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Edição 2042

9 de janeiro de 2008
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Cartas

"A cada balanço anual dos fatos, pouco sobra
de luz, paz e harmonia. Nosso planeta parece
ter entrado numa era de trevas."

Mauro Xavier Biazi
Guarapuava, PR

Retrospectiva 2007

Simplesmente magnífica a edição de encerramento de 2007 ("Retrospectiva 2007", 29 de dezembro). Toda a equipe está de parabéns, ganhando os leitores em memorização dos acontecimentos. Isso é cultura.
Marco Aurelio Mello
Brasília, DF

Quero cumprimentar VEJA pela Retrospectiva 2007, principalmente quando enfoca a imagem de Renan Calheiros rindo de nós, brasileiros. VEJA nos convida a refletir sobre esse assunto tão vergonhoso e ao mesmo tempo nos chama a atenção para o fato de esse senhor não ter mais o mesmo peso político ostentado enquanto presidente do Senado. Assim, mais uma vez, VEJA legitima o seu compromisso: "Mantém os leitores bem informados, fiscaliza o poder e não se furta a dizer o que julga correto", conforme a Carta ao leitor "O país que queremos ser" (17 de outubro de 2007). O primeiro passo para um Brasil melhor é ver esta busca: da notícia, da verdade e da formação de uma consciência crítica. Obrigada, VEJA, por fazer parte da história dos brasileiros.
Maria Alzira Leite
Belo Horizonte, MG

Convenhamos, em 2007 a realidade do Senado superou o melhor da nossa teledramaturgia. Nem Dias Gomes poderia imaginar um enredo mais caricato para a folclórica Sucupira. O ex-Renan superou Odorico Paraguaçu com a sua "catiguria". Como coadjuvantes, não esqueçamos os Cafeteiras, Sarneys, Almeidas Limas, Salgados, Lobões e cia.
Tito Schmitt
União da Vitória, PR

Em 2007, apesar do excelente momento mundial que empurrou nosso PIB acima dos 5%, muita coisa deprimente aconteceu no Brasil. O Senado Federal, que foi capaz de eliminar a famigerada CPMF, também foi capaz de absolver, duas vezes, o companheiro presidente Renan Calheiros, mesmo com provas cabais de malfeitorias de toda ordem. Em meio à comoção nacional, o assessor especial da Presidência da República, Marco Aurélio Garcia, fez gestos obscenos comemorando a notícia que poderia livrar o governo da responsabilidade na tragédia com o avião da TAM. Já a ex-diretora da Anac Denise Abreu indagava aos incrédulos familiares das vítimas o que eles poderiam esperar de um avião que cai de 1.100 metros de altitude, enquanto os sobreviventes passageiros dos aeroportos ouviam a ministra do Turismo, Marta Suplicy, mandá-los relaxar e gozar. Mas o que mais me chocou foi rever a foto do desespero da família do menino João Hélio, que foi arrastado pelas ruas do Rio de Janeiro até a morte. PIB, CPMF, gestos, palavras, musas e gols a gente esquece, mas essa cena vai ficar para sempre na memória do ano 2007.
Abel Pires Rodrigues
Rio de Janeiro, RJ

Mais uma vez VEJA nos presenteou com a Retrospectiva. Parabéns, e desejo a todos dessa equipe um super-2008. Afinal, vocês já fazem parte da minha vida.
Rogerio Spencer Lucchesi
Cuiabá, MT

VEJA transformou acontecimentos passados em notícias presentes, deu novo enfoque. Sugestão: fazer o mesmo com assuntos marcantes, mas esquecidos. Há muita coisa publicada pela imprensa em geral que deixa em nós, leitores ou ouvintes, a interrogação: que fim teve tal acontecimento?
Hilton Castelli
Curitiba, PR

VEJA proporcionou informações vitais para aqueles que buscam entender o que se passa no mundo atualmente.
Marcio Filipe Carvalho Pereira
Conselheiro Lafaiete, MG

Um tratamento analítico muito bem atualizado. Talento para dar e vender na paginação. Não ficou uma coisa repetitiva e enfadonha.
Eugênio Fernandes
Rio de Janeiro, RJ

O senador Wellington Salgado é sinônimo de inutilidade para o nosso país. Está no Senado sem receber nenhum voto do nosso povo (será que o ministro Hélio Costa não poderia arrumar um suplente melhor?), usufruindo excelente salário e todas as outras mordomias, não apresentou nenhum projeto importante até o momento, tem acusações sérias de crimes de sonegação e dedicou quase um semestre defendendo outro cínico e malfeitor, o senador Renan "Avacalheiros".
Celso Salgado de Melo
Uberaba, MG

É uma pena que a cara do Senado, antes da CPMF, estivesse mais próxima do senador Wellington Salgado (que foi eleito sem um único voto), pois o bom povo brasileiro merece algo próximo da cara do senador Pedro Simon, a responsabilidade, e não a malandragem.
Edivelton Tadeu Mendes
São Paulo, SP

Uma verdadeira vergonha para o povo brasileiro, ou brasiliano, como querem alguns. Estamos amargando a pole position dos piores entre os piores quanto ao índice educacional. Essa caverna que ilustra tão bem as páginas 80 e 81 parece a modernidade para nós, que temos uma taxa de repetência e qualidade de ensino das piores do planeta Terra.
Isaac Soares de Lima
Maceió, AL

Apesar dos pesares, o ano de 2007 foi legal: acabamos com a CPMF; elegemos o Cristo Redentor como uma nova maravilha do mundo; sediamos os Jogos Pan-Americanos; ganhamos um santo brasileiro, frei Galvão; descobrimos uma imensa plataforma de petróleo, Tupi; a economia nacional ficou entre as doze maiores do mundo; a Mega-Sena acumulou várias vezes; tiramos políticos corruptos de cargos importantes; a Coréia do Sul e a do Norte se aproximaram etc. Mesmo com acidentes aéreos e terrestres, com a extrema violência urbana e a insensatez de alguns, 2007 foi ótimo. Que venha 2008!!!
Adriano Henrique de Oliveira
Caruaru, PE

Foi esquecida a tragédia do Estádio da Fonte Nova, em Salvador, no dia 25 de novembro de 2007, que provocou diversas mortes.
Edvaldo Oliveira
Salvador, BA

As fotos dos corpos mutilados no Paquistão, do antebraço e mão decepados na bocarra do crocodilo, das quatro cabeças decepadas e do homem enforcado no Irã chocam.
Jair R. Garcia Júnior
Presidente Prudente, SP

 

100 perguntas

A Retrospectiva 2007 está sensacional. Todas as matérias foram muito bem escolhidas para reavivar nossa memória a respeito de fatos relevantes ocorridos no ano passado. Muito interessante também o teste das 100 perguntas para avaliar se o leitor entra antenado em 2008 (página 154). Parabéns a todos os responsáveis pela edição da revista e esperamos que neste novo ano VEJA continue fazendo o seu importante papel de informar, criticar, esclarecer, comunicar a seus leitores tudo o que se passa no Brasil e no mundo.
Maria Dilma Ponte de Brito
Parnaíba, PI

Soberba a idéia do teste. Certamente seria do agrado da grande maioria dos leitores se VEJA publicasse mensalmente algumas dezenas de perguntas da mesma natureza.
Conrado de Paulo
Bragança Paulista, SP

 

Carlos Langoni

Todas as vezes que ouço ou leio alguém defendendo o desfigurado programa Bolsa Família atual, lembro-me imediatamente de um trecho de um discurso de Ben Bernanke, presidente do Fed. Nesse discurso, Bernanke disse que o estado não deve atacar as diferenças sociais em si. Deve, na realidade, criar maneiras e oportunidades para que as pessoas resolvam o problema por elas mesmas. O governo brasileiro faz isso?
Marco Antonio Lisboa Carminé
Manaus, AM

 

Ideologia

É fato que os valores no Brasil se inverteram a tal ponto que os verdadeiros exploradores dos milhões de miseráveis do país, que são os políticos inescrupulosos, são capazes de subverter a verdade e gritar aos quatro cantos que aqueles a quem eles chamam de "elites", que estudam e trabalham, criam empresas, geram empregos e riquezas são os reais exploradores dessa gente.
Eduardo Roberto da Silva
Natal, RN

A pesquisa do sociólogo Alberto Carlos Almeida ("Educação faz bem", 29 de dezembro) traz à tona uma situação extremamente preocupante ao evidenciar a moral e a ética distorcidas confessadas pela população analfabeta que, somada aos analfabetos funcionais, compõe a maioria da população brasileira. Não é difícil descobrir a fonte de tal distorção. Tivesse o pesquisador estendido um pouco mais a investigação, teria constatado o que já é evidente para quantos que sabem ler e pensar: que a classe de nível superior se desmembra em dois segmentos, os não-políticos e os políticos, estes constituindo-se em mestres dos incautos analfabetos
Elizio Nilo Caliman
Brasília, DF

Sobre o estudo do sociólogo Alberto Carlos Almeida a respeito do confronto social brasileiro, alegra-me saber que existe hoje uma conscientização maior das "elites" com respeito às classes sociais menos favorecidas. Essa é uma questão que preocupa todo brasileiro que almeja ver uma sociedade mais justa, porém sem perder sua liberdade democrática e capitalista.
Ana Gabriela Amorim
Rio de Janeiro, RJ

 

Conquistas médicas

Em "Dez conquistas médicas" VEJA enfatizou a diminuição das cirurgias de revascularização miocárdica, substituídas progressivamente pelas angioplastias com stents, e até (grifo meu) pelo tratamento clínico. Gostaria de dar uma pequena contribuição. Os estudos Mass e Courage, na sua essência, mostraram que em uma parcela enorme de doentes coronarianos nem a cirurgia nem a angioplastia modificam prognósticos. Assim, o tratamento clínico otimizado pode controlar a maioria dos casos sem necessidade de procedimentos invasivos, incluindo os stents, cujo implante em larga escala está sendo questionado em todo o mundo. Stents na fase aguda do infarto podem fazer a diferença entre a vida e a morte; porém, em pacientes crônicos, devem ser indicados somente quando os sintomas são de difícil controle. Se os cardiologistas aceitarem mais essa constatação da medicina baseada em evidências e resistirem às pressões da indústria, o número de implantes de stents cairá drasticamente, economizando preciosos recursos que seriam redirecionados para ações de saúde mais eficazes e menos dispendiosas.
Aloir Queiroz de Araujo
Cardiologista doutor do Ministério da Saúde e da Universidade Federal do Espírito Santo
Presidente da Sociedade Brasileira de Cardiologia do Espírito Santo
Vitória, ES

Mais do que entender a anorexia e a caquexia mortais causadas por muitos cânceres, a descoberta da citocina inibitória de macrófagos (MIC-1) e de seus mecanismos de ação representa mais uma perspectiva para os obesos. A nota de VEJA diz muito bem que a aplicação de tal informação pode demorar até dez anos. Pode também se tornar uma frustração como foi a leptina, há catorze anos. Coincidência ou não, no início dos estudos com a leptina sua administração em ratos saudáveis também causava anorexia e caquexia. De aplicação imediata são as informações sobre dietas saudáveis e personalizadas para perda de peso, assim como sobre a prática de atividades físicas. Um livro sensacional, por sua clareza e objetividade, e que passou despercebido em 2007 é Dieta dos 10 Passos: o Emagrecimento Definitivo (Phorte Editora, 2007). Ao contrário dos livros traduzidos que vêm com "receitas temporárias" para perda de peso, Dieta dos 10 Passos traz informações de como o peso corporal é controlado, de como as dietas funcionam inicialmente e depois falham e de como deve ser uma dieta eficiente. Por exemplo, quantas pessoas sabem que o exercício físico "desliga a fome"?
Jair R. Garcia Júnior
Presidente Prudente, SP

 

Frases do ano

A solicitação de dinheiro a um empresário de bingos por parte de Vavá, irmão do presidente Lula, em telefonema gravado pela Polícia Federal, demonstra como uma classe especial de cidadãos se enriquece à margem do estudo, conhecimento e trabalho. Se desejar que seu filho ou neto se saia bem na vida, não o oriente a estudar, pois ele poderá ser subordinado de um "Ô, arruma dois pau pra eu!".
Edivelton Tadeu Mendes
São Paulo, SP

Na insatisfação das insatisfações com o Congresso Nacional no ano de 2007, uma frase ficará marcada para sempre, por retratar bem a personalidade de muitos políticos. "Tem gente que miou. Entrou Lampião e saiu Maria Bonita", dita por Renato Casagrande, senador (PSB-ES), relator em um dos processos de cassação de Renan Calheiros. Que no ano que se inicia tenhamos mais ética e respeito pelos brasileiros, que tanto sofreram com vergonha de pertencer a uma nação que teve uma representatividade escabrosa no Congresso em 2007.
Diógenes Pereira da Silva
Uberlândia, MG

 

Justiça que vem de fora

Na matéria "Justiça que vem de fora" (29 de dezembro), vê-se que o histórico da impunidade no Brasil é realmente impressionante. Homens que cometeram inúmeras atrocidades na época da ditadura puderam definhar sem se preocupar com nenhum tipo de punição. Será que teremos de esperar que outras juízas italianas se preocupem em penalizar os que ainda restam?
Marcio Filipe Carvalho Pereira
Conselheiro Lafaiete, MG

A impressão que se tem é que somente os militares cometeram crimes. A Lei da Anistia vale para ambos os contendores, para militares e seus apoiadores e para militantes da esquerda radical. Querer acusar homens que dedicaram a vida à pátria de ser assassinos de dois ou três guerrilheiros é pura impostura. Os comunistas, naquela época, atuavam em conjunto internacionalmente. Nada mais natural que os governos se unissem para combatê-los. A América Latina continua atrasada e pobre por influência dessas esquerdas, que inclusive são mostradas nessa mesma edição de VEJA.
Cezar Augusto Rodrigues Lima Junior
Por e-mail

Um país que teve o fascismo, que tem a Máfia, quer dar ordem ao Brasil? Vamos punir também os assaltantes de banco, seqüestradores de embaixadores (Franklin Martins é um deles), assassinos de recrutas, guerrilheiros etc. Vamos punir também quem queria fazer do Brasil uma Cuba. Devíamos dar graças a Deus pelo fato de os militares nos terem livrado dessa corja toda antes, pois os que sobraram estão assaltando os cofres do país.
Roberto Tavares
São Paulo, SP

 

A resistência da fé

Como médico, professor e mestre em ciências e saúde, afirmo que, a despeito dos vários indícios científicos, muitos deles questionáveis, a evolução não pode ser considerada, ou pior, ensinada como uma verdade absoluta, na medida em que representa, ainda, apenas uma teoria. Se houve mesmo evolução das espécies, onde estão os "elos perdidos", nunca achados pelos cientistas? Como tudo pode ter surgido do nada, no Big Bang? Portanto, assim como os religiosos não podem provar aquilo em que acreditam, os cientistas ateus também não. Ou seja, todos precisam de fé para sustentar suas posições.
Fábio Martins Soares
Teresina, PI

Sou médico, nasci numa família tradicionalmente católica, fui seminarista com intenção de me tornar padre, abandonei a igreja por anos e atualmente sou batista, e minha fé em Jesus Cristo só aumenta. Não tenho fé suficiente para ser ateu: como médico, crer que evoluímos de uma ameba, após uma teórica explosão (Big Bang), carece de mais fé do que crer que um projetista inteligente universal (Deus) criou todas as coisas que existem. Fé é uma coisa que só entende quem tem.
Jimi Scarparo
São Paulo, SP

A indagação sobre Deus não se confunde com o uso humano dessa idéia. Mesmo o ateísmo é questão de fé – fé em que Deus não existe.
Mário Sussmann
Manaus, AM

Minha crença em religião acabou depois dos atentados de 11 de setembro de 2001. A partir daquele momento pude perceber que, segundo a crença religiosa, a fé não só remove montanhas, ela também pode remover prédios e matar pessoas mundo afora, em nome de Deus. Uma curiosidade chama minha atenção. Nunca vejo os religiosos, de todas as correntes, levantando a bandeira ou fazendo greve de fome por boas escolas e ensino de primeira. Certamente eles sabem que, quanto mais instruído, menos religioso o individuo será. O mundo seria bem melhor se essa relação do homem com "Deus" não precisasse de intermediários.
Francisco Rodrigues Neto
Paulo Afonso, BA

 

Roberto Civita

Sempre é reconfortador ler o que escrevem os Civita ao fim de cada ano. Antes o Victor e, há algum tempo, o Roberto Civita ("O desafio agora é não esmorecer", 29 de dezembro). Quem puxa aos seus não degenera. Alcunhei o criador da Editora Abril de "o JK da Comunicação". Seu filho recebeu esse extraordinário legado e segue na mesma linha. Reconforta-nos porque, a despeito de tantos e tamanhos interesses, diversos e diversificados, a revista VEJA mantém sua independência no seu mister diuturno, professando o jornalismo no que ele tem de melhor, de mais sagrado, que é informar a verdade dos fatos com realismo e senso de estrita oportunidade. Além de tudo isso, tem essa revista um dos melhores quadros de articulistas. Parabéns a toda a equipe de VEJA.
Kleber Kauark Kruschewsky
Por e-mail

Gostaria de dizer que só educação não é solução para o Brasil e que, dentro de vários fatores, o planejamento familiar é imprescindível. Vemos diariamente nos jornais notícias de famílias com quatro ou mais filhos que não possuem a mínima condição de sobrevivência, não têm acesso a educação, moradia, saúde, entre outras coisas essenciais a um ser humano. Além disso, em 2007 acompanhamos nos noticiários mães que abandonaram filhos recém-nascidos, na maior parte por desespero. Todos os veículos de comunicação citam bastante o abandono, mas não falam que este é decorrente da dificuldade de acesso ao planejamento familiar. As barreiras que impedem esse acesso são muitas, principalmente a escassez de recursos destinados à saúde. Muitas mulheres que procuram os postos para obter o planejamento familiar não encontram sequer pílulas anticoncepcionais para a prevenção da gravidez. O que é um absurdo em um país que busca o crescimento e em cuja Constituição há a garantia do direito de todos os cidadãos aos métodos de concepção e contracepção pelo SUS. Poucos sabem da existência dessa lei e exigem seus direitos. A imprensa, em seu papel cívico, poderia divulgar a Lei do Planejamento Familiar com mais freqüência. Paternidade e maternidade responsáveis são a fórmula para o combate à pobreza e às injustiças sociais. Parabéns pelo trabalho à frente da Editora Abril e principalmente por VEJA.
Márcia Lins
ONG Vida Digna – Planejamento Familiar
Belo Horizonte, MG

Nós, brasileiros, somos alegres e há tempos aguardamos esse momento tão positivo. É preciso que cada cidadão abrace a idéia de cobrança, responsabilidade e na hora de votar procure sempre o melhor para o país. O Brasil é a grande potência da América do Sul – e tem capacidade para muito mais. Sejamos mais brasileiros, mais alegres, mais humanos, mais irmãos.
Silvio Sales Botelho
Goiânia, GO

VEJA abre a última edição do ano com a Carta do editor, de Roberto Civita. Civita explica que Janus, "o deus das portas e transições da mitologia romana, deu seu nome ao mês de janeiro pela capacidade de simultaneamente ver passado e futuro". Janus tem duas caras e é utilizado como veículo para que não percamos de vista que 2007 foi um ano de recordes, em especial na frente econômica, com a manutenção da estabilidade monetária e o acelerado crescimento da prosperidade mundial. Foram criados 2 milhões de empregos formais, o crédito cresceu mais de 50%, 100.000 novos imóveis foram vendidos, mais 2,5 milhões de carros saíram às ruas. Uma no cravo. Mainardi relata o caso de um brasileiro comum, poderia ser eu ou você, que mostra o fundo da fossa em que Janus mergulha a sua outra cara para observar que o país da luz do editor Civita carrega suas sombras, iluminadas pelo colunista Mainardi. É revelada a sordidez do comportamento da elite no poder. Outra na ferradura. O mais importante executivo e o colunista-operário merecem espaços igualmente nobres para trazer à minha casa uma revista plural e sem preconceitos como sempre, em todas as semanas do ano. Como assinante, que recebo e leio VEJA com o coração disparado, indagando-me "qual será a surpresa de hoje?", peço para 2008 apenas isso que tive em 2007: mais do mesmo.
Neil Ferreira
São Paulo, SP

 

Diogo Mainardi

Diogo conseguiu traduzir em seu artigo "Ficamos mais bestiais" (29 de dezembro) o que venho sentindo há algum tempo. Ficamos bestiais. Quando mocinha, ficava horrorizada quando alguém jovem não se levantava para uma senhora. Hoje, as senhoras têm o perfil "dança da pizza", e não ligo se os jovens não me cederem lugar. Nessa realidade brutal, Luiz Moyses é apenas mais uma vítima de uma seqüência interminável de tragédias, banalizada pelo nosso presidente: a besta-mor.
Milene Quintanilha Ribeiro
São Paulo, SP

Perdi dois irmãos no acidente da TAM de 2007 e o meu melhor amigo no acidente da TAM de 1997. Gostaria de elogiar Diogo Mainardi e VEJA por nos ajudar a evitar que outras pessoas passem pelo que eu e todos os familiares das vítimas estamos passando.
Mariana Caltabiano
São Paulo, SP

Quero deixar para o Diogo Mainardi os meus mais sinceros agradecimentos pela grande piedade e compaixão por nós, parentes das vítimas do vôo TAM JJ 3054. VEJA deve se orgulhar muito de ter um jornalista como ele em sua redação. Acompanhei de perto o drama vivido por Luiz Moyses, pois perdi meu marido, pai de meus três filhos, naquele acidente. Deixo aqui uma pergunta que não me sai da cabeça e que já fiz à CPI do Senado, sem receber retorno: onde estão os 23 minutos do voice recorder que não foram divulgados? Por que não foram transcritos? Como foi possível que uma voz feminina ficasse gravada no voice recorder, se este só grava os sons da cabine? Espero que desta vez alguém possa responder a essas questões. Obrigada, Diogo. Obrigada, VEJA.
Flavia Papa Caltabiano
São Paulo, SP

 

 

Dominicanos e advogados

A propósito da entrevista do advogado Luiz Olavo Baptista, nas Amarelas (19 de dezembro), Carlos Alberto Libânio Christo, o Frei Betto, escreveu: "A bem da verdade, não procede a afirmação, contida na entrevista do doutor Luiz Olavo Baptista, nas Páginas Amarelas (edição 2 039), de que ele teria defendido os frades dominicanos presos entre 1969-1973. Nosso advogado era o doutor Mário Simas, conforme consta nos autos do processo, disponível, a quem se interessar, nos arquivos do STM". O advogado Mário Simas também escreveu à redação: "Engana-se o advogado Luiz Olavo Baptista, ao afirmar que foi o defensor de quatro frades dominicanos, durante a ditadura militar. Jamais o foi. A defesa foi confiada exclusivamente a mim do começo ao fim". Luiz Olavo Baptista responde ao colega e ao dominicano: "Advoguei junto com o Mário, a pedido do Frei Domingos, prior do convento. Aliás, o fato é público e aparece em livros publicados sobre o episódio. Como disse, a uma certa altura deixei o caso. Quanto ao Frei Betto, provavelmente o sofrimento que teve o fez confundir as coisas".



Paulo Rezende
Dilmar Teixeira: morte aos 74 anos e meio

A morte de Dilmar Teixeira


Em fevereiro passado, a leitora Patrícia Almeida, moderadora do grupo Síndrome de Down na internet, escreveu para lembrar que Dilmar Teixeira, de Anápolis, Goiás, personagem da reportagem "Down na terceira idade" (7 de fevereiro), com 73 anos, era o mais velho portador da síndrome no mundo. Na semana passada, Patrícia informou VEJA da morte de Dilmar, aos 74 anos e meio. O "flamenguista Tatá", como era conhecido, sofria da doença de Alzheimer e passou cinco dias internado na unidade de terapia intensiva do Hospital Evangélico Goiano antes de sofrer uma parada cardíaca.



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