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Especial Acima
do bem e do mal Senhora do Destino
fascina com uma fórmula que reúne o
que de melhor já foi feito em novelas  Ricardo
Valladares
Montagem
com fotos de Oscar Cabral
 | HEROÍNA
E VILÃ As personagens Maria do Carmo (à
esq.) e Nazaré (à dir.): um embate que arrebata milhões
de brasileiros |
Um dos passatempos
favoritos dos brasileiros atualmente é apostar em qual será a próxima
vítima eliminada pela vilã Nazaré com um empurrãozinho
escada abaixo. Também se debate se o coração da heroína
Maria do Carmo será fisgado pelo jornalista Dirceu de Castro ou pelo bicheiro
Giovanni Improtta. Pelo país afora, fala-se sobre a gravidez da adolescente
Lady Daiane, o seqüestro da bem-nascida Duda e as carícias trocadas
pelas lésbicas Jenifer e Eleonora. Embora ainda falte um mês para
o desfecho de Senhora do Destino, já é possível afirmar:
trata-se da novela das 8 mais vista de todos os tempos. Em seus momentos de maior
audiência, o folhetim atrai até 45 milhões de espectadores
e mantém oitenta de cada 100 televisores sintonizados na Rede Globo. A
trama de Aguinaldo Silva condensa tudo o que foi testado e aprovado em novelas
de sucesso nos últimos anos, e traz ainda a mais clássica das matérias-primas
do folhetim: um embate arquetípico entre o bem e o mal.
SENHORA DO IBOPE
Na última terça-feira, 80
de cada 100 televisores estavam ligados na novela
45 milhões de pessoas
assistem aos capítulos de maior audiência | |
A oposição entre bem e mal é
o alicerce sobre o qual se assentam as grandes religiões. Tem sido uma
questão central da filosofia moral ao longo dos séculos e, é
claro, um fio condutor das artes. Se na literatura e na dramaturgia "sérias"
as fronteiras entre bem e mal tendem a ser borradas, uma das principais marcas
da ficção popular tem sido a falta de pudor em dividir o mundo de
maneira muito definida entre luz e trevas. Isso vale para o folhetim escrito,
tanto quanto para o eletrônico. Personagens ambíguos demais numa
novela de televisão são um risco basta lembrar do personagem
representado por Antonio Fagundes na novela O Dono do Mundo (1991),
que era uma espécie de herói-vilão e acabou causando
rejeição no público. Em Senhora do Destino não
há ambigüidade. O que existe, no caso da heroína Maria do Carmo,
é a saudável tentativa de retratar uma pessoa de carne e osso, e
não uma santa. Vivida por Suzana Vieira, ela é uma retirante nordestina
que deu duro para vencer na vida e não hesita em mostrar as garras em defesa
de sua família. Já a vilã Nazaré tem traços
mais caricaturais. Ela mata, rouba, trai e transpira uma maldade de proporções
oceânicas. Fotos
Oscar Cabral
 | NOS
BASTIDORES Preparação de cena da escola de samba
fictícia (acima), o ator e diretor Wolf Maya em ação (abaixo, à esq.)
e a expectativa no estúdio antes de uma seqüência de alcova: a novela é um empreendimento
que envolve 130 atores e consome 180 000 reais por capítulo |  |  |
As razões do sucesso de Maria do Carmo ficaram claras numa pesquisa recente
conduzida pela Globo. Ela é uma mulher de fibra e elemento agregador de
uma família grande, que tem gente de todas as índoles: trabalhadora,
vadia, gentil ou calhorda. Como dizem os sociólogos, a sociedade brasileira
é historicamente patriarcal, mas a casa e a vida íntima do brasileiro
sempre foram regidas por mulheres com perfil parecido ao de Maria do Carmo, em
qualquer classe social. Ao lado dessas características mais tradicionais,
Maria do Carmo encarna também a determinação de uma nova
brasileira. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE),
o número de famílias chefiadas por mulheres cresceu 30% na última
década. Na imensa maioria dos 14,6 milhões de lares nessas condições,
a mulher é divorciada ou o pai abandonou a família, como no caso
da personagem de Senhora do Destino. Para as espectadoras, Maria do Carmo
é alguém que triunfa sobre a pobreza sem se corromper. "A personagem
traz à tona a força feminina na construção do Brasil",
diz o antropólogo Roberto DaMatta. Nazaré
é o oposto disso tudo. Para começo de conversa, ela é estéril.
Mas sua condição não causa pena, porque se converte no motor
de sua primeira crueldade: o rapto da filha de Maria do Carmo, ainda nos anos
60. Sua esterilidade é como um castigo merecido: "Você é seca",
dizem seus inimigos quando querem atingi-la. Ex-prostituta, Nazaré entrega-se
a sessões de sexo pesadas, até com mais de um parceiro de uma vez.
Ela é incapaz de viver uma relação baseada no amor e na amizade,
e mata sem pestanejar. Um dos bons achados de Aguinaldo Silva, contudo, foi conferir
um lado cômico a essa figura tétrica. "Podem acusá-la de amoral
e mentirosa, mas não de mal-humorada", diz Renata Sorrah. A vilã
criou apelidos infames para desqualificar aqueles que atravessam seu caminho:
Maria do Carmo é um "urutu blindado", e seus filhos são chamados
de "flageladinhos". Além disso, ela quase sempre recebe algum tipo de troco
por suas maldades. Já apanhou e viu sua máscara cair em diversas
situações. Como sempre se reergue, ainda que estropiada, Aguinaldo
Silva afirma que ela é uma espécie de vilã de desenho animado.
"No começo, quando as crianças me pediam autógrafos, achei
até que havia algo de errado com essa vilã", diz Renata. Basta Nazaré
abrir seu saco de maldades para que a audiência grude os olhos na tela.
A psicologia e a dramaturgia oferecem boas explicações para a sedução.
Os vilões provocam catarse nos espectadores, ao acenar com a satisfação
da agressividade comum a todos, mas reprimida em nome do convívio social.
Embora a química proporcionada pelos embates
de Maria do Carmo e Nazaré contribua em muito para a boa audiência
de Senhora do Destino, não se trata da única razão.
Ao longo dos anos, os autores da Rede Globo refinaram uma série de técnicas
para conquistar a atenção do público. São referências
críticas na trama ao cenário político nacional, a abordagem
de assuntos polêmicos como a homossexualidade ou a violência doméstica
(que assim entram na pauta de conversa das famílias) e a prestação
de informações sobre doenças e outras aflições
do brasileiro o chamado "merchandising do bem". Alguns noveleiros têm
seu nome especialmente ligado a um ou outro desses recursos. Manoel Carlos, por
exemplo, compõe suas novelas como verdadeiros mosaicos de questões
polêmicas do dia-a-dia, enquanto Glória Perez é uma adepta
convicta do merchandising do bem. Pode-se dizer, contudo, que essas técnicas
formam um patrimônio comum, e um dos méritos de Aguinaldo Silva em
Senhora do Destino é ter combinado todas elas de maneira feliz
sem esquecer ainda elementos de pura comédia e aqueles de exagero, que
se afastam do realismo. Essa última é uma marca inequívoca
do próprio Silva, que explorou o fantástico em novelas anteriores.
Em Senhora do Destino ele transformou a escada da casa de Nazaré
numa espécie de passagem mágica para o mundo doentio da personagem.
"Eu contraceno com a escada", diz Renata Sorrah. Outro ponto de honra para o noveleiro
é dar uma profissão a todos os seus personagens, em vez de mantê-los
naquele santo ócio que é comum nos folhetins. "Em minha novela anterior,
eu vivia de sunga. Agora, quase não tiro o smoking", diz o ator Marcello
Antony, intérprete do maître Viriato.
Silva tirou o mote de Senhora do Destino das manchetes de jornais: o seqüestro
do garoto Pedrinho por Vilma Martins Costa. Ela levou o bebê de uma maternidade
de Brasília, em 1986, e o criou como se fosse seu filho até ser
desmascarada, em 2003. Mais tarde, descobriu-se que fizera o mesmo com outra criança.
Entre as questões sociais minadas por preconceitos que a novela resolveu
enfrentar está o lesbianismo e ela conseguiu fazê-lo sem provocar
a rejeição do público. Da mesma forma que Manoel Carlos em
Mulheres Apaixonadas, Silva soube dar dignidade às personagens Jenifer
e Eleonora e assim pôde levar o romance entre elas até onde nunca
se viu numa novela. Na semana passada, ambas viveram uma seqüência
picante na hora de "testar" o colchão de casal que compraram para sua nova
casa. Além disso, estão na fila para adotar uma criança.
Outro tema forte é o da violência doméstica. Mulher batalhadora
de classe baixa, a negra Rita (Adriana Lessa) era uma esposa submissa que levava
surras de um marido de pesadelo. Antes de sua via-crúcis ir ao ar, o autor
temia que a história causasse rejeição. Mas, na primeira
cena em que a mulher apanhou, a audiência disparou.
Em matéria de merchandising do bem, a novela também não decepciona.
Um de seus temas é a gravidez na adolescência, debatida a partir
da personagem Lady Daiane (vivida por Jéssica Sodré, de 19 anos,
escolhida entre 400 meninas da periferia fluminense). As conversas da garota com
uma amiguinha são utilizadas para falar de educação sexual.
Com suas crises de memória, a baronesa de Bonsucesso (Glória Menezes)
serviu de mote para transmitir informações sobre a doença
de Alzheimer. A abordagem do tema não foi afetada pela saída inesperada
da novela do ator Raul Cortez, intérprete do marido da baronesa. Há
duas semanas, depois de retirar um tumor maligno do duodeno, ele anunciou seu
afastamento para um tratamento de quimioterapia mas, antes disso, fez questão
de gravar as cenas finais do barão. A novela
abordou ainda a corrupção na política, ao expor as falcatruas
dos personagens de Eduardo Moscovis e Leticia Spiller respectivamente,
o prefeito inescrupuloso da fictícia Vila São Miguel e sua mulher-víbora.
"Eu me inspirei em Lady Macbeth, de Shakespeare, para fazer o papel", diz Leticia,
indo longe na referência. Já Moscovis afirma ter se baseado na trajetória
da governadora do Rio de Janeiro, Rosinha Garotinho, e de seu marido, Anthony
Garotinho, para compor seu personagem. "É uma homenagem a eles", diz. A
dupla maquiavélica aparecerá mais ainda na reta final da trama.
O casal, que já encomendou o seqüestro do próprio filho, provocará
a prisão de Maria do Carmo, mãe do político. Tanto quanto
pela vilania, os personagens destacam-se pelo apetite sexual. Nas cenas de alcova,
Leticia e Moscovis são atores aplicados. "Os dois não brincam em
serviço", conta um técnico da Globo. Leticia não deixa seu
filho, de 8 anos, assistir às cenas calientes. "Não faria bem a
ele, por ser meu filho", analisa. Em tempo: a sensualidade de Leticia assusta
as espectadoras. "Leticia tem cara de quem sabe roubar maridos, e isso gera um
certo rancor", diz Silva. Dois núcleos de
Senhora do Destino cativam o público em especial: o da família
da matriarca Maria do Carmo e o da escola de samba, que gira em torno do bicheiro
Giovanni Improtta. Nas gravações da novela, as cenas desses núcleos
também são as mais divertidas, por envolver muita gente. Na casa
de Maria do Carmo, onde muitas vezes mais de dez atores contracenam, o clima é
de descontração. Suzana Vieira consome com voracidade as porções
de cuscuz e tapioca usadas nas cenas de café-da-manhã. "Eles fazem
sem açúcar e com pouca gordura para eu não engordar", diz
Suzana, enxuta aos 62 anos. O núcleo de Improtta cativa graças às
tiradas do personagem de José Wilker. O bicheiro não é estereotipado
como tipo durão. Ao contrário: é romântico, generoso
com sua comunidade e compreensivo com a filha lésbica. Ele é o elo
entre os vários núcleos da novela e a comunidade da Baixada Fluminense,
onde se desenrola a trama. As diferenças
entre Maria do Carmo e Nazaré não se resumem às personagens.
Nos bastidores, Suzana Vieira e Renata Sorrah têm jeitos de ser bem diferentes.
Do alto de sua experiência ela diz que Senhora do Destino é
sua quadragésima novela , Suzana não se limita a atuar: ela
não tem pudor de dar palpites na direção das cenas. E que
ninguém ouse criticar aquele seu sotaque nordestino carregado ela
acha que é preconceito. "As pessoas só aceitam o sotaque nordestino
para a farsa e para a comédia", diz. O carisma da atriz e de sua personagem
junto ao público faz dela uma campeã de credibilidade, e a transforma
na figura mais solicitada para as inserções de merchandising na
novela. Entre seu salário e o que ganha com isso, Suzana sai pelo menos
1 milhão de reais mais rica da novela. O estilo de Renata é menos
ruidoso. No estúdio, a atriz raras vezes interfere no trabalho do diretor.
Quanto ao merchandising bem, uma vilã como Nazaré não
é exatamente uma garota-propaganda das mais positivas. A atriz não
fatura nem um centavo nessa área. É o preço da maldade.
O sucesso de Senhora do Destino mostra que a novela das 8 ainda é
uma instituição que paira acima das mudanças de hábitos
do público brasileiro. Nos últimos dez anos, tudo contribuiu para
que a audiência desse tipo de programa erodisse. A Globo passou a enfrentar
concorrência mais acirrada, e a televisão paga se consolidou como
alternativa à programação das grandes redes. Além
disso, o controle remoto, se já era difundido, tornou-se um artefato universal,
fazendo com que o brasileiro incorporasse de vez o hábito de "zapear" pelos
canais. Isso torna o triunfo do folhetim mais retumbante. Assistir a uma boa novela
das 8 continua sendo uma experiência que os brasileiros gostam de compartilhar.
Boas causas
e temas polêmicos Fotos
divulgação/TV Globo
 | DOENÇA
DE ALZHEIMER Por meio do drama da baronesa de
Bonsucesso, papel de Glória Menezes, a novela abordou o problema que aflige
principalmente as pessoas na terceira idade. O ator Raul Cortez, intérprete
do marido dela, teve de se afastar das gravações para tratar de
um câncer, mas antes gravou as cenas em que a personagem desmemoriada encerra
sua participação no folhetim |
 | CORRUPÇÃO
NA POLÍTICA Reginaldo (Eduardo Moscovis),
prefeito da fictícia Vila São Miguel, é o rei das falcatruas
por causa de uma delas, a heroína Maria do Carmo, sua mãe,
irá para a cadeia. Com o apoio da mulher, Viviane (Leticia Spiller), ele
não hesitou nem mesmo em seqüestrar o próprio filho |
 | LESBIANISMO
LIBERADO O caso de Eleonora (Mylla Christie) e
Jenifer (Bárbara Borges) não foi rejeitado pela audiência
graças à forma como se construiu a relação de ambas.
Elas tiveram a aprovação dos pais, vão morar juntas e pretendem
adotar um filho |
 | GRAVIDEZ
NA ADOLESCÊNCIA A personagem Lady Daiane
mal completou 15 anos e já espera seu segundo filho. Seus diálogos
com uma amiguinha são usados para transmitir lições sobre
a gravidez indesejada e o uso de preservativos. Jéssica Sodré, que
vive a personagem, foi escolhida entre 400 garotas de família humilde da
Baixada Fluminense |
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Um embate ancestral A
oposição entre o bem e o
mal é uma constante na história da humanidade
Reprodução
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RELIGIÃO A
noção de mal é vaga na religião grega e latina, cujos
deuses estão longe de ser modelos de virtude. As grandes religiões
monoteístas mudaram isso. Nelas, formulam-se uma clara oposição
entre o bem e o mal e preceitos para afastar o crente do pecado. Ao lado de imagens
de Jesus, a arte sacra cristã fixou imagens assustadoras do terror do inferno,
como nos quadros célebres do pintor flamengo Hieronymus Bosch.
FILOSOFIA
A prática do bem e a vida ética têm sido temas da filosofia
desde os clássicos gregos. No século XIX, o alemão Friedrich
Nietzsche criticou duramente a moral cristã que seria uma crença
dos fracos e dos escravos em obras como Além do Bem e do Mal.
Mas Nietzsche não defendia o mal. Seu projeto era mais ambicioso: queria
superar todas as nossas noções de moral. POLÍTICA
Bem e mal na política em geral são uma questão
de perspectiva. Durante suas conquistas militares, Napoleão era visto como
um ditador por alguns e como um libertador por outros. Mas há uma galeria
de tiranos que, por seus crimes contra a humanidade, são identificados
inequivocamente com o mal do imperador romano Nero a Hitler e Stalin. Osama
bin Laden é um dos mais novos integrantes dessa galeria da infâmia. LucasFilm
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CULTURA
Os personagens maldosos sempre fascinaram. A tragédia grega é uma
sucessão de monstros, como Medéia, que mata os próprios filhos.
Shakespeare consagrou vilões como Macbeth e Ricardo III. Em Paraíso
Perdido, de John Milton, o personagem mais forte não é Deus,
mas o demônio. E a cultura pop consagrou alguns ícones do mal, como
o tenebroso Darth Vader, da série Guerra nas Estrelas.
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Megeras indomadas Nazaré
tem algumas antecedentes célebres e outras nem tanto
no exercício da maldade
FICÇÃO
Paramount
Pictures
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LADY
MACBETH Em Macbeth, peça de William
Shakespeare, Lady Macbeth (aqui interpretada por Francesca Annis no filme de Roman
Polanski) insufla os assassinatos políticos cometidos pelo marido e depois
enlouquece. Serviu de inspiração para Viviane, o personagem de Leticia
Spiller.
ODETE
ROITMAN A rica Odete Roitman (Beatriz Segall) de
Vale Tudo sagrou-se como a vilã mais perversa das novelas
posto agora ameaçado pela Nazaré de Renata Sorrah. Detalhe curioso:
Renata Sorrah fez Heleninha, filha e vítima habitual das maldades de Odete. REALIDADE AP
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AILEEN
CAROL WUORNOS A americana é a mais famosa
serial killer do sexo feminino de seu país. Prostituta como Nazaré,
matou seis homens em pouco mais de um ano e ainda é suspeita de
um sétimo assassinato. Executada em 2002, foi retratada no filme Monster.
Weimer
Carvalho/AE
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VILMA
MARTINS COSTA A inspiradora da personagem Nazaré
construiu sua família desmanchando outras. Roubou dois bebês de maternidades
Pedrinho e Aparecida, que ela rebatizou como Osvaldo e Roberta para
criá-los como seus. Hoje cumpre pena por seqüestro.
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