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A novela Bela, a Feia chegou ao fim na quarta-feira quebrando dois tabus na Record. Com seus personagens gays bem resolvidos, o folhetim mostrou que a emissora dos bispos já não tem medo de ser feliz. Mas a surpresa mesmo viria no último capítulo: o casamento da protagonista Bela (Giselle Itié) com seu patrão (Bruno Ferrari) em um templo católico. As referências à religião da maioria dos brasileiros incomodam os bispos da Igreja Universal. Em 2005, a Record já tinha exibido uma cerimônia católica em A Escrava Isaura, rendendo-se ao fato de que no século XIX não seria de outra forma. Mais tarde, contudo, o diretor Herval Rossano (morto em 2007) denunciou que teve de retirar da igreja as imagens de santos. Desde então, não se viam bodas católicas elas eram celebradas ou por pastores evangélicos, ou no civil. A ideia do casório de Bela, a Feia partiu do diretor Edson Spinello e teve anuência dos bispos, que hoje buscam vencer resistências no mercado, de olho no faturamento publicitário. Mas a capela onde a cena foi gravada passou por uma "redecoração": imagens foram cobertas por cortinas ou substituídas por vasos. Santo forte? Não na Record. |