|
Guia As
crianças e as mochilas Uma pesquisa da Academia
Americana de Pediatria constatou que as mochilas são as vilãs em
60% dos casos de crianças com problemas nas costas e nos ombros. Carregar
a mochila de forma errada e com excesso de peso pode torná-la um fardo
que continuará pesando na vida do adulto. Problemas de postura como lordose,
cifose e escoliose são os principais associados ao mau uso. "Em casos extremos
esses desvios podem provocar uma deformidade", diz o médico Henrique Sodré,
do Departamento de Ortopedia Pediátrica da Universidade Federal de São
Paulo. Algumas regras ajudam a evitar dores.
Malas com rodinhas: são uma alternativa adequada, desde que
na altura certa para que a criança não precise se abaixar para puxá-las.
Alças acolchoadas e anatômicas:
evitam lesões nos ombros.
Peso: no máximo, 10% do peso do estudante
Posição:
a bolsa deve ficar apoiada na região dorsal e nunca com as duas alças
sobre o mesmo ombro. Não convém que o material fique concentrado
de um lado só.
Cinturão abdominal: evita o atrito da bolsa com as costas
e ajuda a manter a distribuição correta do peso da mochila nos dois
lados do corpo.
Poucos bolsos: mochilas grandes demais ou cheias de pequenos compartimentos
tornam-se um incentivo a carregar material desnecessário. Aulas
de reforço, antes que seja tarde Pais
costumam pensar em aulas particulares para os filhos apenas quando surge a ameaça
da reprovação. O recomendável, segundo especialistas, é
ficar atento às notas desde o início do ano e começar o trabalho
de reforço logo nos primeiros meses o que pode até representar
economia. "O bom reforço escolar é aquele que não vira uma
muleta para o estudante", diz a psicopedagoga Sílvia Amaral de Mello Pinto,
coordenadora do Centro de Aprendizagem e Desenvolvimento, uma instituição
especializada de São Paulo. Eis algumas recomendações.
Notas
do primeiro bimestre Os resultados das primeiras
provas são o melhor indicador. Se o problema se repete ano a ano nas mesmas
matérias, é o caso de consultar um especialista para investigar
um possível déficit de atenção ou uma dislexia.
Queda súbita de rendimento
Nota baixa em uma matéria em que o aluno costuma ir bem deve ser imediatamente
discutida com os professores. Nesse período, as aulas de acompanhamento
não devem ser apenas sobre a matéria que cai na prova: é
preciso "ensinar a pensar", com atividades como leitura, produção
de textos e jogos que desenvolvam o raciocínio.
Reforço
em grupo Algumas entidades educacionais e muitas
boas escolas organizam aulas de reforço para grupos nos fins de semana.
Reforçar o estudo com outros colegas ajuda a tirar o estigma de "mau aluno"
e contribui para o desempenho escolar. Pais que não encontrarem grupos
já formados podem organizar um, o que reduz o custo.
Mudança de escola
Caso o problema persista, deve-se avaliar a adaptação do aluno à
escola e ao ritmo de estudo proposto por ela, para uma possível mudança.
"Isso não quer dizer escolher um colégio mais 'fácil', mas
um ao qual o filho se adapte melhor", diz a psicopedagoga Neide de Aquino Noffs,
da PUC de São Paulo. Identidade
digital
A
Receita lançou o CPF eletrônico, ou e-CPF. Trata-se de um cartão
com chip, que aumenta a segurança em transações pela internet
e permite "assinar" documentos eletronicamente com valor oficial. O interessado
precisa providenciar o cartão em um posto autorizado. Há uma lista
no site www.receita.fazenda.gov.br.
Pagam-se aproximadamente 350 reais (o valor varia conforme quem emite). Além
do cartão, recebe-se um aparelho leitor, que se conecta ao computador.
A partir daí, ao fazer uma transação em uma instituição
adaptada ao e-CPF caso da Receita e de um número crescente de bancos
, o usuário passa o cartão no leitor e digita sua senha. Entre
os novos serviços que o e-CPF permite estão: transações
bancárias via internet com valores maiores que os aceitos hoje; consulta
do andamento da declaração de imposto de renda no site da Receita;
e registro de documentos sem ir ao cartório. Prevê-se 1 milhão
de cartões no primeiro ano. Há uma versão para empresas,
o e-CNPJ. Editado
por André Fontenelle. Colaboraram Eduardo Burckhardt e Letícia
Sorg |