Edição 1 635 - 9/2/2000

VEJA esta semana

Brasil
Internacional
Geral
Economia e negócios
Guia
Pais que discordam sobre como educar os filhos
Conceitos sobre a boa forma mudaram muito
Para usar
O que estou lendo
Artes e Espetáculos
Colunas
Roberto Campos
Sérgio Abranches
Diogo Mainardi
Roberto Pompeu de Toledo
Seções
Carta ao leitor
Entrevista
Cartas
Radar
Contexto
Holofote 
Veja essa
Notas internacionais
Hipertexto
Gente
Datas
Cotações
Veja recomenda

Banco de Dados 

Para pesquisar digite uma ou mais palavras no campo abaixo. 


 

Unanimidade aérea


Concorde: prato custa
160 reais


A principal queixa dos passageiros sobre as companhias aéreas é algo que varia conforme a pesquisa. Algumas enquetes apontam a falta de pontualidade como o maior defeito das empresas, outras falam em extravio de bagagens, mas todas citam a qualidade da comida como um dos pontos negativos. Os mais exagerados dizem nas pesquisas que a comida servida nos vôos se parece com aquela oferecida nos hospitais. Para tentar anular a insatisfação, algumas companhias decidiram investir no menu. A Air France, por exemplo, contratou um chef para melhorar o cardápio servido aos passageiros do Concorde. Mais: elevou o orçamento de cada refeição de 90 para 160 reais. Só para comparar, na classe econômica das companhias americanas esse orçamento é de apenas 7 reais. Nas empresas brasileiras estima-se que se gastem pouco mais de 10 reais por cliente. Os esforços da Air France foram inúteis. Os passageiros do Concorde continuam insatisfeitos.

 

Vamos ao Velho Oeste?

A Disney World e Nova York continuam imbatíveis como destinos preferidos do turista brasileiro nos Estados Unidos. Mas começa a surgir uma nova mania: a busca pela aventura. É crescente a legião de turistas que tomam um avião para o exterior com o objetivo de conhecer comunidades indígenas do Velho Oeste americano ou praticar canoagem na Flórida.

 

Trabalho

Para a maioria dos candidatos a um emprego, a entrevista costuma ser a pior etapa da seleção. O problema se torna mais sério se o entrevistado tem dúvidas sobre o que deve ou não contar de seu passado profissional ao entrevistador. Ter no currículo passagem por uma empresa falida, por exemplo, é algo a omitir? Os especialistas em recursos humanos dizem que não. "A forma como o profissional encarou essa experiência negativa pode até contar pontos", afirma a consultora Patricia Molino. Abandonar o emprego durante uma crise é que seria ruim para o currículo.

 

 

Pergunta da semana

Eficaz contra assaltos, a blindagem não torna o carro menos seguro em caso de colisão?

 
Gamma/Xavier Rossi

Blindados: dificuldade no socorro a acidentados

Não, diz o engenheiro Ricardo Bock, coordenador do curso de automobilística da Faculdade de Engenharia Industrial de São Paulo. Bock informa que a blindagem não interfere na segurança dos passageiros no caso de uma trombada. Ele explica que as placas de aço que revestem a carroceria não atrapalham a deformação da lataria, fundamental para reduzir o impacto do choque. Há uma idéia equivocada sobre os blindados, e ela diz respeito ao impacto da cabeça contra o vidro reforçado, se o motorista não estiver usando o cinto de segurança. "O vidro convencional não é tão duro quanto o blindado, mas uma pancada violenta do motorista contra o pára-brisa levaria à morte em qualquer um dos casos", esclarece Bock. O professor faz uma ressalva. Se for preciso serrar as ferragens ou quebrar os vidros no socorro a um acidentado, os carros blindados dificultam o serviço.

 

 

Dinheiro pelo seu lixo

Aquela garrafa plástica, os vidros ou as latas velhas que vão para o lixo de casa poderão, em breve, transformar-se em descontos de supermercado ou mesmo dinheiro vivo. Sucesso na Europa e nos Estados Unidos, acabam de chegar ao Brasil as primeiras máquinas de reciclagem de lixo que devolvem moedas e bônus de desconto em troca do material depositado. Até o final do ano, cerca de 200 devem estar instaladas em shoppings, supermercados e postos de gasolina de São Paulo e Rio de Janeiro. De início, plásticos, latas e vidros serão trocados por descontos em produtos das empresas que patrocinarem as máquinas. Quem deposita o lixo pode também optar por doá-lo para ser vendido por entidades beneficentes.

 

SAÚDE

Boa notícia

Termômetros fiscalizados

Roberto Ventura
Já não era sem tempo. As marcas de termômetro só vão poder entrar no mercado se passarem por uma verificação do Instituto Nacional de Metrologia, Normatização e Qualidade Industrial, Inmetro. Nenhum aparelho poderá ter uma margem de erro superior a 0,1 grau para cima e 0,15 grau para baixo. As marcas inspecionadas e aprovadas ganham um selo de qualidade do órgão, que na última verificação reprovou mais de uma dezena delas. É bom ter cuidado: algumas marcas, mesmo sem o selo do Inmetro, podem estar sendo vendidas clandestinamente.

 

Má notícia

Fumantes enganados


Marcelo Cabral
Um estudo publicado pelo jornal do Instituto Nacional do Câncer dos Estados Unidos é um alerta aos adeptos de cigarros com baixo teor de nicotina. O nível de nicotina descrito nos maços é muito menor do que a quantidade de fato inalada pelos fumantes. A pesquisa estima que as pessoas inalam 2,5 vezes mais nicotina do que anunciam as embalagens. A diferença, segundo os pesquisadores, se deve a uma falha nas máquinas que fiscalizam o teor da droga. Ao simular o ato de fumar, os aparelhos dão tragadas menos intensas que as dos fumantes.

 

FAMÍLIA

Capetinhas populares

Paschoal Rodrigues
Sabe aquele garotinho impossível, que bate nos coleguinhas e não dá um minuto de sossego à professora? Uma pesquisa publicada nos Estados Unidos pelo jornal Developmental Psychology constatou que ele age assim porque o comportamento agressivo rende popularidade. Segundo o estudo, os garotos mais festejados nas escolas americanas têm uma atitude "extremamente anti-social". Essa seria, ao lado da inteligência e da aptidão para os esportes, uma das características fundamentais para um menino ser admirado pelos colegas.

 

A sala da lição

Muitos pais se preocupam em reservar um cantinho, de preferência bem isolado, para que a criança faça o dever de casa. Segundo especialistas, essa pode não ser a melhor decisão. Preservar a privacidade dos filhos é importante, mas para os estudos o ideal seria uma espécie de sala de convivência, onde ficasse o computador e os pais pudessem, eventualmente, vigiar o andamento das tarefas e o próprio uso da máquina. Algumas regras antigas continuam valendo: o lugar deve ser suficientemente silencioso, iluminado e, claro, TV por perto nem pensar.

Editado por Christian Schwartz
e-mail: parausar@abril.com.br