Edição 1891 . 9 de fevereiro de 2005

Índice
Lya Luft
Millôr
Diogo Mainardi
Tales Alvarenga
André Petry
Roberto Pompeu de Toledo
Carta ao leitor
Entrevista
Cartas
Radar
Holofote
Contexto
Veja essa
Gente
Auto-retrato
Datas
VEJA Recomenda
Os livros mais vendidos
 
 

Carta ao leitor
Uma paixão nacional



Capas de VEJA sobre novelas: a primeira é de 1969

EXCLUSIVO ON-LINE
Todas as reportagens de capa da revista sobre novelas

Quando um fenômeno televisivo atrai a atenção diária de 45 milhões de brasileiros, ele se torna assunto até para uma revista como VEJA. A atual novela das 8 da Rede Globo, Senhora do Destino, tema da reportagem especial que começa na página 58, é justamente uma dessas raras experiências coletivas que durante algum tempo magnetizam o país e deixam especialistas especulando sobre as razões de tão intenso e fugaz sucesso. Os capítulos de Senhora do Destino vêm atingindo uma audiência em que oito de cada dez televisores ficam sintonizados em sua trama. É o mais alto índice de audiência alcançado regularmente por uma novela na história da televisão brasileira.

A primeira reportagem de capa de VEJA sobre uma novela foi publicada em 1969, quando a revista ainda não tinha um ano de vida e Beto Rockfeller eletrizava os telespectadores. Um quadro da reportagem informava ao leitor que existiam então cerca de 3,5 milhões de televisores no Brasil e que 9 milhões de pessoas tinham o hábito de acompanhar diariamente os folhetins – cerca de 10% da população nacional. A intelectualidade, sem perceber o alcance do novo gênero, quase que unanimemente o considerava desimportante para merecer a atenção acadêmica ou mesmo de VEJA, que nascia sob o signo da investigação jornalística séria e profunda, características que fariam dela a maior revista do país e uma das quatro de maior circulação do mundo.

Inúmeras outras vezes as novelas deram a oportunidade aos jornalistas de VEJA de ir além dos roteiros para discutir os hábitos culturais dos brasileiros, a situação social e política do país e assuntos comportamentais, como o homossexualismo e o abuso de drogas. O tarimbado repórter de televisão Ricardo Valladares foi destacado por VEJA para decifrar os segredos do sucesso de Senhora do Destino. Ele acompanhou as gravações nos estúdios, conversou com atores e sentiu o clima nos bastidores. Valladares relata que Senhora do Destino fascina por ser uma espécie de compêndio dos recursos mais eficientes já testados por gerações de autores no decorrer de mais de quarenta anos dessa ficção tipicamente brasileira.

 
 
 
 
topovoltar