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VEJA Recomenda CINEMA
Divulgação
 | | Zach
(à dir.), em Hora de Voltar: diretor promissor
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Hora de Voltar (Garden
State, Estados Unidos, 2004. Estréia nesta sexta-feira) Mais
conhecido como o desajeitado residente médico da série Scrubs,
o ator Zach Braff foi aplaudido no Festival de Sundance do ano passado por essa
primeira experiência como diretor e roteirista. Braff interpreta Andrew,
um rapaz que o pai psiquiatra medica com lítio desde os 10 anos de idade
e que, claro, está totalmente anestesiado para qualquer tipo de emoção.
Ao voltar para Nova Jersey para o enterro de sua mãe, Andrew decide parar
de tomar os remédios e, para seu susto e seu deleite, sua vida começa
finalmente a acontecer. Não faltam ao filme os cacoetes do cinema independente,
como personagens excêntricos e trilha pop alternativa. Mas Braff tem, de
fato, boa mão para escrever e dirigir. Uma estréia promissora. Veja
cenas.
DVDs
Fred
Prouser/Reuters
 | | A
dupla The White Stripes: bom rock americano ao vivo |
Under
Blackpool Lights, The White Stripes (Sum) A dupla The White Stripes
é uma das revelações do rock americano atual. Influenciados
por bandas como Stooges, Led Zeppelin e Pixies, o cantor e guitarrista Jack White
e sua parceira, a baterista Meg White, criaram um estilo próprio que funde
o blues, o rock pauleira dos anos 70 e o punk. Esse DVD, o primeiro do duo, foi
gravado em Blackpool, na Inglaterra, durante a turnê de seu mais recente
álbum, Elephant. O repertório de 26 músicas dá
uma geral na carreira dos White Stripes. No palco, eles mandam bala em sucessos
como Seven Nation Army e Dead Leaves and the Dirty Ground. Tocam
também curiosidades como Jolene, uma cover da cantora country Dolly
Parton. Como demonstra o lançamento, é nas apresentações
ao vivo, mais que nos discos de estúdio, que a dupla encontra sua razão
de ser.
1492 A Conquista do Paraíso
(1492: Conquest of Paradise, Estados Unidos/Inglaterra/França/Espanha,
1992. Versátil) O diretor Ridley Scott, de Gladiador, filmou
a história de Cristóvão Colombo como celebração
dos 500 anos da descoberta da América. Mas acabou festejando sozinho, já
que a crítica só achou defeitos no filme. É verdade que se
faz necessário algum esforço para abstrair a trilha de Vangelis
e a confusão do pobre Gérard Depardieu, que interpreta o navegador,
com suas longas falas em inglês. Feitos esses descontos, porém, 1492
se revela uma tentativa ambiciosa, e em grande medida bem-sucedida, de entender
como um homem capaz de afrontar Coroa e Igreja para encontrar um continente que
ele apenas supunha existir terminou tão derrotado por politiqueiros
mais competentes e por sua própria combinação fatal de arrogância
e ingenuidade. LIVROS Escuridão
ao Meio-Dia, de Geraldo Mayrink (Record; 272 páginas; 34,90 reais)
Com a conquista da independência feminina no trabalho, no lar e na
sociedade, os homens sentem-se confusos sobre seu lugar no mundo. Partindo de
tal premissa, Geraldo Mayrink examina a "condição masculina" nessa
mescla de ensaio e reportagem. Temas como a impotência sexual e as paranóias
em relação ao tamanho do pênis são tratados com humor.
Mayrink foi a campo buscar depoimentos sinceros sobre esses temas. A conversa
com os "brucutus", porém, foi difícil. O autor descobriu que os
homens são muito fechados, não gostam de dividir suas inseguranças
e fez dessa constatação um dos assuntos principais do livro.
Há ainda um capítulo curioso sobre a adoração pelo
pé feminino. Leia
trecho. Casa
Rossa, de Francesca Marciano (tradução de Luciana Villas-Boas;
Record; 364 páginas; 43,90 reais) Uma mulher esvazia a velha casa
no sul da Itália que pertenceu a sua família por gerações
e que acaba de ser vendida. Ao examinar móveis, retratos e outros objetos
do lugar, a personagem desvela as memórias e os segredos de seu clã.
Com esse ponto de partida simples, a escritora (e também diretora de cinema)
italiana Francesca Marciano compôs um painel da história e da sociedade
de seu país no século XX. A efervescência cultural dos anos
20, o trauma da II Guerra Mundial, a liberação sexual e os ideais
revolucionários da década de 60, o terrorismo das Brigadas Vermelhas
nos anos 70 todos esses temas se cruzam numa envolvente saga familiar que
percorre três gerações. Leia
trecho.
Construção
de Estados, de Francis Fukuyama (tradução de Nivaldo Montingelli
Jr.; Rocco; 172 páginas; 26 reais) Cientista político e professor
da Universidade Johns Hopkins, o americano Francis Fukuyama ganhou notoriedade
com a tese de que a história havia chegado ao fim com a queda do comunismo.
Nesse livro, ele aborda um outro tema controverso: como lidar com Estados fracassados?
Fukuyama demonstra que sistemas políticos débeis são fonte
de graves problemas mundiais, como o terrorismo, a fome e as epidemias de aids.
Ele defende a necessidade de intervenção nesses países
mas também examina os dilemas que os Estados Unidos enfrentam no Iraque
ocupado. Leia
trecho.
TELEVISÃO
AKPE/Amyr
Klink
 | | O
navegador Amyr Klink: de volta à Antártica |
O
Continente Gelado com Amyr Klink (aos domingos, às 21h, no National
Geographic Channel) Esse documentário em quatro episódios
registra o mais recente desafio do navegador brasileiro Amyr Klink: a circunavegação
da Antártica, aventura que percorreu 25.000 quilômetros em três
oceanos, entre dezembro de 2003 e abril do ano passado. Klink, que costuma navegar
sozinho, dessa vez viajou com quatro companheiros entre eles o cinegrafista
Toco Lenzi, que documentou as paisagens e a fauna do continente. A bordo do barco
Paratii II, eles enfrentaram baixas temperaturas, tempestades e o campo
minado dos blocos de gelo flutuantes. Além disso, tiveram de lidar com
os problemas de convivência entre os tripulantes, por causa do longo confinamento
em alto-mar.
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