Edição 1895 . 9 de março de 2005

Índice
Lya Luft
Millôr
Diogo Mainardi
Tales Alvarenga
André Petry
Roberto Pompeu de Toledo
Carta ao leitor
Entrevista
Auto-retrato
Cartas
Radar
Holofote
Contexto
Veja essa
Gente
Datas
VEJA Recomenda
Os livros mais vendidos
 
 

Cartas

"Homens e mulheres serão mais parecidos quando se preocuparem somente em procurar suas semelhanças, e não as diferenças."
Jorge Jossi Wagner
Ribeirão Preto, SP

Homem e mulher

Durante meus nove anos de casamento, fui, devido à insegurança pessoal de meu ex-marido, uma lâmpada de 60 watts. Hoje sou uma estrela, como pessoa, profissional e mulher, e quem está a meu lado só faz parte da mesma constelação. Brilhamos igualmente. Adorei a reportagem "Diferentes, mas unidos" (2 de março).
Vera Cecília Gelardi
Por e-mail

As mulheres querem um super-homem. Rico, bonito, inteligente, viril e sensível. Os homens desejam uma mulher com a aparência de uma modelo recém-saída da adolescência. Conclusão: caminhamos inexoravelmente, homens e mulheres, em direção a um horizonte de solidão.
Lucas P. Gariglio
Belo Horizonte, MG

O homem e a mulher devem buscar sempre, entre todos os traços que os distinguem, sejam biológicos, sejam sociais, aquilo que pode uni-los, pois, se desejam conviver em meio às diferenças, estão definitivamente fadados a se entender e se aceitar.
Hugo Lins Coelho
Recife, PE

Se Tite, o ex-técnico do Corinthians, antes de criticar a polêmica atuação da árbitra Sílvia Regina de Oliveira no clássico de domingo contra o São Paulo, tivesse lido a reportagem de VEJA, provavelmente não teria caído na armadilha dos incautos, que insistem em teorizar sobre as diferenças de desempenho entre mulheres e homens.
Maurílio Eberle
Limeira, SP

 

Amarelas

Nenhuma matéria me emocionou e chocou tanto quanto a entrevista com a senhora Clarisse Muxfeldt Gularte (Amarelas, 2 de março), mãe corajosa de um menino que, até antes do fato que ensejou sua prisão, se parecia muito com os jovens de minha geração. O trecho que mais me chocou foi quando ela afirma que, entre a pena de morte e a prisão perpétua de seu filho, preferiria a morte dele. Desejamos muita força à senhora Clarisse.
Priscila Taranto Cavalcanti de Souza
São Paulo, SP

Posso imaginar a dor no coração dessa senhora. Mas ninguém com 32 anos coloca "ingenuamente" 6 quilos de cocaína em uma prancha de surfe. Com certeza ele sabia do risco que estava correndo. Quem dera que a Justiça brasileira fosse tão rígida quanto a da Indonésia.
Artides Rodrigues Júnior
Blumenau, SC

Incomensurável a dor da mãe por ter o filho amado preso na Indonésia, quase sem chance de um final feliz. Todavia, como cidadão brasileiro, invejo as leis daquele país, mesmo sabendo que qualquer um de nós que tem filho pode amanhã se encontrar numa situação igual à dela.
Lenisio Bragante
João Pessoa, PB

 

Uruaçu

Uruaçu, como tantos outros municípios brasileiros, enfrenta o mesmo "adversário": a quebradeira que assola esses entes federativos e trazem em seu bojo trágicos problemas sociais, que fazem com que seu povo perca sua já parca auto-estima. Mesmo assim, nosso município possui muitas riquezas e com muita luta busca o desenvolvimento e a garantia do mínimo de dignidade para seu povo. Vale lembrar que nossa economia nunca foi "movida apenas pela fabricação artesanal de terços e rosários de bolinhas de madeira" e muito menos está agora ancorada na "riqueza" produzida pela prostituição de suas munícipes. Uruaçu se compõe de homens e mulheres, pais e mães de família, que vivem e trabalham aqui, com muita dignidade, sem necessidade de se prostituir. Possuímos indústrias que empregam milhares de pessoas, direta e indiretamente, e mais de 50.000 hectares de terra produzindo soja. Nosso comércio é forte e temos um grande rebanho leiteiro e de corte ("A cidade goiana das 'espanholas'", 2 de março).
Evisio Silva
Chefe de gabinete da prefeitura municipal
Uruaçu, GO

Não sou psicólogo, tampouco confessor das "espanholas". Há mais de seis anos deixei de residir em Uruaçu, onde a maior parte das pessoas é honesta e dedicada ao bem-estar da família e do progresso local. Não somente Uruaçu padece com o tráfico de mulheres na região. Nisso a reportagem foi injusta com aquela sociedade.
Padre Adair José Guimarães
Mara Rosa, GO

 

Medicina Alternativa de A a Z

Certíssima a decisão de VEJA de retirar da lista dos mais vendidos a farsa literária Medicina Alternativa de A a Z. Além de alimentar as crendices e sandices populares, a obra presta um desserviço à população endossando a idéia de que existe uma "medicina alternativa". Isso não existe. A medicina, como ciência, é baseada em evidências, estudos científicos controlados e pesquisas coerentes. O restante não é alternativa à medicina nem pode ser chamado de terapia ("Uma farsa de A a Z", 2 de março).
Dr. Luiz Ricardo Menezes Bastos
Médico
Limeira, SP  

Medicina é o binômio arte médica e ciência. Esta última é uma conquista que legitima o ato médico e protege o paciente de condutas sem comprovada eficácia. Assim, a medicina é única e nunca alternativa. Santificar dietas e chazinhos e demonizar medicamentos é um ato irresponsável, leviano e recheado de má-fé.
Raymundo Paraná
Professor livre-docente de hepatologia clínica
da Universidade Federal da Bahia
Salvador, BA  

A reportagem "Uma farsa de A a Z" me fez refletir seriamente a respeito de alguns produtos que infestam a sociedade moderna com o aval de pessoas famosas e de renome. Confesso que fui um dos idiotas a comprar Medicina Alternativa de A a Z para tentar resolver os problemas de saúde de um parente. Há alguns meses venho depositando confiança nessa obra. Posso concluir que, mediante a belíssima matéria feita por VEJA, dificilmente cairei em mais um conto-do-vigário semelhante a esse. Os responsáveis pelo tal livro deveriam se envergonhar dessa atitude, por estar brincando com nosso maior patrimônio: a vida.
Isaias Silva Pinto
Campinas, SP  

Importante e oportuna a reportagem de VEJA sobre o "sucesso" editorial do livro Medicina Alternativa de A a Z. O curandeirismo proposto pela obra é não apenas incorreto, mas em vários casos também perigoso à saúde pública, não importando quanto aval receba de personalidades famosas. A decisão de VEJA de retirar o livro da lista dos mais vendidos representa uma atitude corajosa e demonstra a integridade da revista. Parabéns a VEJA e ao repórter Ricardo Valladares.
Sergio Navega
São Paulo, SP

 

Stephen Kanitz

Muito oportuno o artigo "Os impostos vão aumentar" (2 de março). Muito se fala sobre imperiosa necessidade da redução de alíquotas com o objetivo de aumentar a base de tributação, mas nos esquecemos da exiguidade do prazo para pagamento dos tributos, que em alguns casos se dá antes mesmo de recebermos de nossos clientes. A oportunidade para iniciar um processo escalonado e gradual de aumento dos prazos para o pagamento dos impostos é exatamente agora, quando o governo apresenta um musculoso saldo financeiro em suas contas. Seria mais uma demonstração, por parte do ministro Palocci, de que o governo quer dividir com os empresários os benefícios desse aumento de arrecadação ora verificado.
Emerson Kapaz
Presidente do Instituto Brasileiro de Ética Concorrencial (ETCO)
www.etco.org.br

Cumprimento calorosamente Stephen Kanitz por seu oportuníssimo artigo. Parabéns.
Paulo Nathanael Pereira de Souza
Presidente do Conselho Diretor do Centro de Integração Empresa Escola Nacional e do Conselho de Administração do CIEE/SP
São Paulo, SP

 

Coréia do Sul

Na reportagem "7 Lições da Coréia para o Brasil" (16 de fevereiro), foi publicado um quadro ("Templo high-tech") em que se afirma que na Igreja liderada pelo pastor David Young Cho, "...nos intervalos das missas são exibidos filmes". Ora, missas são aqueles shows protagonizados por popstars do calibre de Marcelo Rossi, Jonas Abib e similares. Igrejas protestantes realizam cultos. Confundir esses dois conceitos é o mesmo que chamar Marcelo Rossi de pai-de-santo. Pensando bem, até que não cairia mal: ambos invocam os mortos, acendem velas, entram em transe.
Georges Edward Alves
Brasília, DF

 

 

ALEXANDRE, O GRANDE

O leitor Alexandros Arapis, nascido na Grécia, não gostou de ver incluído o nome de Alexandre, o Grande no rol dos personagens históricos que seriam comprovadamente homossexuais ("Gay, nem que seja à força", 26 de janeiro). "Quero que vocês me mostrem uma prova disso", escreveu o leitor. Antes mesmo da estréia do filme de Oliver Stone sobre a vida do "maior dos generais", um grupo de advogados gregos chegou a exigir que a Warner incluísse uma nota em seus créditos dizendo que se tratava de uma obra de ficção. Realmente, não existem provas positivas de que Alexandre tenha sido homossexual. Os historiadores sustentam, porém, que a contextualização diluiria a polêmica. Diz Pedro Paulo Funari, da Unicamp: "Na Grécia antiga era normal os homens se relacionarem. Nem por isso eram considerados menos homens".

 

 
 
 
 
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