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Cultura Escritor inglês é
impedido de entrar nos
Nos últimos anos, os países ricos enrijeceram seus controles de fronteira (que o digam os brasileiros recentemente impedidos de entrar na Espanha e na Irlanda). Há razões para isso, como a ameaça do terrorismo e a invasão de imigrantes ilegais. O que assusta é que paranóias e preconceitos peguem carona nessas preocupações legítimas. Se artistas são impedidos de ir e vir com base em condenações morais, é sinal de que as coisas de fato vão mal. Um mundo em que a arte é barrada na alfândega é um mundo pior.
Em 2002, o cineasta iraniano Abbas Kiarostami, a despeito de ostentar em seu currículo a Palma de Ouro em Cannes, teve seu visto negado para participar de um festival em Nova York. Em fevereiro último, a cantora inglesa Amy Winehouse foi proibida de comparecer à cerimônia do Grammy, em razão de seus problemas com drogas. O caso de Horsley é ainda mais fora de lugar, porque nele se confundem realidade e ficção. Conforme a própria crítica americana notou, é preciso ler suas memórias com uma boa pitada de ceticismo. Horsley é um dândi extravagante e por certo exagera suas aventuras. Será que esse zelo moral ainda vai impedir os americanos de ver um show de uma banda com histórico de excessos tão extenso quanto os Rolling Stones?
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