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• Televisão: Uma aula de cinema nos clássicos do TCMEconomiaUM PROJETO POSSÍVELEm fórum da revista EXAME, os dois líderes na
campanha
presidencial e
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Fotos Claudio Gatti![]() |
"Entre os (países) emergentes, somos o mais democrático.
Precisamos garantir que isso se amplie e se aprofunde." DILMA ROUSSEFF, candidata do PT à Presidência |
Raras vezes a economia brasileira teve destaque tão positivo
no cenário internacional como agora. O prestígio justifica-se
pelas estatísticas, que colocam o país entre os mais dinâmicos
da atualidade. Segundo um estudo da consultoria PricewaterhouseCoopers, o despertar
no ritmo de crescimento do PIB fará do país a quinta maior economia
do globo dentro de quinze anos. Para debater o caminho do Brasil na direção
de se tornar uma das grandes potências econômicas mundiais, a revista
EXAME, da Editora Abril, que também publica VEJA, reuniu grandes nomes
do campo econômico e político no fórum "Brasil - A
construção da 5ª maior economia do mundo", realizado
na última segunda-feira, 31 de maio, em São Paulo. Participaram
do evento os dois líderes na corrida pela Presidência da República,
Dilma Rousseff, do PT, e José Serra, do PSDB. O presidente do Banco Central,
Henrique Meirelles, fez um balanço do estado atual da economia brasileira
e sua força em relação à dos demais países.
| "É preciso qualidade de gestão. E esta é
totalmente contraditória ao loteamento político." JOSÉ SERRA, candidato do PSDB à Presidência |
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No evento, foram avaliados os desafios que o Brasil terá
pela frente e as possíveis soluções para mitigar as atuais
deficiências. Os candidatos enfatizaram o compromisso de preservar a estabilidade
econômica e deram pistas sobre quais serão suas prioridades, caso
eleitos. Dilma enalteceu o desempenho do governo Lula e instou a iniciativa
privada a investir mais. "Só o governo central não é
suficiente para esse imenso processo de mobilização", afirmou.
A petista destacou ainda a necessidade de ampliar as pesquisas em biotecnologia
e nanotecnologia. "Do meu ponto de vista, essa é a trajetória
mais sustentável da economia brasileira." Serra, por sua vez, criticou
o baixo volume de investimentos governamentais, além do aumento dos gastos
públicos e da carência de infraestrutura no país. "Com
essa taxa de investimento e com a alta carga tributária, não temos
nenhuma capacidade de crescer de maneira sustentada", disse. O tucano fez
uma avaliação negativa da atual combinação de juros
e câmbio. Por fim, repudiou o loteamento político do governo. "Para
que o governo possa planejar, é preciso qualidade de gestão",
acrescentou. Em nota lida pelo presidente executivo do Grupo Abril, Giancarlo
Civita, o presidente do Conselho de Administração do Grupo Abril
e editor de VEJA, Roberto Civita, concluiu: "O Brasil vive um momento excepcional.
O risco é nos deixarmos iludir pelas estatísticas e pela euforia.
Inúmeros entraves ao crescimento estão até mais graves
do que nos últimos anos".