
estasemana
colunas
seções
arquivoVEJA
 |
 |
| (conteúdo
exclusivo para assinantes VEJA ou UOL) |
 |
Crie
seu grupo

|
|
A vez dos outros
Em Trapaceiros,
Woody Allen
deixa o seu elenco brilhar

Isabela Boscov
Mudanças
podem ser benéficas para todo mundo. Até para Woody Allen,
que encontrou na sua persona de nova-iorquino sofisticado e neurótico
um manancial do qual tira um filme por ano, em média. Em Trapaceiros
(Small Time Crooks, Estados Unidos, 2000), que estréia nesta
sexta-feira em São Paulo e no Rio, Allen continua neurótico,
mas não tem nada de sofisticado. Ele é "O Cérebro"
Ray, apelido jocoso que ganhou na prisão por causa de sua inépcia
para a vida de crimes (ou qualquer outra vida, na verdade). Ray, porém,
planeja mais um golpe "infalível": alugar uma pizzaria vazia e,
do porão desta, cavar um túnel até o banco vizinho.
Para disfarçar, sua mulher, Frenchy, transforma o ponto numa loja
para vender seus biscoitos. O túnel não dá em nada,
mas os biscoitos são um sucesso e deixam o casal milionário.
Logo eles serão presa de todo tipo de golpista, como o marchand
canalha vivido com inspiração por Hugh Grant. É um
dos filmes mais despretensiosos de Allen nos últimos tempos, e
também um dos mais divertidos. Nem tanto porque ele convença
como paspalho, mas porque deixa o território livre para outros
grandes comediantes como a inglesa Tracey Ullman, que faz Frenchy,
e a veterana diretora e roteirista Elaine May, que dá um baile
no papel de uma solteirona simplória.
|
|
 |
|
 |

|
 |