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9 de janeiro de 2008
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Internacional
O massacre de Iowa

Favoritos como Hillary e Giuliani são destroçados na
largada para a escolha dos presidenciáveis americanos

Jim Cole/AP
A vida é dura: Hillary Clinton ficou num amargo terceiro lugar


Ser derrotado em Iowa não é o suficiente para estragar a candidatura de nenhum aspirante à Presidência dos Estados Unidos. Mas como dói. Sair em terceiro lugar, como aconteceu com a até recentemente favorita Hillary Clinton, foi o equivalente a um tombo espetacular logo na largada oficial da disputa. O estado de Iowa, com menos de 1% da população nacional, tem uma relevância política desproporcional a seu tamanho porque é lá que começa a escolha dos candidatos republicanos e democratas à Presidência. Eleitores comuns, mas membros de carteirinha dos dois partidos, escolhem seus preferidos – e 70% dos democratas disseram que não querem a senadora Hillary na Casa Branca. Os vitoriosos foram dois novatos que parecem despertar mais empatia junto aos respectivos eleitorados. O democrata Barack Obama, filho de pai queniano, infância passada na Indonésia e senador há apenas três anos, saiu coroado de glórias. Oito pontos porcentuais atrás, o populista bonitinho John Edwards. Entre os republicanos, ganhou Mick Huckabee, ex-governador do Arkansas, ex-pastor evangélico, ex-desconhecido nacionalmente que acredita na explicação criacionista para a origem da vida e cuja ascensão simboliza os candidatos-cometas que estão surgindo nessa emboladíssima campanha presidencial.

O republicano Rudolph Giuliani, que compartilha com Hillary a desconfortável posição de favorito que encolheu, não fez campanha em Iowa para se concentrar em estados maiores, e amargou um sexto lugar. Hillary fez, e como – o que aumenta o tamanho da derrota em Iowa. A ex-primeira-dama espera tirar a diferença nas primárias do estado de New Hampshire, nesta terça-feira, 8. Mas o massacre de Iowa expõe um dilema: em pesquisas feitas entre eleitores democratas, Hillary é vista como a candidata mais preparada para a Presidência. Eles acham, porém, que, se trabalhassem sob seu comando, ela seria uma chefe exigente demais. Já Barack Obama, apesar da imagem política menos sólida, aparece como um cara bacana. Hillary tem até agosto para convencer os simpatizantes de seu próprio partido de que, além de escolhê-la presidente, também gostariam de tomar uma cerveja com ela.


 

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