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"Enganam-se
os nacionalistas tupiniquins ao imaginar que a ameaça
do capital estrangeiro é real: são dólares."
Jodilson
Argôlo
jargolo@ig.com.br
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Capital estrangeiro
A reportagem de capa desta semana mostra de forma cristalina
a receita de sucesso dos investimentos estrangeiros no país,
e como é exagero e alarme falso a preocupação de alguns
xenófobos ("Chuva de dólares", 2 de fevereiro).
Leopoldo Dias Vieira Barretto
São Paulo, SP
Vendo a capa da VEJA posso concluir que, no mundo globalizado
de hoje, as potências estão se reunindo, formando um só
predador, cujas presas sempre são os países mais fracos,
no caso do Brasil, o retardatário.
Priscila da Costa
Volta Redonda, RJ
Ponto de vista
Achei muito bom o artigo "Banheiros e desenvolvimento"
(2 de fevereiro). Realmente é fundamental que tenhamos mais
atenção com nosso próprio nariz (e banheiros). Acredito
que seríamos mais felizes, sem pensar no resto, se tivéssemos
mais cuidado com o jardim de nossa casa, sem falar no prazer
que isso nos dá. Em um mundo cada vez mais globalizado,
parece simplista falar de ordem na mesa de trabalho, mas
certamente este será o primeiro passo para conquistas cada
vez maiores!
Tania Bertoluci de Souza
Porto Alegre, RS
Radar
Li na seção Radar na nota "Chance perdida" (26
de janeiro) que "um neoliberal conhecido" demonstra
que as "fábricas Votorantim" perdem dinheiro,
já que o patrimônio líquido não evolui. A culpa é atribuída
ao nosso "neonacionalismo", que não nos deixa
embarcar na "onda global". É curioso como o progresso
e o bem-estar das indústrias Votorantim preocupam tanta
gente. Volta e meia recebemos, direta ou indiretamente,
conselhos, orientação e avisos de gente bem-intencionada,
a título de colaboração desinteressada. Outras vezes recebemos
"palpites", acusações inverídicas, aleivosias
gratuitas e muitas vezes um indisfarçável desejo de simplesmente
detratar. Agradecemos as colaborações, esclarecemos as dúvidas
e rechaçamos as aleivosias. É que nos orgulhamos de ser
nacionalistas, sim. É que ainda não nos acostumamos à cavação
"global" e ainda vemos nela uns traços de George
Orwell, cujo verdadeiro 1984 ainda está por acontecer. É
claro que dinheiro interessa. Mas não é tudo. Queremos progredir
como sempre progredimos: com trabalho, sem golpes; olhando
antes o interesse do país e depois o nosso; indo bem quando
o Brasil vai bem, apertando-nos quando há tempos maus. Desta
vez o "conhecido neoliberal" palpiteiro errou
redondamente. Se ele vê estagnação nas indústrias Votorantim
é prova mais que suficiente de que ou não sabe ler balanços
ou seu íntimo e mal disfarçado desejo lhe deturpa a visão.
Continuaremos com a nossa diretriz de progredir com segurança,
dentro de nossas fronteiras, proporcionando, na medida do
possível, bens básicos para o progresso do país e trabalho
digno para o nosso povo.
Antônio Ermírio de Moraes
São Paulo, SP
Nenhuma auditoria na Petros constatou prejuízo de 200 milhões
de reais na gestão anterior. É provável que uma leitura
apressada do balanço de 1999 tenha causado uma ilusão de
óptica à fonte da notícia. No balanço, a Petros provisionou,
em uma atitude preventiva, 178 milhões de reais (valor acumulado
desde 1998) para cobrir eventuais prejuízos que se configurem
em todas as suas operações (Radar, 2 de fevereiro).
Carlos Flory
Presidente da Petros
Rio de Janeiro, RJ
Receita Federal
A matéria "Multa na turma" (2 de fevereiro) nos
coloca na vala comum dos que abusam de suas prerrogativas
e de seu poder para chafurdar em privilégios e não cita
que prestei contas ao Ministério Público, que reconheceu
que a verba de gabinete não pode ser tratada como rendimento.
Desafio a Receita ou qualquer mídia a encontrar em minha
história ou em meu patrimônio qualquer ato que me desabone.
A Receita agiu covardemente. Para não atingir os ladrões
que meteram a mão no dinheiro público, resolveu multar a
todos indistintamente. Contesto a Receita quanto à cobrança
de valores os quais jamais usufrui, mas que engordaram os
bolsos de certos políticos e equiparam os porões do crime
organizado, fatos para os quais parece que se faz vista
grossa.
Senadora Heloísa Helena
Brasília, DF
Rio de Janeiro
O Projeto Pnud/IMO-82/010 Prevenção, Controle e
Combate à Poluição Marinha na Costa Brasileira, que tive
a oportunidade de dirigir de 1982 a 1983, já previa naquele
tempo a possibilidade de ocorrência desses acidentes. Executado
com apoio institucional do Pnud e apoio técnico da Organização
Marítima Internacional, o projeto contou com grande equipe
nacional e internacional, além da atuação da Sema (atual
Ibama), da Cetesb e da Petrobras. O projeto "morreu
na praia" por falta de continuidade administrativa
do governo federal. A solução é fácil: auditoria ambiental
em todas as instalações, licenciamento, análise de riscos,
remanejamento de instalações e profissionalismo da atividade
pública, colocando o Ibama na condição técnica e operacional
da Agência Canadense de Meio Ambiente. Do contrário, nosso
esforçado ministro Sarney Filho continuará a ter úlcera,
pois não tenho a menor dúvida de que outros acidentes acontecerão
("A polícia persegue os seios... enquanto na orla...",
26 de janeiro).
Arnaldo Augusto Setti
Brasília, DF
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DE |
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O
Fórum de Debates de VEJA na internet perguntou na
semana passada: Capital estrangeiro: ameaça? Veja
o que responderam alguns leitores:
"Precisamos de investimentos (independentemente
de onde venham) e nossa economia tem-se mostrado ineficaz
para promovê-los."
Paulo de Luna Freire
luna-freire@uol.com.br
Campinas, SP
"Quando o país não tem poupança para investir
e há necessidades enormes de investimento na produção,
não importa a origem do capital."
Telêmaco
tecnico@rodoviariolider.com.br
Muriaé, MG
"Se analisarmos as políticas de subsídios e
de defesa de seus mercados adotadas pelos países estrangeiros,
veremos claramente a falácia da propalada internacionalização
dos mercados."
Francisco Malta Cardozo
alpesagr@uol.com.br
"Acho engraçado agora, após anos de ineficiência
gerencial, a gritaria contra o dinheiro de fora."
Claudio Moreira e Silva
cmesilva@uol.com.br
Rio de Janeiro, RJ
"O que me preocupa é que nos encontramos às
vésperas de completar 500 anos e novamente estamos
sendo invadidos, e desta vez não são os portugueses."
Nilton Zupa
nzupa@uol.com.br
Ourinhos, SP
"O capital estrangeiro aqui no Tio Sam é em
geral bem-vindo, seja de caráter 'especulativo' ou
investimento direto. O Brasil precisa muito do investimento
externo, para se desvencilhar ainda mais do modelo
estatal-protecionista."
Eduardo Gil
megil@gsbpop.uchicago.edu
Chicago, Illinois, EUA
"O capital estrangeiro investido para produzir
no Brasil é bem-vindo, porém aquele que só é colocado
aqui para especular ou para ser aplicado no tráfico
de drogas deve ser banido."
Flavio José M. Job
flaviojob@uol.com.br
Porto Alegre, RS
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CORREÇÃO: Diferentemente do que
foi publicado na seção Datas (12 de janeiro), o nome de
uma das três filhas do navegador Amyr Klink e de Marina
Bandeira é Tamara, e não Lina.