"A
cada balanço anual dos fatos, pouco sobra
de luz, paz e harmonia. Nosso planeta parece
ter entrado numa era de trevas." Mauro Xavier Biazi Guarapuava, PR
Retrospectiva 2007
Simplesmente magnífica
a edição de encerramento de 2007 ("Retrospectiva
2007", 29 de dezembro). Toda a equipe está de
parabéns, ganhando os leitores em memorização
dos acontecimentos. Isso é cultura. Marco Aurelio Mello Brasília, DF
Quero cumprimentar
VEJA pela Retrospectiva 2007, principalmente quando enfoca
a imagem de Renan Calheiros rindo de nós, brasileiros.
VEJA nos convida a refletir sobre esse assunto tão
vergonhoso e ao mesmo tempo nos chama a atenção
para o fato de esse senhor não ter mais o mesmo peso
político ostentado enquanto presidente do Senado. Assim,
mais uma vez, VEJA legitima o seu compromisso: "Mantém
os leitores bem informados, fiscaliza o poder e não
se furta a dizer o que julga correto", conforme a Carta
ao leitor "O país que queremos ser" (17 de
outubro de 2007). O primeiro passo para um Brasil melhor é
ver esta busca: da notícia, da verdade e da formação
de uma consciência crítica. Obrigada, VEJA, por
fazer parte da história dos brasileiros. Maria Alzira Leite Belo Horizonte, MG
Convenhamos, em
2007 a realidade do Senado superou o melhor da nossa teledramaturgia.
Nem Dias Gomes poderia imaginar um enredo mais caricato para
a folclórica Sucupira. O ex-Renan superou Odorico Paraguaçu
com a sua "catiguria". Como coadjuvantes, não
esqueçamos os Cafeteiras, Sarneys, Almeidas Limas,
Salgados, Lobões e cia. Tito Schmitt União da Vitória,
PR
Em 2007, apesar
do excelente momento mundial que empurrou nosso PIB acima
dos 5%, muita coisa deprimente aconteceu no Brasil. O Senado
Federal, que foi capaz de eliminar a famigerada CPMF, também
foi capaz de absolver, duas vezes, o companheiro presidente
Renan Calheiros, mesmo com provas cabais de malfeitorias de
toda ordem. Em meio à comoção nacional,
o assessor especial da Presidência da República,
Marco Aurélio Garcia, fez gestos obscenos comemorando
a notícia que poderia livrar o governo da responsabilidade
na tragédia com o avião da TAM. Já a
ex-diretora da Anac Denise Abreu indagava aos incrédulos
familiares das vítimas o que eles poderiam esperar
de um avião que cai de 1.100 metros de altitude, enquanto
os sobreviventes passageiros dos aeroportos ouviam a ministra
do Turismo, Marta Suplicy, mandá-los relaxar e gozar.
Mas o que mais me chocou foi rever a foto do desespero da
família do menino João Hélio, que foi
arrastado pelas ruas do Rio de Janeiro até a morte.
PIB, CPMF, gestos, palavras, musas e gols a gente esquece,
mas essa cena vai ficar para sempre na memória do ano
2007. Abel Pires Rodrigues Rio de Janeiro, RJ
Mais uma vez VEJA
nos presenteou com a Retrospectiva. Parabéns, e desejo
a todos dessa equipe um super-2008. Afinal, vocês já
fazem parte da minha vida. Rogerio Spencer Lucchesi Cuiabá, MT
VEJA transformou
acontecimentos passados em notícias presentes, deu
novo enfoque. Sugestão: fazer o mesmo com assuntos
marcantes, mas esquecidos. Há muita coisa publicada
pela imprensa em geral que deixa em nós, leitores ou
ouvintes, a interrogação: que fim teve tal acontecimento? Hilton Castelli Curitiba, PR
VEJA proporcionou
informações vitais para aqueles que buscam entender
o que se passa no mundo atualmente. Marcio Filipe Carvalho
Pereira Conselheiro Lafaiete,
MG
Um tratamento analítico
muito bem atualizado. Talento para dar e vender na paginação.
Não ficou uma coisa repetitiva e enfadonha. Eugênio Fernandes Rio de Janeiro, RJ
O senador Wellington
Salgado é sinônimo de inutilidade para o nosso
país. Está no Senado sem receber nenhum voto
do nosso povo (será que o ministro Hélio Costa
não poderia arrumar um suplente melhor?), usufruindo
excelente salário e todas as outras mordomias, não
apresentou nenhum projeto importante até o momento,
tem acusações sérias de crimes de sonegação
e dedicou quase um semestre defendendo outro cínico
e malfeitor, o senador Renan "Avacalheiros". Celso Salgado de Melo Uberaba, MG
É uma pena
que a cara do Senado, antes da CPMF, estivesse mais próxima
do senador Wellington Salgado (que foi eleito sem um único
voto), pois o bom povo brasileiro merece algo próximo
da cara do senador Pedro Simon, a responsabilidade, e não
a malandragem. Edivelton Tadeu Mendes São Paulo, SP
Uma verdadeira vergonha
para o povo brasileiro, ou brasiliano, como querem alguns.
Estamos amargando a pole position dos piores entre os piores
quanto ao índice educacional. Essa caverna que ilustra
tão bem as páginas 80 e 81 parece a modernidade
para nós, que temos uma taxa de repetência e
qualidade de ensino das piores do planeta Terra. Isaac Soares de Lima Maceió, AL
Apesar dos pesares,
o ano de 2007 foi legal: acabamos com a CPMF; elegemos o Cristo
Redentor como uma nova maravilha do mundo; sediamos os Jogos
Pan-Americanos; ganhamos um santo brasileiro, frei Galvão;
descobrimos uma imensa plataforma de petróleo, Tupi;
a economia nacional ficou entre as doze maiores do mundo;
a Mega-Sena acumulou várias vezes; tiramos políticos
corruptos de cargos importantes; a Coréia do Sul e
a do Norte se aproximaram etc. Mesmo com acidentes aéreos
e terrestres, com a extrema violência urbana e a insensatez
de alguns, 2007 foi ótimo. Que venha 2008!!! Adriano Henrique de
Oliveira Caruaru, PE
Foi esquecida a
tragédia do Estádio da Fonte Nova, em Salvador,
no dia 25 de novembro de 2007, que provocou diversas mortes. Edvaldo Oliveira Salvador, BA
As fotos dos corpos
mutilados no Paquistão, do antebraço e mão
decepados na bocarra do crocodilo, das quatro cabeças
decepadas e do homem enforcado no Irã chocam. Jair R. Garcia Júnior Presidente Prudente,
SP
100 perguntas
A Retrospectiva
2007 está sensacional. Todas as matérias foram
muito bem escolhidas para reavivar nossa memória a
respeito de fatos relevantes ocorridos no ano passado. Muito
interessante também o teste das 100 perguntas para
avaliar se o leitor entra antenado em 2008 (página
154). Parabéns a todos os responsáveis pela
edição da revista e esperamos que neste novo
ano VEJA continue fazendo o seu importante papel de informar,
criticar, esclarecer, comunicar a seus leitores tudo o que
se passa no Brasil e no mundo. Maria Dilma Ponte de
Brito Parnaíba, PI
Soberba a idéia
doteste. Certamente seria do agrado da grande
maioria dos leitores se VEJA publicasse mensalmente algumas
dezenas de perguntas da mesma natureza. Conrado de Paulo Bragança Paulista,
SP
Carlos
Langoni
Todas as vezes que
ouço ou leio alguém defendendo o desfigurado
programa Bolsa Família atual, lembro-me imediatamente
de um trecho de um discurso de Ben Bernanke, presidente do
Fed. Nesse discurso, Bernanke disse que o estado não
deve atacar as diferenças sociais em si. Deve, na realidade,
criar maneiras e oportunidades para que as pessoas resolvam
o problema por elas mesmas. O governo brasileiro faz isso? Marco Antonio Lisboa
Carminé Manaus, AM
Ideologia
É fato que
os valores no Brasil se inverteram a tal ponto que os verdadeiros
exploradores dos milhões de miseráveis do país,
que são os políticos inescrupulosos, são
capazes de subverter a verdade e gritar aos quatro cantos
que aqueles a quem eles chamam de "elites", que
estudam e trabalham, criam empresas, geram empregos e riquezas
são os reais exploradores dessa gente. Eduardo Roberto da Silva Natal, RN
A pesquisa do sociólogo
Alberto Carlos Almeida ("Educação faz bem",
29 de dezembro) traz à tona uma situação
extremamente preocupante ao evidenciar a moral e a ética
distorcidas confessadas pela população analfabeta
que, somada aos analfabetos funcionais, compõe a maioria
da população brasileira. Não é
difícil descobrir a fonte de tal distorção.
Tivesse o pesquisador estendido um pouco mais a investigação,
teria constatado o que já é evidente para quantos
que sabem ler e pensar: que a classe de nível superior
se desmembra em dois segmentos, os não-políticos
e os políticos, estes constituindo-se em mestres dos
incautos analfabetos Elizio Nilo Caliman Brasília, DF
Sobre o estudo do
sociólogo Alberto Carlos Almeida a respeito do confronto
social brasileiro, alegra-me saber que existe hoje uma conscientização
maior das "elites" com respeito às classes
sociais menos favorecidas. Essa é uma questão
que preocupa todo brasileiro que almeja ver uma sociedade
mais justa, porém sem perder sua liberdade democrática
e capitalista. Ana Gabriela Amorim Rio de Janeiro, RJ
Conquistas
médicas
Em "Dez conquistas
médicas" VEJA enfatizou a diminuição
das cirurgias de revascularização miocárdica,
substituídas progressivamente pelas angioplastias com
stents, e até(grifo meu) pelo tratamento
clínico. Gostaria de dar uma pequena contribuição.
Os estudos Mass e Courage, na sua essência, mostraram
que em uma parcela enorme de doentes coronarianos nem a cirurgia
nem a angioplastia modificam prognósticos. Assim, o
tratamento clínico otimizado pode controlar a maioria
dos casos sem necessidade de procedimentos invasivos, incluindo
os stents, cujo implante em larga escala está sendo
questionado em todo o mundo. Stents na fase aguda do infarto
podem fazer a diferença entre a vida e a morte; porém,
em pacientes crônicos, devem ser indicados somente quando
os sintomas são de difícil controle. Se os cardiologistas
aceitarem mais essa constatação da medicina
baseada em evidências e resistirem às pressões
da indústria, o número de implantes de stents
cairá drasticamente, economizando preciosos recursos
que seriam redirecionados para ações de saúde
mais eficazes e menos dispendiosas. Aloir Queiroz de Araujo Cardiologista doutor
do Ministério da Saúde e da Universidade Federal
do Espírito Santo Presidente da Sociedade
Brasileira de Cardiologia do Espírito Santo Vitória, ES
Mais do que entender
a anorexia e a caquexia mortais causadas por muitos cânceres,
a descoberta da citocina inibitória de macrófagos
(MIC-1) e de seus mecanismos de ação representa
mais uma perspectiva para os obesos. A nota de VEJA diz muito
bem que a aplicação de tal informação
pode demorar até dez anos. Pode também se tornar
uma frustração como foi a leptina, há
catorze anos. Coincidência ou não, no início
dos estudos com a leptina sua administração
em ratos saudáveis também causava anorexia e
caquexia. De aplicação imediata são as
informações sobre dietas saudáveis e
personalizadas para perda de peso, assim como sobre a prática
de atividades físicas. Um livro sensacional, por sua
clareza e objetividade, e que passou despercebido em 2007
é Dieta dos 10 Passos: o Emagrecimento Definitivo
(Phorte Editora, 2007). Ao contrário dos livros traduzidos
que vêm com "receitas temporárias"
para perda de peso, Dieta dos 10 Passos traz informações
de como o peso corporal é controlado, de como as dietas
funcionam inicialmente e depois falham e de como deve ser
uma dieta eficiente. Por exemplo, quantas pessoas sabem que
o exercício físico "desliga a fome"?
Jair R. Garcia Júnior Presidente Prudente,
SP
Frases do ano
A solicitação
de dinheiro a um empresário de bingos por parte de
Vavá, irmão do presidente Lula, em telefonema
gravado pela Polícia Federal, demonstra como uma classe
especial de cidadãos se enriquece à margem do
estudo, conhecimento e trabalho. Se desejar que seu filho
ou neto se saia bem na vida, não o oriente a estudar,
pois ele poderá ser subordinado de um "Ô,
arruma dois pau pra eu!". Edivelton Tadeu Mendes São Paulo, SP
Na insatisfação
das insatisfações com o Congresso Nacional no
ano de 2007, uma frase ficará marcada para sempre,
por retratar bem a personalidade de muitos políticos.
"Tem gente que miou. Entrou Lampião e saiu Maria
Bonita", dita por Renato Casagrande, senador (PSB-ES),
relator em um dos processos de cassação de Renan
Calheiros. Que no ano que se inicia tenhamos mais ética
e respeito pelos brasileiros, que tanto sofreram com vergonha
de pertencer a uma nação que teve uma representatividade
escabrosa no Congresso em 2007. Diógenes Pereira
da Silva Uberlândia, MG
Justiça
que vem de fora
Na matéria
"Justiça que vem de fora" (29 de dezembro),
vê-se que o histórico da impunidade no Brasil
é realmente impressionante. Homens que cometeram inúmeras
atrocidades na época da ditadura puderam definhar sem
se preocupar com nenhum tipo de punição. Será
que teremos de esperar que outras juízas italianas
se preocupem em penalizar os que ainda restam? Marcio Filipe Carvalho
Pereira
Conselheiro Lafaiete, MG
A impressão
que se tem é que somente os militares cometeram crimes.
A Lei da Anistia vale para ambos os contendores, para militares
e seus apoiadores e para militantes da esquerda radical. Querer
acusar homens que dedicaram a vida à pátria
de ser assassinos de dois ou três guerrilheiros é
pura impostura. Os comunistas, naquela época, atuavam
em conjunto internacionalmente. Nada mais natural que os governos
se unissem para combatê-los. A América Latina
continua atrasada e pobre por influência dessas esquerdas,
que inclusive são mostradas nessa mesma edição
de VEJA. Cezar Augusto Rodrigues
Lima Junior Por e-mail
Um país que
teve o fascismo, que tem a Máfia, quer dar ordem ao
Brasil? Vamos punir também os assaltantes de banco,
seqüestradores de embaixadores (Franklin Martins é
um deles), assassinos de recrutas, guerrilheiros etc. Vamos
punir também quem queria fazer do Brasil uma Cuba.
Devíamos dar graças a Deus pelo fato de os militares
nos terem livrado dessa corja toda antes, pois os que sobraram
estão assaltando os cofres do país. Roberto Tavares São Paulo, SP
A resistência
da fé
Como médico,
professor e mestre em ciências e saúde, afirmo
que, a despeito dos vários indícios científicos,
muitos deles questionáveis, a evolução
não pode ser considerada, ou pior, ensinada como uma
verdade absoluta, na medida em que representa, ainda, apenas
uma teoria. Se houve mesmo evolução das espécies,
onde estão os "elos perdidos", nunca achados
pelos cientistas? Como tudo pode ter surgido do nada, no Big
Bang? Portanto, assim como os religiosos não podem
provar aquilo em que acreditam, os cientistas ateus também
não. Ou seja, todos precisam de fé para sustentar
suas posições. Fábio Martins
Soares Teresina, PI
Sou médico,
nasci numa família tradicionalmente católica,
fui seminarista com intenção de me tornar padre,
abandonei a igreja por anos e atualmente sou batista, e minha
fé em Jesus Cristo só aumenta. Não tenho
fé suficiente para ser ateu: como médico, crer
que evoluímos de uma ameba, após uma teórica
explosão (Big Bang), carece de mais fé do que
crer que um projetista inteligente universal (Deus) criou
todas as coisas que existem. Fé é uma coisa
que só entende quem tem. Jimi Scarparo São Paulo, SP
A indagação
sobre Deus não se confunde com o uso humano dessa idéia.
Mesmo o ateísmo é questão de fé
fé em que Deus não existe. Mário Sussmann Manaus, AM
Minha crença
em religião acabou depois dos atentados de 11 de setembro
de 2001. A partir daquele momento pude perceber que, segundo
a crença religiosa, a fé não só
remove montanhas, ela também pode remover prédios
e matar pessoas mundo afora, em nome de Deus. Uma curiosidade
chama minha atenção. Nunca vejo os religiosos,
de todas as correntes, levantando a bandeira ou fazendo greve
de fome por boas escolas e ensino de primeira. Certamente
eles sabem que, quanto mais instruído, menos religioso
o individuo será. O mundo seria bem melhor se essa
relação do homem com "Deus" não
precisasse de intermediários. Francisco Rodrigues
Neto Paulo Afonso, BA
Roberto Civita
Sempre é
reconfortador ler o que escrevem os Civita ao fim de cada
ano. Antes o Victor e, há algum tempo, o Roberto Civita
("O desafio agora é não esmorecer",
29 de dezembro). Quem puxa aos seus não degenera. Alcunhei
o criador da Editora Abril de "o JK da Comunicação".
Seu filho recebeu esse extraordinário legado e segue
na mesma linha. Reconforta-nos porque, a despeito de tantos
e tamanhos interesses, diversos e diversificados, a revista
VEJA mantém sua independência no seu mister diuturno,
professando o jornalismo no que ele tem de melhor, de mais
sagrado, que é informar a verdade dos fatos com realismo
e senso de estrita oportunidade. Além de tudo isso,
tem essa revista um dos melhores quadros de articulistas.
Parabéns a toda a equipe de VEJA. Kleber Kauark Kruschewsky Por e-mail
Gostaria de dizer
que só educação não é solução
para o Brasil e que, dentro de vários fatores, o planejamento
familiar é imprescindível. Vemos diariamente
nos jornais notícias de famílias com quatro
ou mais filhos que não possuem a mínima condição
de sobrevivência, não têm acesso a educação,
moradia, saúde, entre outras coisas essenciais a um
ser humano. Além disso, em 2007 acompanhamos nos noticiários
mães que abandonaram filhos recém-nascidos,
na maior parte por desespero. Todos os veículos de
comunicação citam bastante o abandono, mas não
falam que este é decorrente da dificuldade de acesso
ao planejamento familiar. As barreiras que impedem esse acesso
são muitas, principalmente a escassez de recursos destinados
à saúde. Muitas mulheres que procuram os postos
para obter o planejamento familiar não encontram sequer
pílulas anticoncepcionais para a prevenção
da gravidez. O que é um absurdo em um país que
busca o crescimento e em cuja Constituição há
a garantia do direito de todos os cidadãos aos métodos
de concepção e contracepção pelo
SUS. Poucos sabem da existência dessa lei e exigem seus
direitos. A imprensa, em seu papel cívico, poderia
divulgar a Lei do Planejamento Familiar com mais freqüência.
Paternidade e maternidade responsáveis são a
fórmula para o combate à pobreza e às
injustiças sociais. Parabéns pelo trabalho à
frente da Editora Abril e principalmente por VEJA. Márcia Lins ONG Vida Digna
Planejamento Familiar Belo Horizonte, MG
Nós, brasileiros,
somos alegres e há tempos aguardamos esse momento tão
positivo. É preciso que cada cidadão abrace
a idéia de cobrança, responsabilidade e na hora
de votar procure sempre o melhor para o país. O Brasil
é a grande potência da América do Sul
e tem capacidade para muito mais. Sejamos mais brasileiros,
mais alegres, mais humanos, mais irmãos. Silvio Sales Botelho Goiânia, GO
VEJA abre a última
edição do ano com a Carta do editor, de Roberto
Civita. Civita explica que Janus, "o deus das portas
e transições da mitologia romana, deu seu nome
ao mês de janeiro pela capacidade de simultaneamente
ver passado e futuro". Janus tem duas caras e é
utilizado como veículo para que não percamos
de vista que 2007 foi um ano de recordes, em especial na frente
econômica, com a manutenção da estabilidade
monetária e o acelerado crescimento da prosperidade
mundial. Foram criados 2 milhões de empregos formais,
o crédito cresceu mais de 50%, 100.000 novos imóveis
foram vendidos, mais 2,5 milhões de carros saíram
às ruas. Uma no cravo. Mainardi relata o caso de um
brasileiro comum, poderia ser eu ou você, que mostra
o fundo da fossa em que Janus mergulha a sua outra cara para
observar que o país da luz do editor Civita carrega
suas sombras, iluminadas pelo colunista Mainardi. É
revelada a sordidez do comportamento da elite no poder. Outra
na ferradura. O mais importante executivo e o colunista-operário
merecem espaços igualmente nobres para trazer à
minha casa uma revista plural e sem preconceitos como sempre,
em todas as semanas do ano. Como assinante, que recebo e leio
VEJA com o coração disparado, indagando-me "qual
será a surpresa de hoje?", peço para 2008
apenas isso que tive em 2007: mais do mesmo. Neil Ferreira São Paulo, SP
Diogo Mainardi
Diogo conseguiu
traduzir em seu artigo "Ficamos mais bestiais" (29
de dezembro) o que venho sentindo há algum tempo. Ficamos
bestiais. Quando mocinha, ficava horrorizada quando alguém
jovem não se levantava para uma senhora. Hoje, as senhoras
têm o perfil "dança da pizza", e não
ligo se os jovens não me cederem lugar. Nessa realidade
brutal, Luiz Moyses é apenas mais uma vítima
de uma seqüência interminável de tragédias,
banalizada pelo nosso presidente: a besta-mor. Milene Quintanilha Ribeiro São Paulo, SP
Perdi dois irmãos
no acidente da TAM de 2007 e o meu melhor amigo
no acidente da TAM de 1997. Gostaria de elogiar Diogo Mainardi
e VEJA por nos ajudar a evitar que outras pessoas passem pelo
que eu e todos os familiares das vítimas estamos passando. Mariana Caltabiano São Paulo, SP
Quero deixar para
o Diogo Mainardi os meus mais sinceros agradecimentos pela
grande piedade e compaixão por nós, parentes
das vítimas do vôo TAM JJ 3054. VEJA deve se
orgulhar muito de ter um jornalista como ele em sua redação.
Acompanhei de perto o drama vivido por Luiz Moyses, pois perdi
meu marido, pai de meus três filhos, naquele acidente.
Deixo aqui uma pergunta que não me sai da cabeça
e que já fiz à CPI do Senado, sem receber retorno:
onde estão os 23 minutos do voice recorder que não
foram divulgados? Por que não foram transcritos? Como
foi possível que uma voz feminina ficasse gravada no
voice recorder, se este só grava os sons da cabine?
Espero que desta vez alguém possa responder a essas
questões. Obrigada, Diogo. Obrigada, VEJA. Flavia Papa Caltabiano São Paulo, SP
Dominicanos
e advogados
A
propósito da entrevista do advogado Luiz Olavo
Baptista, nas Amarelas (19 de dezembro), Carlos Alberto
Libânio Christo, o Frei Betto, escreveu: "A
bem da verdade, não procede a afirmação,
contida na entrevista do doutor Luiz Olavo Baptista,
nas Páginas Amarelas (edição 2 039),
de que ele teria defendido os frades dominicanos presos
entre 1969-1973. Nosso advogado era o doutor Mário
Simas, conforme consta nos autos do processo, disponível,
a quem se interessar, nos arquivos do STM". O advogado
Mário Simas também escreveu à redação:
"Engana-se o advogado Luiz Olavo Baptista, ao afirmar
que foi o defensor de quatro frades dominicanos, durante
a ditadura militar. Jamais o foi. A defesa foi confiada
exclusivamente a mim do começo ao fim".
Luiz Olavo Baptista responde ao colega e ao dominicano:
"Advoguei junto com o Mário, a pedido do
Frei Domingos, prior do convento. Aliás, o fato
é público e aparece em livros publicados
sobre o episódio. Como disse, a uma certa altura
deixei o caso. Quanto ao Frei Betto, provavelmente o
sofrimento que teve o fez confundir as coisas".
Paulo Rezende
Dilmar Teixeira: morte
aos 74 anos e meio
A morte de Dilmar
Teixeira
Em fevereiro passado, a leitora Patrícia Almeida,
moderadora do grupo Síndrome de Down na internet,
escreveu para lembrar que Dilmar Teixeira, de Anápolis,
Goiás, personagem da reportagem "Down na
terceira idade" (7 de fevereiro), com 73 anos,
era o mais velho portador da síndrome no mundo.
Na semana passada, Patrícia informou VEJA da
morte de Dilmar, aos 74 anos e meio. O "flamenguista
Tatá", como era conhecido, sofria da doença
de Alzheimer e passou cinco dias internado na unidade
de terapia intensiva do Hospital Evangélico Goiano
antes de sofrer uma parada cardíaca.