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1908 E la nave, va?  | NADA
TEM NEXO TUDO É APENAS UM
REFLEXO |
Barco
à deriva. O timoneiro cego E boquirroto Dá ordens Sem
rações. Clandestinos E
mercenários, Sabotam operações. Há muito rato
a bordo. O comandante, Desnorteado Não
sabe onde é o leme. Indica
o leste E grita: "Terra à vista!" Mas vende a prestações. A
carne é pouca, O tempo curto, As bocas, muitas, E vorazes. E
lá vão todos, Mestres que enjoam em terra, Pescadores de águas
turvas. O imediato É da esquadra inimiga. Todos, porém,
No mesmo barco (mas sem água), Marinheiros de última viagem Em
direção ao Fundo. No porão, escravos. Em volta, tubarões. A
bússola, que norteia, Aponta o sul.
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