" (2 de julho). No
gráfico referente ao ano de 1950, o correto para
a população urbana é 36% e para
a rural, 64%. Veja abaixo o gráfico certo.
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