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Carta ao leitor A
voz dos leitores VEJA recebe cerca de 2.000 correspondências
por semana, em que os leitores elogiam, reclamam, apontam omissões, corrigem
ou pedem a complementação de informações contidas
nas reportagens. Por escassez de espaço só conseguimos publicar,
em média, uma de cada 100 mensagens endereçadas à seção
de cartas. Todas são lidas. Todas são respondidas. Todas são
bem-vindas. As que apontam erros e críticas passam por um circuito interno
de cobrança em que os repórteres, seus editores e seus superiores
são convidados a demonstrar a qualidade e a pertinência das informações
publicadas. Muitas dão origem a correções e até a
pedidos de desculpas aos leitores. Além de ser um dos indicadores mais
precisos de qualidade editorial, essa troca contribui de modo decisivo para o
aperfeiçoamento de VEJA. Para nossa satisfação, a cada ano
as manifestações dos leitores ficam mais intensas. Nos últimos
cinco anos, o volume de correspondência cresceu cerca de 60%. Como não
podia deixar de ser, em sua imensa maioria os leitores se manifestam por e-mail.
Qual o segredo para ter uma carta publicada em
VEJA? Não existem segredos, mas toda publicação tem seus
critérios. O jornal americano The New York Times, que recebe 1 000
correspondências por dia, tem como prioridade representar na seção
de cartas a média do pensamento dos leitores que escreveram. A revista
inglesa The Economist seleciona as cartas pela "qualidade da opinião"
manifestada. VEJA procura ver representado na seção de cartas o
conjunto das opiniões dos leitores sobre os assuntos tratados nas reportagens,
mas sempre deixa espaço para as exceções que se destaquem
pelo conteúdo relevante, pelo senso de humor ou pelo brilhantismo formal
das colocações. Não há censura por convicções
políticas ou ideológicas, e os debates, sem termos chulos, acusações
sem provas ou ofensas pessoais, são estimulados. Portanto, caro leitor,
fica o convite para que nos escreva. Caixa postal 11 079, CEP: 05422-970, São
Paulo, SP; fax: (11) 3037-5638; e-mail: veja@abril.com.br.

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