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VEJA Recomenda DVDs
Divulgação
 | | Selva
Nua: formigas e o kitsch |
Selva
Nua (The Naked Jungle,
Estados Unidos, 1954. Paramount) O technicolor berrante, o histrionismo
de Charlton Heston e a ambientação uma fazenda em algum lugar
da Amazônia não negam: essa aventura é o supra-sumo
do kitsch. Mas é também muito divertida. Heston é o latifundiário
que se fez sozinho, mas que, por causa de sua vida nos confins da selva, não
teve oportunidade de conhecer (incluído aí o sentido bíblico)
o sexo oposto. Quando sua esposa arranjada (Eleanor Parker, lindíssima)
chega à fazenda, as faíscas voam, e por mais de um motivo: uma correição
de formigas está marchando em direção a eles, e vai devorar
todo o precioso cacau do protagonista. Vai-se a fortuna, fica Eleanor e
até que é uma boa troca.
Jorge
Rosenberg  | | Davis:
o jazzista em fase elétrica |
Miles
Electric: a Different Kind of Blues, Miles
Davis (ST2) Em 1970, no Festival de Wight, que pretendia ser o Woodstock
inglês, a lenda do jazz Miles Davis (1926-1991) hipnotizou uma platéia
de 600.000 pessoas com um improviso de 38 minutos, acompanhado por sua banda.
Assim se consolidou a chamada fase elétrica de Davis. Ela não foi
muito bem recebida pelos puristas, por estar ligada ao universo pop, mas hoje
se reconhece que Davis deixou sua marca de gênio em várias músicas
do período. Esse documentário é um registro do histórico
show de Wight. Inclui outras apresentações inesquecíveis
do trompetista, como as do elogiado álbum Bitches Brew, e comentários
de críticos e músicos. Chick Corea, Keith Jarrett e o brasileiro
Airto Moreira aparecem em entrevistas reveladoras.
Top
Gun Ases Indomáveis (Top Gun,
Estados Unidos, 1986. Paramount) No mais célebre discurso de um
personagem seu em Vem Dormir Comigo, de 1994 , Quentin Tarantino
discutia que tipo de relação, afinal, era aquela que rolava entre
Maverick (Tom Cruise) e Iceman (Val Kilmer) em Top Gun. Revendo o filme
nessa edição especial, com um segundo disco que traz extras sobre
as minúcias da produção, a dúvida se dissipa: o clima
entre os dois rivais, aviadores de caça da Marinha numa escola de elite,
é de homoerotismo puro. Não deixa de ser uma ironia. Produzido por
Jerry Bruckheimer e Don Simpson (de Con Air, Armageddon e similares), Top
Gun foi o filme que lançou o cinema "de macho" dos anos 80. Veja
cenas. The Rolling Stones
Rock and Roll Circus, vários artistas
(Universal) Mick Jagger, o vocalista dos Rolling Stones, organizou um dos
mais curiosos encontros musicais da história do rock em 1968. Num picadeiro
montado em Londres, ele reuniu artistas como Jethro Tull, The Who, Marianne Faithfull
e Yoko Ono. Além do grupo The Dirty Mac no qual se divertiam John
Lennon, Eric Clapton, Mitch Mitchell e Keith Richards e de sua própria
banda, é claro. Amostra dos diferentes tipos de musicalidade daquele momento,
The Rolling Stones Rock and Roll Circus é também um registro
do espírito sessentista. Enquanto as bandas tocavam e Jagger atuava como
mestre-de-cerimônias, trapezistas e palhaços se apresentavam nos
intervalos. DISCO Angelo
Pastorello  |  | | Will
Sergeant: projeto-solo |
Curvature
of the Earth, Glide (Sum Records) Glide
é o projeto experimental solo de Will Sergeant, guitarrista da banda inglesa
Echo and The Bunnymen, uma das mais cultuadas dos anos 80. Sergeant compôs
todas as faixas e produziu Curvature of the Earth em seu próprio
estúdio. O rock instrumental do álbum lembra o som do Echo em algumas
faixas, como A Golden Dawn, mas músicas como Kraken e Iggy
Ziggy vão em outras direções, com guitarras distorcidas,
toques psicodélicos e batidas eletrônicas vibrantes. LIVROS Timoleon
Vieta Volta para Casa, de Dan Rhodes (tradução de Ryta Vinagre;
Rocco; 208 páginas; 27,50 reais) Este é o romance de estréia
de Rhodes, inglês de 32 anos que foi incluído na lista dos vinte
melhores escritores jovens da Grã-Bretanha publicada pela revista Granta.
Timoleon Vieta é um cão. Adotado por um esquecido compositor
pop, ele vive feliz em uma vila na Toscana, região da Itália, até
que um homem que se chama apenas de "o Bósnio" bate à porta de seu
dono. O recém-chegado convence o homem a livrar-se de Timoleon em Roma.
O livro narra a jornada do cachorro de volta para sua casa e apresenta
uma curiosa galeria de personagens em capítulos curtos, quase independentes
e de sabor levemente experimental.
O
Último Verão Europeu, de David Fromkin (tradução
de Renato Aguiar; Objetiva; 390 páginas; 49,90 reais) O assassinato
do arquiduque Francisco Ferdinando, da Áustria, é convencionalmente
citado como a causa da I Guerra Mundial. Essa, porém, é uma explicação
muito simplista. Os motivos profundos que levaram ao conflito são ainda
hoje tema de intenso debate entre historiadores. O professor da Universidade de
Boston David Fromkin faz, neste livro, uma investigação exaustiva
dos interesses que se opunham na Europa do início do século XX.
Sua conclusão polêmica, mas muito bem exposta e embasada
é a de que a guerra não foi um acidente, mas foi iniciada de forma
deliberada pela Alemanha e pelo Império Austro-Húngaro. Leia
trecho.
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