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Inferno astral
Casa
dos Artistas não era o
único problema do Fantástico

Marcelo Marthe
Divulgação Rede Globo
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| O
quadro de Denise Fraga: popular, mas começa a cansar |
O programa
Fantástico está passando por uma crise sem precedentes.
Ela começou com a primeira derrota para o Casa dos Artistas,
do SBT, no final de outubro. Nunca antes, em 28 anos de existência,
a atração dominical da Globo havia ficado em desvantagem
no ibope. Depois do ataque inicial, sucederam-se as surras. Restou esperar
que, com o fim do programa da emissora de Silvio Santos, as coisas voltassem
ao rumo de sempre. Não foi o que aconteceu. Nos dois últimos
fins de semana, o Fantástico perdeu novamente para o SBT
no dia 23 de dezembro, apanhou do Desafio dos Alunos Nota Dez, uma
competição entre estudantes ginasiais, e, no dia 30, para
a edição do Show do Milhão estrelada por políticos.
As oito derrotas consecutivas causam apreensão e devem resultar
em algumas mudanças embora oficialmente a cúpula da Globo
mantenha um ar blasé e afirme que os ajustes não são
motivados pela queda na audiência. Em breve, por exemplo, o Fantástico
poderá ter um novo cenário. Ganhará ainda várias
atrações, como um quadro de denúncias feitas a partir
de vídeos caseiros enviados pelos espectadores e um concurso de
modelos que servirá de passaporte para uma ponta na próxima
novela das 7. Nos bastidores da rede carioca, porém, muita gente
acha que as derrotas no ibope apenas escancararam uma situação
que vinha se arrastando. O programa estava insosso demais, com reportagens
sem graça e variedades de menos. Mesmo quadros populares, como
o Retrato Falado, da atriz Denise Fraga, já revelariam sinais de
esgotamento. "O cansaço da fórmula é flagrante. Faz
tempo que o Fantástico requer uma sacudida", diz um diretor
da Globo. Difícil não concordar.
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