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Edição 2055

9 de abril de 2008
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Cartas

"Muito bom saber que milhares de pessoas estão galgando novos degraus na vida. Quanto mais gente consumir, maior o crescimento do país!"
Clarisse Barbosa Santos Czerniewicz
Balneário Camboriú, SC

 

Classe C

Impressionante a nitidez de compreensão da reportagem "Ela empurra o crescimento" (2 de abril), a respeito da classe média brasileira. Mais uma vez me sinto privilegiada por ter acesso à revista. Que VEJA continue nos "empurrando para o crescimento". A cada exemplar adquirimos um pouco mais de cultura e conhecimento.
Ana Marisa de Oliveira Costa
Dourados, MS

Conheço um empresário que, há décadas, já sabe tudo o que foi publicado na reportagem: o senhor Silvio Santos. Carnê com prestações pagas em dia? Você concorre a uma casa ou vários outros prêmios. O seu carnê não foi premiado? Você retira em lojas do Baú o valor pago, em mercadorias. Em uma época em que a classe C era ignorada, o senhor Silvio Santos, com visão empreendedora, "abraçou o povo". O bom observador sabe: o cidadão com menos recursos financeiros tem orgulho de ter o nome "limpo".
Lilian Glauce Rossi
Bela Vista de Goiás, GO

A classe média brasileira poderia ser muito maior se, em nosso país, não houvesse a mentalidade estatizante dos nossos governantes e de parte do nosso povo. Muito por isso, ela já privatizou a educação dos filhos, a saúde dos pais e a segurança de si mesma. Como o nosso país é semicapitalista e semi-socialista, o que prevalece ainda é o cacoete coronelista de perpetuar as desigualdades.
Lincoln Scorsoni
São Paulo, SP

 

José Júlio Senna

Em relação ao artigo "A era do crédito" (2 de abril), de José Júlio Senna, afirmo que é preocupante verificar que há excesso no uso – na verdade, abuso – do crédito. Outro dia, num dos hipermercados de minha cidade, presenciei uma jovem senhora levar uma torta e um ovo de Páscoa ao caixa e perguntar-lhe se aquela aquisição, de pouco mais de 35 reais, poderia ser parcelada. Ante a resposta positiva, mesmo que acompanhada da advertência de que sobre o valor incidiriam juros, dividiu a compra em duas vezes no cartão. Um dia a bomba vai estourar, porque a aquisição de mantimentos com pagamento parcelado não é algo normal.
Paulo Gilberto Morais dos Santos
João Pessoa, PB

 

Garibaldi Alves

Com lucidez, Garibaldi Alves (Amarelas, 2 de abril) discorreu sobre algumas das várias tormentas enfrentadas pelo Poder Legislativo nos últimos anos, evidenciando a grave crise que levou ao afastamento do senador Renan Calheiros da presidência do Senado. Determinado e corajoso, Garibaldi fez duras críticas ao comportamento de alguns de seus pares, sem excluir nem mesmo os seus colegas do PMDB. Ele criticou o instituto das medidas provisórias, a fragilidade do atual governo em relação aos vários escândalos de corrupção que atingem o país e o olhar do presidente da República diante dos muitos episódios que denigrem a imagem do Brasil, como o dos mensaleiros. A frase de Garibaldi "O Legislativo não é mais uma caixa de ressonância da sociedade" revela quanto esse poder está desacreditado.
Paulo Alonso
Rio de Janeiro, RJ

A sinceridade e a autenticidade do senador Garibaldi me impressionaram. Ele fez uma autocrítica da atuação do Congresso e da classe política que corresponde, infelizmente, à realidade. A política tornou-se, na maioria dos casos, uma atividade para endinheirados ou para alguns que estão em busca do enriquecimento ilícito.
Cláudia França
Brasília, DF

Não é nenhuma surpresa que os nossos estimados líderes cometam os maiores absurdos ou digam as maiores asneiras! É ultrajante ao cidadão ouvir de Garibaldi Alves que, assim como o presidente da República tem direito a certas mordomias, ele próprio como presidente do Senado também tem! E, ao final, Garibaldi Alves diz que dirigir o Senado "dá um trabalho"... Ô, senhor senador, pensei que o senhor soubesse que quem está na chuva tem de se molhar. Pensei que o senhor soubesse dos trabalhos e riscos em que estava se metendo quando desejou ocupar a presidência dessa Casa. Creio que a única coisa que realmente dá trabalho à grande maioria dos nossos representantes é criar novas maneiras de encobrir negócios suspeitos! Isso deve mesmo dar trabalho, pois haja criatividade...
Mateus Alexandre Castanho
Brasília, DF

A qualidade do voto continua realmente péssima. Nos anos do regime de exceção podíamos atribuir a culpa aos militares, a forças ocultas ou a qualquer entidade que nos isentasse dela pela situação; eram eles lá e nós cá. Na democracia, a máxima é: "Cada povo tem o governo que elege".
Sandro Roberto Pscheidt
Joinville, SC

Sou um brasileiro otimista, mas não tenho esperança de um dia sentir uma migalha de orgulho do nosso Congresso. Sinto inveja da maioria dos parlamentos do Primeiro Mundo, onde a política não serve para enriquecer nem proteger ninguém. Não tenho a menor dúvida de que, sem a interferência do Congresso, o Brasil passaria a um patamar de desenvolvimento muito acima do que estamos. 
Geovani Macedo de Araujo
Fortaleza, CE

 

Dossiê dos gastos corporativos

Mais uma vez, os assessores do presidente, docemente batizados por ele de aloprados, tentam desviar a atenção do povo. Fabricam dossiês, ensejando, com isso, jogar para debaixo do tapete a montanha de sujeira que produzem diariamente. Felizmente, além de serem "aloprados", têm inteligência curta, o que faz com que deixem suas marcas pelo caminho, como as lesmas o fazem, sendo assim facilmente identificáveis. O senhor presidente, como sempre, nada viu, nada sabe. A senhora ministra dá uma desculpa esfarrapada, tentando justificar o injustificável. Acho que está treinando o que faria se, numa hipótese de outro acesso de loucura do povo brasileiro, fosse eleita presidente. E nós, que não fazemos parte dos recebedores das benesses do governo, vamos nos indignando cada vez mais. Que pena que tenho sentido do Brasil ("O erro de cálculo", 2 de abril)!
Kátia Maria Miranda de Oliveira
Salvador, BA

Os atuais governistas ainda não aprenderam que, logo após surgir a denúncia de um ato ilícito, a investigação tem de ser rápida e alguém deve ser exemplarmente punido. José Dirceu negou tudo, e não demitiu. Foi demitido. Palocci negou tudo, e não demitiu. Foi demitido. Dilma está negando tudo. Lula diz que a probabilidade de demitir sua dama de ferro é zero. Você acredita no Lula? Tenho certeza de que a Dilma está de orelha em pé.
Wilson Gordon Parker
Nova Friburgo, RJ

Hoje em dia, malas e cuecas de dinheiro inexplicáveis são "erros de companheiros ou perseguição das elites". O presidente nunca sabe de nada; quando lhe contam, ele passa a mão na cabeça do companheiro, arrumando desculpas das mais esfarrapadas. Cadê a ética? Qual é realmente o número de cartões corporativos existente? Qualquer pessoa que usa o cartão inadequadamente sabe o que está fazendo. Deve renunciar ou ser demitida. Ponto final.
Marlise Goetz Zenzen
Goiânia, GO

Em países mais civilizados, quando se torna público que um político mentiu, logo ele vai à TV, pede desculpas à nação e deixa o cargo. Aqui, o flagrante de alguma falcatrua, especialmente quando envolve petistas ou seus aliados, marca o início de uma insuportável seqüência de mentiras e de falsificação de documentos. E assim vai, até que todo mundo se esqueça do fato, geralmente com o aparecimento de novo escândalo.
Adalberto Alves de Matos
Barra do Garças, MT

 

Aprovação e afagos de Lula

A fúria do presidente Lula mais parece a de um galo que só canta em seu terreiro. Como sempre, o palco é o Nordeste. Terra de gente humilde, trabalhadora, carente de muitas necessidades, principalmente de informação. Ao inocentar Severino Cavalcanti e elogiar Renan Calheiros, o presidente inverte a verdade dos fatos, cria confusão na mente das pessoas e só contribui para a má-formação ética da sociedade que governa ("Popularidade e fúria", 2 de abril).
Francisco Rodrigues Neto
Paulo Afonso, BA

Lula foi a Pernambuco e elogiou Severino Cavalcanti. Foi a Alagoas e elogiou Renan Calheiros. Ou seja, qualquer político que for pego pedindo propina, chantageando, mentindo, usando laranjas ou "coisinhas" assim, é só torcer para que seu estado seja visitado pelo "grande líder" em ano eleitoral e, pronto, estará automaticamente perdoado.
Josué Luiz Hentz
São João da Boa Vista, SP

 

Dengue

Parabéns pela reportagem "Epidemia do descaso" (2 de abril). É incrível o que acontece com a população do Rio de Janeiro. Enquanto os governantes rezam, vestem calças compridas e se lambuzam de repelente, crianças morrem. Isso é negligência. O poder público não age como deveria, não combate o mosquito da dengue eficientemente e não dá explicações à população.
Clayton Soares
Campinas, SP

De um lado, a disputa política. De outro, a população que sofre sem atendimento, com número de mortos e infectados cada vez maior. É assustadora a negligência dos governantes, que simplesmente cruzam os braços diante do surto de dengue para discutir quem é o culpado. Precisamos de gente que respeite o direito à vida.
Mariane Vasconcelos
Sete Lagoas, MG

 

Neurociências em Macaíba

Fui surpreendida pela reportagem "Ciência num lugar inesperado" (2 de abril) e não posso deixar de parabenizar a atitude louvável de Miguel Nicolelis. Seu trabalho na área da neurociência é fantástico e poderá trazer grandes oportunidades para pessoas que necessitam de próteses para a locomoção. Contudo, o que mais me chamou atenção não foi o projeto em si, e sim a área de instalação dos laboratórios de neurociências. A escolha de Nicolelis vai favorecer não só o avanço tecnológico brasileiro como também o desenvolvimento de uma região marcada pela pobreza. Estava mais que na hora de um investimento dessa magnitude. A Nicolelis, os meus parabéns!
Érica Guimarães Castro
Montes Claros, MG

Como repórter e observador crítico da realidade, parabenizo VEJA pela publicação da reportagem com o cientista Miguel Nicolelis. Ela explicou os motivos da instalação de um avançado centro de pesquisas de neurociências em Macaíba (RN), serviu para denunciar os dados africanos de analfabetismo e mortalidade infantil e também gerou polêmica no referido município, visto que muita gente se indignou com trechos da matéria referentes, por exemplo, às ruas de terra batida. O município foi classificado pelo MEC em 2005 como detentor da pior escola do Brasil! Acho que VEJA poderia se aprofundar mais e mostrar por que Macaíba é tão atrasada assim, já que arrecada cerca de 80 milhões de reais anualmente.
Rômulo Estânrley Souza de Medeiros
Macaíba, RN

Macaíba é como uma cidade qualquer do interior, tem seus pontos fortes e fracos e, é claro, não pode ser comparada a uma capital, metrópole... Sobre o instituto de neurociências, ele fica localizado em uma escola agrícola, na zona rural de Macaíba; então é natural que as ruas sejam de terra batida. Não acho justo que fiquemos conhecidos como uma cidade que vive longe da civilização – até porque ficamos apenas 14 quilômetros distantes de Natal, capital do Rio Grande do Norte.
Ariadene Mendes Moura
Macaíba, RN

A reportagem "Ciência num lugar inesperado" afirma que poucos municípios brasileiros têm um índice de mortalidade infantil tão alto quanto Macaíba. Esclareço que o nosso registro foi reduzido consideravelmente nos últimos anos, estando hoje em cerca de 10,3 – índice menor que a média verificada no Nordeste. O trabalho de combate à mortalidade infantil, inclusive, nos conferiu premiações. Hoje, Macaíba possui o sexto maior parque industrial do Rio Grande do Norte e somos o quinto município em arrecadação de ICMS no estado. Temos aproximadamente 48 empresas instaladas e mais sete em fase de implantação, que empregam mais de 7 000 pessoas.
Fernando Cunha Lima Bezerra
Prefeito de Macaíba, RN

 

Amazônia

Gostaríamos de parabenizar a revista pela reportagem de capa sobre a Amazônia (26 de março). A reportagem "A capital da motosserra" (26 de março), no entanto, indignou este município, cujos cidadãos de bem trabalham, produzem e contribuem para o enriquecimento social e econômico do país. O homem de bem de São Félix, que outrora ocupou com muito trabalho a região, vê-se colocado no mesmo balaio de latifundiários, grileiros, pistoleiros, especuladores de plantão e desmatadores.
Denimar Rodrigues
Prefeito de São Félix do Xingu, PA

Confesso que, quando vi a capa da VEJA, pensei: lá vem chumbo sobre os agricultores. Mas ao ler a reportagem pude constatar a seriedade e a imparcialidade com que o tema foi tratado, buscando trazer a verdade mesmo sendo ela muito complexa. Ficou claro a todos que é possível preservar e produzir. VEJA traduz claramente o sentimento dos que naquela região vivem e produzem com seriedade. O maior problema da Amazônia é a ineficiência dos órgãos públicos. A maioria dos produtores necessita da preservação da Amazônia, afinal são os que mais dependem do clima para produzir alimentos. Para que se produza com sustentabilidade preservando o meio ambiente, cada um precisa fazer a sua parte – a sociedade, os produtores e o governo. É preciso preservar, corrigir o que está errado, mas sem demagogia e sem violência. VEJA foi corajosa e responsável ao abordar o tema e ao mostrar os caminhos da sustentabilidade. A revista mostrou por que é a VEJA.
Glauber Silveira
Presidente da Associação dos Produtores de Soja do Mato Grosso (Aprosoja-MT)
Cuiabá, MT

 

Dossiê dos gastos corporativos 2

O Instituto Euvaldo Lodi do Distrito Federal (IEL/DF) vem a público, em reparo às informações veiculadas pela revista VEJA na reportagem "O erro de cálculo" (2 de abril) – segundo a qual o instituto é "uma fundação ligada à Confederação Nacional da Indústria, que segundo o Palácio do Planalto tinha interesses econômicos no governo federal" –, esclarecer o seguinte: 1) O Instituto Euvaldo Lodi do Distrito Federal é uma entidade criada pela Federação das Indústrias do Distrito Federal (Fibra) e não tem nenhuma participação da CNI em sua composição; 2) O IEL/DF, que tem por finalidade prestar apoio técnico e consultoria a empresas e instituições públicas e privadas, não é uma fundação; 3) O contrato a que se refere a reportagem foi firmado em 2000, entre o IEL do Distrito Federal e a Presidência da República, sem interferência nem participação da CNI, para prestação de serviços de orientação e consultoria alimentar; 4) O IEL prestou contas dos trabalhos realizados na forma da legislação vigente.
Ronaldo Cordeiro Pires
Superintendente do IEL/DF
Brasília, DF

 

Etanol

Parabenizamos VEJA pelas respostas claras e concisas sobre o etanol no Brasil e no mundo, publicadas na edição 2 052 ("70 questões para entender o etanol", 19 de março). Primeira atividade econômica do Brasil, a cana-de-açúcar transformou-se recentemente em um novo paradigma do mundo da energia ao entrar, de forma competitiva e sustentável, no mundo dos combustíveis e da eletricidade. São energias limpas e renováveis, geradas com tecnologias nacionais de ponta, com excelente balanço energético e ambiental, e muito mais democráticas do que o petróleo, pois pelo menos 100 países emergentes podem produzi-las. VEJA tornou essa realidade mais clara para milhões de consumidores brasileiros que optam pelo etanol todos os dias quando abastecem seu carro flex, sucesso que já responde por quase 90% das vendas de veículos novos no Brasil. O futuro é promissor, com novas variedades de cana e a produção de bioeletricidade a partir do bagaço e da palha da planta, permitindo dobrar a produtividade de energia por hectare na próxima década.
Marcos Jank
Presidente da União da Indústria da Cana-de-Açúcar (Unica)
Por e-mail

 

Vocação religiosa

Ao fazer a "opção pelos pobres", a Igreja ensina a união dos católicos para a prática do maior princípio ético cristão – o amor ao próximo, exemplificado na parábola do bom samaritano. Infelizmente, vários fiéis não compreenderam essa "opção". Motivados pela teologia da libertação, alguns padres e bispos tentaram alijar da Igreja aqueles que mais podem ajudar os pobres, os ricos. Muitos católicos ricos, na esperança da salvação e desconfortados por essa teologia, optaram por fazer caridade com os espíritas. Muitos católicos pobres, na esperança de melhorar sua vida e desiludidos com essa teologia, optaram por prosperar com os evangélicos. O resultado foi uma confusão de fé e de idéias na Igreja. Como católico, fico feliz em ver a Igreja no Brasil voltar ao seu verdadeiro caminho, trilhado principalmente por jovens.
Jaime Lorandi
Caxias do Sul, RS

 

Walter Casagrande Júnior

As notícias sobre o ex-jogador de futebol e comentarista Walter Casagrande Júnior ("Tragédia revelada", 2 de abril) são de interesse do público e de interesse público também. A imprensa tem o dever de divulgar o que acontece com um ídolo do esporte. Mesmo que sejam notícias tristes. Dessa forma fica mais fácil educarmos nossos filhos e mostrar exemplos a ser ou não seguidos.
Alexandre Hercules
São Paulo, SP

 

 

Correção: o crédito correto da fotografia de Mário de Andrade publicada na reportagem "Memórias da estupidez" (2 de abril) é: Benedito Junqueira Duarte/B.J. Duarte.

 

PÍTIÇA DE MUÇARELA

O quadro "Mussarela não é mozzarella" (2 de abril) motivou o envio de 28 cartas de leitores à redação de VEJA. Todos questionaram a grafia de mussarela. "No Dicionário Aurélio não consta a palavra ‘mussarela’, e sim ‘muçarela’ ou ‘mozarela’. Qual é a forma correta?", pergunta Maria de Fátima Cardoso, de Belo Horizonte. De fato, nenhum dos grandes dicionários brasileiros admite a forma "mussarela" – com dois esses –, apesar de ela ser, de longe, a mais usada. O Aurélio e o Houaiss registram "muçarela" ou "mozarela". O Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa, da Academia Brasileira de Letras, admite ainda a variante "muzarela". O professor de português Cláudio Moreno explica a confusão: "Só se usam dois esses quando há uma razão etimológica histórica. Como o nome desse queijo entrou na nossa língua há pouco tempo, foi registrado com cedilha, seguindo a regra geral". O problema é que a grafia dos dicionários não pegou. Não é reproduzida sequer nos documentos oficiais. Por exemplo, a portaria do Ministério da Agricultura que descreve suas características e autoriza sua venda no Brasil chama o queijo de "mozzarella, muzzarella ou mussarela". Muçarela, nem pensar. Em uma pesquisa nas páginas da internet em português feita pelo Google, encontram-se 191 000 ocorrências para mussarela. Muçarela só aparece em 7 300. Os dicionários aportuguesaram o nome do queijo, mas mantiveram a grafia italiana para sua mais apreciada aplicação – a pizza. Melhor assim. Imagine um cardápio de restaurante que ofereça "pítiça de muçarela". Tem pouca chance de animar a clientela.



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