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Dia de matança
Em Rondônia,
27 presos são
trucidados na penitenciária
Não
houve tentativa de fuga em massa durante o massacre de presos dentro da
Penitenciária José Mário Alves da Silva, em Porto
Velho, na madrugada da quarta-feira passada. Quando foram para cima das
vítimas armados de paus, pedras e estiletes improvisados, os 300
detentos que participaram da chacina queriam mesmo era matar os companheiros.
Pretendiam trucidar 72. Só conseguiram pegar 27, cujos corpos foram
sendo amontoados no pátio do presídio durante as dezoito
horas de revolta. Para alcançar os alvos, derrubaram as paredes
internas das celas, feitas de tijolos de barro e blocos de concreto. Para
se armar, arrancaram pedaços de ferro de dentro das estruturas
de concreto da prisão, cuja precariedade da construção
interrompida há seis anos se agravou com o tempo e a manutenção
inadequada. Tudo contribuiu para a batalha esperada na caixa de violência
de uma prisão , a começar da manobra realizada pela direção
da penitenciária no dia anterior.
No ano passado,
dezessete foram mortos na permanente guerra de quadrilhas que pretendem
controlar o tráfico de drogas e a venda de proteção
atrás das grades. O diretor do presídio, Jordano Giovani,
já tinha enviado mais de setenta outros ameaçados para celas
especiais quando fez a operação que detonou a tragédia.
Como havia 35 presidiários tidos como principais matadores dentro
da cadeia, Giovani inverteu a situação. Mandou esses homicidas
para as celas seguras e fez os ameaçados voltar para as áreas
comuns da prisão. Os mais violentos tinham seus seguidores. Meia
hora depois, começaram os tumultos que levaram ao massacre. Segundo
o superintendente de Assuntos Penitenciários, Abimael dos Santos,
a única ordem oficial tinha sido a de trancar todos os presos nas
celas, porque havia boatos sobre uma rebelião.
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