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Edição 1 797 - 9 de abril de 2003
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O outro Vale do Silício

A cidade indiana de Bangalore
tornou-se referência mundial
em alta tecnologia

 
Reuters

Prédio-sede de cinqüenta empresas de informática: multinacionais investem na Índia

Quando a internet estava em alta, o Vale do Silício, região da Califórnia que liga as cidades de São Francisco e San Jose, tornou-se o maior conglomerado de indústrias de microeletrônica do planeta. Ali foram criados o videogame, o computador pessoal, o mouse, a impressora a jato de tinta, a câmera de vídeo e muitos outros equipamentos que fazem parte da vida das pessoas. Com o desabamento do mundo digital, o Vale do Silício está perdendo o reinado para Bangalore, localizada na Índia. A cidade é uma manifestação extremada daquilo que se pode ver nas metrópoles brasileiras. Para começar, é grande. Tem 4 milhões de habitantes. Em suas ruas de trânsito caótico circulam engenheiros bem-sucedidos da indústria de computadores e maltrapilhos pedintes de esmolas. Ao lado de sedes imponentes de empresas multinacionais vêem-se vielas esburacadas e sujas. Bangalore despontou no fim dos anos 80, quando pequenas empresas de software se instalaram na região. Hoje, a indústria de informática indiana movimenta 10 bilhões de dólares. Há dez anos, o valor não chegava a 100 milhões de dólares. Isso num país que tem 600 milhões de miseráveis.

Bangalore cresceu por diversas razões. A primeira delas foram os incentivos fiscais oferecidos pelo governo, que atraíram as multinacionais. Outro motivo é a mão-de-obra barata. Nos Estados Unidos, um bom engenheiro de software ganha 10 000 dólares por mês, contra 3 500 dólares de um profissional indiano. Além de ser barata, essa mão-de-obra é altamente qualificada. A Índia tem tradição no ensino de ciências exatas. O país conta com mais de 1.800 instituições de ensino de tecnologia, que formam a cada ano 70.000 profissionais para trabalhar no desenvolvimento de softwares. Outro fator que contribui para o crescimento vertiginoso de Bangalore é a língua inglesa. Na Índia, falam-se mais de 200 dialetos, mas todos os profissionais gabaritados dominam o inglês. Para as multinacionais, a combinação mão-de-obra barata e qualificada e domínio do inglês por parte dos funcionários compõe um atrativo irresistível para novos investimentos. Não é à toa que uma empresa global como a General Electric tenha em Bangalore seu maior centro de pesquisa fora dos Estados Unidos ou que uma gigante como a Nokia projete por lá o chip central de todos os seus telefones celulares.

   
 
   
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