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Cartas
 | "Homens
e mulheres serão mais parecidos quando se preocuparem somente em procurar
suas semelhanças, e não as diferenças." Jorge
Jossi Wagner Ribeirão Preto,
SP | Homem e mulher
Durante meus nove anos de casamento, fui,
devido à insegurança pessoal de meu ex-marido, uma lâmpada
de 60 watts. Hoje sou uma estrela, como pessoa, profissional e mulher, e quem
está a meu lado só faz parte da mesma constelação.
Brilhamos igualmente. Adorei a reportagem "Diferentes, mas unidos" (2 de março).
Vera Cecília Gelardi
Por e-mail As mulheres querem um
super-homem. Rico, bonito, inteligente, viril e sensível. Os homens desejam
uma mulher com a aparência de uma modelo recém-saída da adolescência.
Conclusão: caminhamos inexoravelmente, homens e mulheres, em direção
a um horizonte de solidão. Lucas
P. Gariglio Belo Horizonte, MG
O homem e a mulher devem buscar sempre, entre
todos os traços que os distinguem, sejam biológicos, sejam sociais,
aquilo que pode uni-los, pois, se desejam conviver em meio às diferenças,
estão definitivamente fadados a se entender e se aceitar. Hugo
Lins Coelho Recife, PE
Se Tite, o ex-técnico do Corinthians, antes de criticar
a polêmica atuação da árbitra Sílvia Regina
de Oliveira no clássico de domingo contra o São Paulo, tivesse lido
a reportagem de VEJA, provavelmente não teria caído na armadilha
dos incautos, que insistem em teorizar sobre as diferenças de desempenho
entre mulheres e homens. Maurílio
Eberle Limeira, SP
Amarelas Nenhuma
matéria me emocionou e chocou tanto quanto a entrevista com a senhora Clarisse
Muxfeldt Gularte (Amarelas, 2 de março), mãe corajosa de um menino
que, até antes do fato que ensejou sua prisão, se parecia muito
com os jovens de minha geração. O trecho que mais me chocou foi
quando ela afirma que, entre a pena de morte e a prisão perpétua
de seu filho, preferiria a morte dele. Desejamos muita força à senhora
Clarisse. Priscila Taranto Cavalcanti
de Souza São Paulo, SP
Posso imaginar a dor no coração
dessa senhora. Mas ninguém com 32 anos coloca "ingenuamente" 6 quilos de
cocaína em uma prancha de surfe. Com certeza ele sabia do risco que estava
correndo. Quem dera que a Justiça brasileira fosse tão rígida
quanto a da Indonésia. Artides
Rodrigues Júnior Blumenau, SC
Incomensurável a dor da mãe
por ter o filho amado preso na Indonésia, quase sem chance de um final
feliz. Todavia, como cidadão brasileiro, invejo as leis daquele país,
mesmo sabendo que qualquer um de nós que tem filho pode amanhã se
encontrar numa situação igual à dela. Lenisio
Bragante João Pessoa, PB
Uruaçu
Uruaçu, como tantos outros municípios brasileiros,
enfrenta o mesmo "adversário": a quebradeira que assola esses entes federativos
e trazem em seu bojo trágicos problemas sociais, que fazem com que seu
povo perca sua já parca auto-estima. Mesmo assim, nosso município
possui muitas riquezas e com muita luta busca o desenvolvimento e a garantia do
mínimo de dignidade para seu povo. Vale lembrar que nossa economia nunca
foi "movida apenas pela fabricação artesanal de terços e
rosários de bolinhas de madeira" e muito menos está agora ancorada
na "riqueza" produzida pela prostituição de suas munícipes.
Uruaçu se compõe de homens e mulheres, pais e mães de família,
que vivem e trabalham aqui, com muita dignidade, sem necessidade de se prostituir.
Possuímos indústrias que empregam milhares de pessoas, direta e
indiretamente, e mais de 50.000 hectares de terra produzindo soja. Nosso comércio
é forte e temos um grande rebanho leiteiro e de corte ("A cidade goiana
das 'espanholas'", 2 de março). Evisio
Silva Chefe de gabinete da prefeitura
municipal Uruaçu, GO Não
sou psicólogo, tampouco confessor das "espanholas". Há mais de seis
anos deixei de residir em Uruaçu, onde a maior parte das pessoas é
honesta e dedicada ao bem-estar da família e do progresso local. Não
somente Uruaçu padece com o tráfico de mulheres na região.
Nisso a reportagem foi injusta com aquela sociedade. Padre
Adair José Guimarães Mara
Rosa, GO Medicina Alternativa de A
a Z Certíssima a decisão de VEJA de retirar
da lista dos mais vendidos a farsa literária Medicina Alternativa de
A a Z. Além de alimentar as crendices e sandices populares, a obra
presta um desserviço à população endossando a idéia
de que existe uma "medicina alternativa". Isso não existe. A medicina,
como ciência, é baseada em evidências, estudos científicos
controlados e pesquisas coerentes. O restante não é alternativa
à medicina nem pode ser chamado de terapia ("Uma farsa de A a Z", 2 de
março). Dr. Luiz Ricardo
Menezes Bastos Médico Limeira, SP
Medicina é o binômio arte médica
e ciência. Esta última é uma conquista que legitima o ato
médico e protege o paciente de condutas sem comprovada eficácia.
Assim, a medicina é única e nunca alternativa. Santificar dietas
e chazinhos e demonizar medicamentos é um ato irresponsável, leviano
e recheado de má-fé. Raymundo
Paraná Professor livre-docente de
hepatologia clínica da Universidade Federal da Bahia Salvador, BA
A reportagem "Uma farsa de A a Z" me fez
refletir seriamente a respeito de alguns produtos que infestam a sociedade moderna
com o aval de pessoas famosas e de renome. Confesso que fui um dos idiotas a comprar
Medicina Alternativa de A a Z para tentar resolver os problemas de saúde
de um parente. Há alguns meses venho depositando confiança nessa
obra. Posso concluir que, mediante a belíssima matéria feita por
VEJA, dificilmente cairei em mais um conto-do-vigário semelhante a esse.
Os responsáveis pelo tal livro deveriam se envergonhar dessa atitude, por
estar brincando com nosso maior patrimônio: a vida. Isaias
Silva Pinto Campinas, SP
Importante e oportuna a reportagem de VEJA sobre o "sucesso"
editorial do livro Medicina Alternativa de A a Z. O curandeirismo proposto
pela obra é não apenas incorreto, mas em vários casos também
perigoso à saúde pública, não importando quanto aval
receba de personalidades famosas. A decisão de VEJA de retirar o livro
da lista dos mais vendidos representa uma atitude corajosa e demonstra a integridade
da revista. Parabéns a VEJA e ao repórter Ricardo Valladares. Sergio
Navega São Paulo, SP
Stephen Kanitz Muito oportuno o
artigo "Os impostos vão aumentar" (2 de março). Muito se fala sobre
imperiosa necessidade da redução de alíquotas com o objetivo
de aumentar a base de tributação, mas nos esquecemos da exiguidade
do prazo para pagamento dos tributos, que em alguns casos se dá antes mesmo
de recebermos de nossos clientes. A oportunidade para iniciar um processo escalonado
e gradual de aumento dos prazos para o pagamento dos impostos é exatamente
agora, quando o governo apresenta um musculoso saldo financeiro em suas contas.
Seria mais uma demonstração, por parte do ministro Palocci, de que
o governo quer dividir com os empresários os benefícios desse aumento
de arrecadação ora verificado. Emerson
Kapaz Presidente do Instituto Brasileiro
de Ética Concorrencial (ETCO) www.etco.org.br Cumprimento
calorosamente Stephen Kanitz por seu oportuníssimo artigo. Parabéns. Paulo
Nathanael Pereira de Souza Presidente
do Conselho Diretor do Centro de Integração Empresa Escola Nacional
e do Conselho de Administração do CIEE/SP São Paulo,
SP Coréia do Sul
Na reportagem "7 Lições da Coréia para o Brasil" (16 de fevereiro),
foi publicado um quadro ("Templo high-tech") em que se afirma que na Igreja liderada
pelo pastor David Young Cho, "...nos intervalos das missas são exibidos
filmes". Ora, missas são aqueles shows protagonizados por popstars do calibre
de Marcelo Rossi, Jonas Abib e similares. Igrejas protestantes realizam cultos.
Confundir esses dois conceitos é o mesmo que chamar Marcelo Rossi de pai-de-santo.
Pensando bem, até que não cairia mal: ambos invocam os mortos, acendem
velas, entram em transe. Georges Edward
Alves Brasília, DF

| ALEXANDRE, O GRANDE
O leitor
Alexandros Arapis, nascido na Grécia, não gostou de ver incluído
o nome de Alexandre, o Grande no rol dos personagens históricos que seriam
comprovadamente homossexuais ("Gay, nem que seja à força", 26 de
janeiro). "Quero que vocês me mostrem uma prova disso", escreveu o leitor.
Antes mesmo da estréia do filme de Oliver Stone sobre a vida do "maior
dos generais", um grupo de advogados gregos chegou a exigir que a Warner incluísse
uma nota em seus créditos dizendo que se tratava de uma obra de ficção.
Realmente, não existem provas positivas de que Alexandre tenha sido homossexual.
Os historiadores sustentam, porém, que a contextualização
diluiria a polêmica. Diz Pedro Paulo Funari, da Unicamp: "Na Grécia
antiga era normal os homens se relacionarem. Nem por isso eram considerados menos
homens". | | |