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Lauro Jardim [e-mail: ljardim@abril.com.br ]
Aécio, o sombra Está sendo redobrada neste início de ano a pressão do estado-maior serrista para que Aécio Neves manifeste de uma vez por todas apoio a José Serra na corrida para o Palácio do Planalto. Querem jogar pelos ares a história de que Aécio seria o "plano B" tucano na eventualidade de a candidatura Serra não emplacar. Mas que o "plano B" existe, existe.
Mudanças no Bradesco Mario Teixeira está se preparando para deixar a presidência da Bradespar, a poderosa holding que cuida das participações do Bradesco em empresas não-financeiras. Voltará a ocupar uma das vice-presidências do conselho de administração do maior banco privado do Brasil. Está vago, portanto, um dos mais cobiçados postos executivos do país. Que nenhum forasteiro se anime: a sucessão será interna como reza a lei do Bradesco. Oferta americana A Schering-Plough americana está tentando comprar por 30 milhões de dólares os 42% de participação que o laboratório Aché tem na Schering-Plough Brasil.
Preparando a decolagem Na sede da Varig, é coberto com um véu de mistério absoluto o anúncio que a empresa fará ao mercado no fim do mês. O pouco que transpira dá conta de que é um negócio de peso, capaz de conferir fôlego de atleta olímpico à companhia.
Pesquisa nunca mais O novo secretário de Comunicação da Presidência da República, Bob Vieira da Costa, decidiu não gastar nem mais um tostão em pesquisas de opinião até o fim do governo FHC. Parece uma loucura. Afinal, os governos viraram escravos das pesquisas nos últimos anos. Mas a lógica de Bob é perfeita. Ele acha que já tem gente demais fazendo levantamentos de todos os tipos. E que é só pegar os já existentes e trabalhar em cima dos resultados. Ou seja, o governo vai pegar carona nas pesquisas alheias.
Estado máximo 1 O mais recente estudo do BNDES sobre empregos no Brasil traz uma notícia boa e uma ruim. Primeiro, a boa: a Região Nordeste ultrapassou o Sudeste na criação de postos de trabalho no ano passado. A notícia ruim é que o setor público nordestino foi o que mais empregou. É a "Nordestebrás" avançando. Estado máximo 2 Aliás, o mesmo estudo mostra que, no ranking de quem mais encheu as repartições públicas, a Região Norte está em segundo lugar, seguida do Centro-Oeste e do Sul. Em todas elas, as repartições ficaram mais cheias. A exceção foi o Sudeste, onde há mais cadeiras vazias do que há cinco anos.
O país das estatísticas? Quantos sindicatos existem no país? Não tem idéia? Nem o governo. A quem pergunta, os técnicos do Ministério do Trabalho respondem com uma "estimativa" de 17.000. O cálculo deixou de ser feito em 1988, quando existiam 9.954 representações de trabalhadores e empregados no país. Devem ter coisa mais importante para fazer.
O Leão solto nos tribunais O Leão está ficando com os dentes mais afiados, mas, por motivos vários, acaba mordendo poucos. Um exemplo: tem crescido o número de representações penais encaminhadas pela Receita Federal ao Ministério Público. Foram 1.900 pedidos feitos em 1999 contra 2.296 no ano passado. Nem sempre dá certo. O único Estado onde se tem levado a sério esse negócio de colocar sonegadores na cadeia é o Rio Grande do Sul.
Navegação conjunta O Opportunity, de Daniel Dantas, e o GP Investimentos, de Jorge Paulo Lemann, pensam em juntar o iG com o mais novo provedor de internet da praça, o iBest. Mas, se acontecer, a fusão só sai no segundo semestre.
Concorrência paralela O novo portento do mercado de cigarros no país é a desconhecida (e brasileiríssima) American Virginia, uma das rainhas da sonegação nacional. Ela está tomando de assalto o espaço da concorrência, ocupando principalmente as bancas de camelôs no centro das grandes cidades. Graças a uma bem montada rede de vendas no paralelo, está ameaçando as grandes concorrentes feito gente grande. Com 7,5% de participação numa estimativa que inclui o mercado negro , já está perigosamente próxima da Phillip Morris, a maior fabricante do mundo, que tem por aqui suados 9%.
Planeta hambúrguer Não há, nos Estados Unidos, nenhuma loja do McDonald's que venda mais que a filial do Shopping Interlagos, em São Paulo. Pela terceira vez, ela integra a lista das lanchonetes da rede cujas caixas registradoras tilintam mais de 2 milhões de pedidos por ano. Agora ficou com o quinto lugar na disputa com 27.000 outras lojas, perdendo apenas para concorrentes da Rússia, Alemanha, Inglaterra e China.
Pausa para a pipoca Quem tem problema de coluna vai adorar. A UCI, dona de 99 salas de cinema no país, está trazendo em caráter experimental para o Brasil o sistema europeu de intervalos em filmes de longa duração. Serão dez minutos, no meio da fita, com direito a comprar pipoca e refrigerante, como no teatro. A novidade será testada nos 25 cinemas da rede americana que estão projetando as três horas de O Senhor dos Anéis.
Colaborou Ronaldo França |
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