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Guia interativo da Copa da África do Sul "Sensacional
o trabalho de VEJA. Um verdadeiro gol de letra jornalístico. Com esse guia interativo estaremos por dentro do que acontecerá no Mundial da África do Sul e ficaremos na torcida para que a nossa seleção
conquiste o hexa." VEJA nos traz
um belo presente na edição 2 167 (2 de junho): o Guia da Copa
de 2010. Recheado de informações e ilustrações, esse
material supera em muito até mesmo aquele de revistas especializadas em
esporte. E mais: arrisca palpites sobre a performance das seleções
na competição. Isso é interatividade ao gosto dos leitores.
Parabéns. Discordo do que está escrito
na capa do Guia da Copa de 2010: "Pela primeira vez na história, o
Brasil chega à Copa com uma das melhores defesas do mundo e um goleiro
fenômeno, Júlio César". Esqueceram o grande
Marcos, goleiro do Palmeiras e da seleção brasileira na Copa de
2002? Ah, sou corintiano. A reportagem "Eternos
culpados" (página 158 do Guia da Copa) relacionou uma galeria de jogadores
que entraram para a história pela "porta de trás", após
resultados negativos em Copas. VEJA se esqueceu de relacionar um jogador, mas
a torcida não: Zico perdeu um pênalti no jogo contra a França,
na Copa de 1986, que foi determinante no resultado empate no tempo normal.
Depois, na decisão por penalidades, o Brasil foi desclassificado pelos
franceses.
Artigo de Gustavo Ioschpe Como
algumas escolas públicas conseguem bons resultados e a maioria não,
se as condições e os salários muitas vezes são os
mesmos? Porque nas primeiras existem bons gestores, capazes de conduzir sua equipe
com dinamismo e determinação. Tenho orgulho de ser diretora de uma
dessas escolas (www.floramarela.org.br), apesar de receber o parco salário
de professora estadual. Escolhi essa profissão mesmo sabendo que nunca
enriqueceria com ela, e sei que fiz a escolha certa. Parabéns, Ioschpe,
continue nos ensinando a ouvir as verdades. Lutar pela boa educação
em nosso país depende de todos nós, cidadãos brasileiros
("Mudar os professores ou mudar de professores", 2 de junho). Por
experiência em sala de aula (sou professora de matemática) e na direção
de uma escola pública há dez anos, concordo com o colunista que
"ensinar com eficiência não exige competência extraordinária.
É feijão com arroz". Nos tempos atuais, o certo mesmo é
que há no mercado de trabalho educacional, público ou privado, profissionais
despreparados e sem comprometimento, "coisa que salário não
muda". Aonde chegaremos? Não há como discordar
de Gustavo Ioschpe quando diz que apenas aumentar o salário dos professores
não é certeza de melhora no aprendizado do aluno. Entretanto, não
há como negar que os salários dos docentes das escolas públicas
são, no mínimo, vergonhosos para uma atividade da maior responsabilidade,
absolutamente essencial para a formação do cidadão e para
o futuro do desenvolvimento do Brasil. Para quem conhece um pouco do perfil do
quadro docente hoje, não há milagre que seja capaz de motivar e
envolver esses profissionais em programas de capacitação. Ao longo
de décadas, tantas foram as desilusões que hoje não há
credibilidade em nada nem em ninguém. Portanto, a proposta de Gustavo Ioschpe
para que se adotem as soluções mais simples e baratas jamais vai
encontrar ressonância nessa classe. A única solução
possível é uma completa reestruturação do sistema
educacional brasileiro que, acima de tudo, privilegie e valorize o professor,
inclusive com salários dignos e compatíveis com suas necessidades,
identificando no quadro existente os mais preparados e motivados e mudando,
sim, os demais. Sinto
angústia ao ler sobre a educação no Brasil. São milhares
de professores que, no dia a dia, se doam da melhor maneira possível para
educar crianças e jovens. Poucas pessoas se atrevem a conhecer a dura e
insana realidade de uma sala de aula com quarenta alunos ou mais. Concordo que
a qualidade na educação se faz com soluções simples
e baratas. Mas construir escolas para que a razão aluno-professor diminua,
para que se garantam melhorias e para que saiam delas homens e mulheres de bem,
capazes de discernir o certo do errado, o justo do injusto, o legal do ilegal
e, principalmente, que saibam escolher quem os represente no governo, isso sim
deve ser muito caro. Convido o senhor Gustavo
Ioschpe para vir praticar seu feijão com arroz em uma escola pública,
durante um ano letivo, trabalhando em dois ou três turnos. Pensando melhor,
pode ser em um turno só. Usando as próprias palavras do articulista:
convido-o a vir "transmitir conhecimentos de forma eficiente e sistemática...".
Afinal, basta ser bem-intencionado, não é?
José Serra versus droga boliviana VEJA merece os aplausos de
todos os brasileiros que têm a capacidade de se indignar com os erros do
governo Lula, sobretudo na condução da política externa.
É reveladora a reportagem "José Serra vai direto ao ponto"
(2 de junho), sobre o apoio que o presidente boliviano Evo Morales vem dando a
seus colegas cocaleiros. Esse incentivo elevou em até 90% a participação
da Bolívia na cocaína consumida no Brasil. São graves os
fatos denunciados por VEJA, entre eles um empréstimo de 332 milhões
de dólares à Bolívia pelo Sou ex-cidadão boliviano,
naturalizado brasileiro e médico. Vivi quarenta anos na Bolívia
e acompanhei o surgimento da maldita droga e o aumento das plantações
de coca, produto que tem utilidade medicinal se for usado em chá, mas que,
misturado com substâncias químicas, é convertido em um veneno
que acaba com as pessoas que o consomem e com famílias de todas as classes
sociais. Como a Bolívia não dispõe de saída marítima,
a máfia tem de usar as fronteiras para exportar a droga e a principal
é a brasileira. Como médico de pronto-socorro, recebo muitos jovens
viciados, vários dos quais chegam a morrer mesmo após receber os
primeiros atendimentos. O presidente eleito em 2010 terá a missão
de lutar contra a entrada de drogas da Bolívia. Só assim se poderá
dar fim às ambições do "presidente cocaleiro boliviano",
que representa a máfia cocaleira e não os cidadãos bolivianos
e as famílias de bem desse sofrido país. Droga
e violência sempre estiveram diretamente correlacionadas. Triste e deplorável
a atitude do presidente Evo Morales, que desestimula em seus compatriotas a atitude
cidadã da produção de alimentos e fomenta a produção
do mal em forma de pó. As drogas estão destruindo
a sociedade brasileira para ajudar a economia boliviana. Não adiantará
criar planos para a recuperação de drogados se não combatermos
o fabricante e distribuidor do produto que causa essa desgraça.
Crime ambiental em Mato Grosso Fiquei surpresa com o que informou
a reportagem "Eles não deixam a floresta em paz" (2 de junho):
uma quadrilha mato-grossense, com funcionários da Secretaria do Meio Ambiente,
derrubou ilegalmente uma quantidade de madeira que daria para encher 50.000 caminhões.
Se os encarregados de proteger a floresta brasileira desempenham o papel de destruidores
ambientais, posso concluir que, infelizmente, não existe futuro para nossa
riqueza florestal.
Com
relação à entrevista com o chef de cozinha inglês Jamie
Oliver ("A cozinha é para todos", Amarelas, 2 de junho), gostaríamos
de esclarecer alguns aspectos mencionados pelo entrevistado sobre os produtos
McDonalds. Nossos hambúrgueres são elaborados integralmente
com carne 100% pura, sem aditivos, e podem ser acompanhados por saladas ou por
uma porção de cenoura crua. A salada do McDonalds conta com
cinco tipos de verdura, como alface-romana, chicória, escarola, radicchio
e alface-americana, além de tomate. Se quiser, o cliente poderá
ainda optar por água, refrigerantes, bebidas de frutas ou água de
coco e por fruta como sobremesa. Acreditamos que há espaço no mercado
para uma boa alimentação em todos os restaurantes que trabalham
com altos padrões operacionais e ingredientes de qualidade. O
chef Jamie Oliver mostra como a culinária é simples, maravilhosa
e perfeita. Basta gostar e pôr esse sentimento em prática.
Marina Silva Tenho
16 anos, e chama atenção o fato de jovens como eu demonstrarem vontade
de mudança para o país. Estamos cansados do que estamos vendo. Serra
e Dilma estão no topo das pesquisas porque os partidos deles são
fortes. Marina já foi ministra do Meio Ambiente e tem uma nova visão
política. Além disso, a história de vida dela é um
exemplo para todo o Brasil. Marina está, sim, preparada para ser presidente.
Quando algo está errado, ela não mede palavras para corrigir o erro
("É jovem? É moderno? É Marina", 2 de junho). Gostaria
muito de votar em Marina. Isso me traria grande satisfação pessoal
e sentimento de dever cumprido. Mas, ao mesmo tempo, minha consciência me
pressiona a tentar deter a quadrilha do PT, votando em Serra. Deve ser por causa
da idade (tenho 60 anos). Sinceramente, não sei o que fazer.
Impostos no Brasil A reportagem "Depois de 148 dias... chega o
1º dia livre de impostos" (2 de junho) nos ajudou a entender um pouco
melhor como o brasileiro é enganado. O imposto é uma praga que impede
o empresariado de investir e ajudar o país em seu desenvolvimento. Agora,
outra praga são os nossos políticos, que não aplicam uma
reforma tributária de fato. VEJA traz ao debate esse assunto
importantíssimo, a absurda carga tributária, e tem razão
quando afirma que "os políticos brasileiros fogem do assunto e, quando
instados a comentá-lo, refugiam-se em respostas vagas". Eu acrescentaria:
partem para a demagogia. Cito como exemplo a candidata petista, que, em entrevista
à Rádio Record (São Paulo, 26 de maio), declarou que "nos
remédios é um absurdo a tributação. A próxima
ação imediata é remédio, porque é uma questão
de sobrevivência da população". Será que só
agora, depois de oito anos no governo Lula, a todo-poderosa ex-ministra da Casa
Civil se deu conta disso?
Delegado assassinado na Bahia Ao
ler a reportagem "Assassinato ao vivo" (2 de junho), sobre o homicídio
do delegado Clayton Leão Chaves, na região metropolitana de Salvador,
e a "rapidez" com que o caso foi resolvido em trinta horas ,
não consigo compreender o aumento da criminalidade por aqui. Pergunto-me:
como pode um marginal, que fora condenado em 2002 por homicídio, estar
solto e livre para cometer outro crime igual? O que explica isso? Nosso sistema
penal é complacente com os criminosos. Que tenhamos penas compatíveis
com os delitos, e que elas sejam devidamente cumpridas. Chega! Basta! Que nossa
Justiça tranque de vez esses marginais. Só assim seremos vistos
como um país sério.
Consumo de sal De
grande importância a reportagem "Quando menos é mais"
(2 de junho), sobre a utilização do sal refinado na alimentação
diária dos brasileiros. A forma como foi apresentado o cardápio
ideal não só elucida a quantidade correta de sal, como também
mostra uma dieta equilibrada que deveria ser adotada diariamente. Ressalto ainda
a importância de lembrarmos que os alimentos servidos em fast-foods excedem
a quantidade indicada de sódio, mas cada vez mais se tornam habituais entre
crianças e adolescentes, deixando-os vulneráveis à hipertensão
na idade adulta. O
sal, muito utilizado como conservante na indústria, está presente
até no biscoito doce. Aconselho retirá-lo do cardápio e temperar
os alimentos com alho, cebola, salsa, orégano, manjericão, açafrão
ou ervas de modo geral. Seu coração agradece.
Rúgbi no Brasil A reportagem "O desafio do rúgbi" (2 de junho)
trouxe importantes informações sobre o rúgbi mundial. Mas
pecou ao avaliar esse esporte no Brasil mostrando somente uma equipe de Niterói
(RJ). Orgulho-me de presidir a confederação da prática
do rúgbi em 22 estados brasileiros, organizados em federações
estaduais, cujos valores são educação, companheirismo e
respeito. No país e no exterior, o rúgbi é inclusive ferramenta
educacional e de ação em comunidades carentes. Os brasileiros
não precisam se preocupar com "vexames": orgulhamo-nos de ter
a 27ª seleção masculina do mundo (no ranking oficial de 95
países) e uma seleção feminina hexacampeã sul-americana.
Não há garantia de participação do rúgbi
brasileiro nos Jogos Olímpicos de 2016, mas lutaremos pela classificação.
Veja Essa A reação de Lula ante o fracasso de sua diplomacia
nuclear no Irã resultou num palavreado tão chulo e impróprio
de um governante que acabou sobressaindo ao tema polêmico (Veja Essa,
2 de junho).
Radar A prática da concessão de empréstimos é
corriqueira na economia capitalista. Em tempos de "crise" e/ou de
ajustamento de mercados, cidadãos e empresas se valem desse expediente
para buscar o capital necessário para a sobrevivência ou expansão.
Mas, como a via é de mão dupla, cada centavo emprestado deve retornar,
com os acréscimos legais, aos cofres do financiador, sobretudo quando
se trata de recursos públicos. Importante a iniciativa do TCU, por meio
de auditoria específica, para quantificar o prejuízo causado pela
desídia em recuperar o capital emprestado pelo Banco do Nordeste, conforme
noticiado na seção Radar ("Um bilhão e meio à
deriva", 2 de junho).
Casa do Lago Sul Como advogado militante, por força de dispositivo legal,
sou obrigado a manter o devido sigilo sobre as conversações havidas
com clientes, potenciais clientes ou qualquer outra pessoa que busque os meus
serviços profissionais, independentemente da aceitação
ou não dos trabalhos requeridos. Não sendo assim pertinente nenhuma
referência ou informação de minha parte quanto ao assunto
abordado na reportagem "Ordem na casa do Lago Sul" (2 de junho), informo
jamais ter estado no endereço indicado. Confirmo apenas ter sido sondado
a prestar assessoria àquele escritório, não tendo aceitado
por divergir cabalmente quanto à metodologia e ao direcionamento dos
trabalhos a ser ali executados. Correções: a frase de Maradona publicada na seção Veja Essa (2 de junho) foi retirada de uma entrevista do técnico argentino à revista ESPN. A cidade sul-africana de Nelspruit tem 221 500 habitantes, e não 21 500, como informou o Guia da Copa de 2010 (2 de junho), na página 103. O polêmico gol da França contra a Irlanda, na repescagem europeia para uma vaga na Copa de 2010, não foi marcado por Henry (página 111 do Guia da Copa). O francês dominou a bola com a mão e deu o passe para Gallas fazer o gol da classificação. Ao contrário do que informou o Guia da Copa na página 112, a seleção uruguaia já avançou à segunda fase em Mundiais nos últimos quarenta anos. O Uruguai chegou às oitavas de final nas Copas de 1986 e 1990. Em jogos de Copa do Mundo diante do Brasil, a Argentina tem três gols a favor e cinco contra, e não o contrário (página 114 do Guia da Copa).
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