PUBLICIDADE

Home  »  Revistas  »  Edição 2168 / 9 de junho de 2010


Índice    Seções    Panorama    Brasil    Geral    Internacional    Economia    Guia    Artes e Espetáculos    ver capa
Televisão

Operação tapa-santo

Record esconde imagens de igreja em cena de casório


Marcelo Marthe

Munir Chatack/Record/Divulgação
TOMA LÁ, DÁ CÁ
Bela (Giselle) e o noivo (Ferrari): gays, tudo bem.
Mas santos já seria demais

A novela Bela, a Feia chegou ao fim na quarta-feira quebrando dois tabus na Record. Com seus personagens gays bem resolvidos, o folhetim mostrou que a emissora dos bispos já não tem medo de ser feliz. Mas a surpresa mesmo viria no último capítulo: o casamento da protagonista Bela (Giselle Itié) com seu patrão (Bruno Ferrari) em um templo católico. As referências à religião da maioria dos brasileiros incomodam os bispos da Igreja Universal. Em 2005, a Record já tinha exibido uma cerimônia católica em A Escrava Isaura, rendendo-se ao fato de que no século XIX não seria de outra forma. Mais tarde, contudo, o diretor Herval Rossano (morto em 2007) denunciou que teve de retirar da igreja as imagens de santos. Desde então, não se viam bodas católicas – elas eram celebradas ou por pastores evangélicos, ou no civil. A ideia do casório de Bela, a Feia partiu do diretor Edson Spinello e teve anuência dos bispos, que hoje buscam vencer resistências no mercado, de olho no faturamento publicitário. Mas a capela onde a cena foi gravada passou por uma "redecoração": imagens foram cobertas por cortinas ou substituídas por vasos. Santo forte? Não na Record.
EDIÇÃO DA SEMANA
ACERVO DIGITAL
PUBLICIDADE
OFERTAS



Copyright © Editora Abril S.A. - Todos os direitos reservados