Edição 1891 . 9 de fevereiro de 2005

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As crianças e as mochilas

Uma pesquisa da Academia Americana de Pediatria constatou que as mochilas são as vilãs em 60% dos casos de crianças com problemas nas costas e nos ombros. Carregar a mochila de forma errada e com excesso de peso pode torná-la um fardo que continuará pesando na vida do adulto. Problemas de postura como lordose, cifose e escoliose são os principais associados ao mau uso. "Em casos extremos esses desvios podem provocar uma deformidade", diz o médico Henrique Sodré, do Departamento de Ortopedia Pediátrica da Universidade Federal de São Paulo. Algumas regras ajudam a evitar dores.

Malas com rodinhas: são uma alternativa adequada, desde que na altura certa para que a criança não precise se abaixar para puxá-las.

Alças acolchoadas e anatômicas: evitam lesões nos ombros.

Peso: no máximo, 10% do peso do estudante

Posição: a bolsa deve ficar apoiada na região dorsal e nunca com as duas alças sobre o mesmo ombro. Não convém que o material fique concentrado de um lado só.

Cinturão abdominal: evita o atrito da bolsa com as costas e ajuda a manter a distribuição correta do peso da mochila nos dois lados do corpo.

Poucos bolsos: mochilas grandes demais ou cheias de pequenos compartimentos tornam-se um incentivo a carregar material desnecessário.

 

Aulas de reforço, antes que seja tarde

Pais costumam pensar em aulas particulares para os filhos apenas quando surge a ameaça da reprovação. O recomendável, segundo especialistas, é ficar atento às notas desde o início do ano e começar o trabalho de reforço logo nos primeiros meses – o que pode até representar economia. "O bom reforço escolar é aquele que não vira uma muleta para o estudante", diz a psicopedagoga Sílvia Amaral de Mello Pinto, coordenadora do Centro de Aprendizagem e Desenvolvimento, uma instituição especializada de São Paulo. Eis algumas recomendações.

Notas do primeiro bimestre
Os resultados das primeiras provas são o melhor indicador. Se o problema se repete ano a ano nas mesmas matérias, é o caso de consultar um especialista para investigar um possível déficit de atenção ou uma dislexia.

Queda súbita de rendimento
Nota baixa em uma matéria em que o aluno costuma ir bem deve ser imediatamente discutida com os professores. Nesse período, as aulas de acompanhamento não devem ser apenas sobre a matéria que cai na prova: é preciso "ensinar a pensar", com atividades como leitura, produção de textos e jogos que desenvolvam o raciocínio.

Reforço em grupo
Algumas entidades educacionais e muitas boas escolas organizam aulas de reforço para grupos nos fins de semana. Reforçar o estudo com outros colegas ajuda a tirar o estigma de "mau aluno" e contribui para o desempenho escolar. Pais que não encontrarem grupos já formados podem organizar um, o que reduz o custo.

Mudança de escola
Caso o problema persista, deve-se avaliar a adaptação do aluno à escola e ao ritmo de estudo proposto por ela, para uma possível mudança. "Isso não quer dizer escolher um colégio mais 'fácil', mas um ao qual o filho se adapte melhor", diz a psicopedagoga Neide de Aquino Noffs, da PUC de São Paulo.

 

Identidade digital

A Receita lançou o CPF eletrônico, ou e-CPF. Trata-se de um cartão com chip, que aumenta a segurança em transações pela internet e permite "assinar" documentos eletronicamente com valor oficial. O interessado precisa providenciar o cartão em um posto autorizado. Há uma lista no site www.receita.fazenda.gov.br. Pagam-se aproximadamente 350 reais (o valor varia conforme quem emite). Além do cartão, recebe-se um aparelho leitor, que se conecta ao computador. A partir daí, ao fazer uma transação em uma instituição adaptada ao e-CPF – caso da Receita e de um número crescente de bancos –, o usuário passa o cartão no leitor e digita sua senha. Entre os novos serviços que o e-CPF permite estão: transações bancárias via internet com valores maiores que os aceitos hoje; consulta do andamento da declaração de imposto de renda no site da Receita; e registro de documentos sem ir ao cartório. Prevê-se 1 milhão de cartões no primeiro ano. Há uma versão para empresas, o e-CNPJ.

 

Editado por André Fontenelle.
Colaboraram Eduardo Burckhardt e Letícia Sorg

 
 
 
 
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