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Edição 1 733 - 9 de janeiro de 2002
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LIVROS

Buzzati: pérola para crianças

A Famosa Invasão dos Ursos na Sicília, de Dino Buzzati (tradução de Nilson Moulin; Berlendis & Vertecchia; 160 páginas; 34 reais) – O jornalista e escritor italiano Dino Buzzati (1906-1972) ganhou o respeito dos críticos e fez sucesso de público graças ao romance O Deserto dos Tártaros. Ao se aventurar pela literatura infantil, também produziu uma pequena jóia. A Famosa Invasão dos Ursos na Sicília é uma fábula cuja narrativa alterna prosa e verso, entremeada com ilustrações coloridas do próprio autor. O cenário é uma Sicília fantástica. No topo de montanhas cobertas de neve, num tempo remoto, habita uma comunidade de ursos. Um dia, pressionados pela falta de comida, eles descem às planícies – onde travarão uma batalha contra os homens e tentarão resgatar um ursinho seqüestrado por caçadores. Por trás da história inocente, Buzzati tece uma alegoria sobre as atrocidades da II Guerra Mundial, em pleno andamento quando ele publicou sua obra.

Uma Sombra Logo Serás, de Osvaldo Soriano (tradução de Eric Nepomuceno; Relume Dumará; 200 páginas; 25 reais) – Osvaldo Soriano é um nome essencial da literatura contemporânea argentina, cujos temas preferidos eram a derrota, o vazio existencial, a falta de perspectivas. Dono de um humor cáustico, o escritor (morto em 1997, aos 54 anos) acabou exilado durante os anos de chumbo da ditadura militar naquele país. Escrito em 1990, Uma Sombra Logo Serás ganha uma reedição oportuna no Brasil – seu primeiro lançamento por aqui, há nove anos, passou completamente despercebido. Neste momento de crise na Argentina, a ficção de Soriano é mais atual que nunca. Seu protagonista é um especialista em informática que perdeu o emprego, está sem um tostão no bolso e mal tem o que comer. Ele perambula pelo interior do país e cruza com outros personagens marginais: uma cartomante, um banqueiro falido e um golpista que se faz passar por italiano.

 

TELEVISÃO

O casal Arnolfini: aula sobre arte
Grandes Mestres da Pintura (Quintas, às 22h30, na TV Cultura) – Esta série tem a grife da produtora anglo-germânica RM, a maior usina de documentários sobre arte do mundo – seu acervo é de 2.500 horas de conteúdo do gênero. Os 24 programas que a emissora educativa paulista TV Cultura colocará no ar ao longo de 2002 fogem ao lugar-comum e abordam desde os mestres do século XV até artistas contemporâneos. Em vez de se deterem apenas em curiosidades biográficas, os documentários vão fundo na análise estética de cada pintor e são verdadeiras aulas de história da arte, sempre administradas por um especialista na matéria. A série estréia nesta semana abordando o artista flamengo Jan van Eyck (1395-1441), autor do retrato Giovanni Arnolfini e Sua Esposa, entre outras obras-primas. A partir do estudo de seus principais quadros, demonstra-se como ele foi um precursor do Renascimento e um dos primeiros artistas a refinar a técnica da pintura a óleo. Já estão confirmados para as quatro semanas seguintes, pela ordem, títulos sobre Brueghel, Rubens, Rembrandt e Velázquez.

 

DISCOS

Eternal, The Isley Brothers (Universal) – Em quatro décadas de carreira, os irmãos Isley nunca deixaram de acompanhar as evoluções da música negra americana. Aliás, freqüentemente estiveram na vanguarda dessas mudanças. Foram os primeiros "patrões" de Jimi Hendrix, que tocou guitarra em sua banda, e caíram com tudo no funk, nos anos 70. Agora eles se aproximam das batidas eletrônicas do hip hop, sob a batuta de um produtor antenadíssimo como R. Kelly. As concessões à "modernidade" não interferem nas principais qualidades dos irmãos, que são os vocais em falsete de Ron Isley e os solos repletos de efeitos do guitarrista Ernie Isley. Eternal é o trabalho mais bem-sucedido do grupo em anos recentes, das baladas como Contagious às canções dançantes como Move Your Body. Atenção para a surpreendente versão de If You Leave Me Now, sucesso do grupo Chicago na década de 70.

Eee-0 11: the Best of the Rat Pack, Frank Sinatra, Dean Martin e Sammy Davis Jr. (EMI) – Na década de 50, o trio de cantores e mais o ator Peter Lawford criaram o Rat Pack, uma patota de amantes da farra. O Rat Pack produziu filmes curiosos, como Ocean's Eleven (que recentemente foi refilmado pelo diretor Steven Soderbergh), mas nada se compara às suas realizações musicais. Esta coletânea traz algumas das melhores canções gravadas por Sinatra, Martin e Davis Jr. O primeiro brilha nas versões de The Lady Is a Tramp, da dupla Rodgers & Hart, e em duas faixas dificílimas de encontrar em disco: I'm Gonna Live Till I Die e Mr. Success. Sammy Davis está no auge de sua forma em The Birth of the Blues e Dean Martin surpreende em Volare, aquele hit manjado de cantinas italianas. Uma delícia.

Motherland, Natalie Merchant (WEA) – Depois de deixar o grupo americano 10,000 Maniacs, em meados dos anos 90, a cantora e compositora Natalie Merchant tornou-se diva das feministas e lésbicas americanas, abordando em suas letras (que são acima da média) temas como o aborto ou a violência contra mulheres. Mas mesmo quem não entende uma palavra de seus versos, ou não se interessa pelos assuntos de que ela trata, tem motivos para apreciar seu trabalho. Sua voz grave é uma das mais marcantes do pop atual, e ela é uma ótima melodista. Motherland é seu disco-solo mais homogêneo e enxuto – nos outros sempre há alguma faixa lamurienta demais. Com produção do guitarrista T-Bone Burnett (que tem no currículo obras com Bob Dylan e Elvis Costello), o CD traz as habituais composições em estilo folk da cantora, mas com pitadas de sons latinos e até árabes.

 

VÍDEO

Conte Comigo (You Can Count on Me, Estados Unidos, 2000. Paramount) – O amor entre irmãos não é um tema que costume render muitos sucessos no cinema americano. Este filme modesto, porém, ganhou uma repercussão inesperada – e merecida – com a indicação aos Oscar de roteiro e de atriz, para Laura Linney, no ano passado. Laura se revela uma atriz competente no papel de uma mãe solteira ultraciosa de seus deveres. Sua vida sai de prumo, no entanto, com o retorno à cidade de seu irmão caçula (Mark Ruffalo), um desses sujeitos para quem tudo parece dar errado – e, para culminar, com a chegada de um novo gerente (Matthew Broderick), um chato contumaz, ao banco em que ela trabalha. O filme equilibra drama e humor com destreza, sem forçar a mão para um lado ou outro. Também em DVD.

 

   
 



Fontes: São Paulo: Cultura, Laselva, Saraiva, Livraria da Vila, Nobel, Siciliano, Fnac; Rio: Saraiva, Laselva, Sodiler, Siciliano; Porto Alegre: Saraiva, Livraria Ed. Porto Alegre, Siciliano; Brasília: Sodiler, Siciliano, Saraiva; Recife: Sodiler, Saraiva, Siciliano; Natal: Sodiler; Florianópolis: Siciliano; Goiânia: Siciliano; Fortaleza: Siciliano, Laselva; Salvador: Siciliano; Curitiba: Siciliano, Saraiva; Belo Horizonte: Siciliano, Leitura; Maceió: Sodiler.
   
 
   
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