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Edição 1 733 - 9 de janeiro de 2002
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Chuva, champanhe e campanha

Deve-se ao prefeito do Rio, Cesar Maia, a única novidade verdadeira da passagem do ano: a invenção do justiçamento meteorológico. Furioso com a previsão (não confirmada) de chuvas e trovoadas na noite do réveillon, ele ameaçou ir às barras dos tribunais para processar o previsor, Luiz Carlos Austin, do Instituto Nacional de Meteorologia. Fora isso, felizmente, a entrada no ano das eleições presidenciais seguiu os rituais de praxe: celebridades fugindo de paparazzi, celebridades posando para paparazzi, um novo amor no currículo de Vera Fischer, um político aceitando amabilidades de um empresário que não-têm-nada-de-suspeito-mas-ficaria-melhor-não-ter-aceitado, outra confraternizando com o povo nesta-festa-da-paz-em-que-não-se-fala-de-política-de-jeito-nenhum – enfim, uma entrada sem sustos em 2002.

Nascida em berço supersticioso, neste réveillon a governadora do Maranhão e presidenciável do PFL, Roseana Sarney, não quis dar chance ao – toc, toc, toc – azar. Toda de branco, caminhou sobre sal grosso, comeu lentilhas, deglutiu romãs e pulou sete ondas. Antes de abrir o Palácio de São Marcos para a impressionante boca-livre que atraiu mais de mil bocas, ela foi sozinha pedir a bênção e fazer seu pedido (qual seria?) a Iemanjá.

O presidenciável do PT, Luís Inácio Lula da Silva, também terminou 2001 na praia, muito bem instalado na casa de oito suítes do empresário Mauro Dutra em Búzios, no litoral do Rio de Janeiro. Dono de uma empresa de informática, Dutra diz que cedeu a casa porque é amigo de amigos de Lula, a quem conhece "um pouquinho". Lula, o próprio, não diz nada: ficou passeando na praia, acompanhado da patroa, Marisa, de chinelo na mão e cara de contente.

Na falta de Brad Pitt, que fez que vinha mas não veio, o posto de celebridade internacional ficou com a modelo Naomi Campbell, que comemorou a chegada de 2002 na festa do publicitário Nizan Guanaes em Trancoso, na Bahia. Apesar de ter sido vista em alguns momentos com o olhar para lá do Monte Pascoal, seu cavalheiro anfitrião, o apresentador Luciano Huck, dá atestado de bom comportamento à hóspede. "Sou testemunha ocular de que ela não fez nada de extravagante", diz. Enroscou, é fato, as pulseiras de brilhantes e o anelão de esmeralda com o empresário paulista Gil Farah, em beijos mais que públicos, mas, em réveillon, isso é o mínimo, certo?

Fernanda Fernandes
Vera faz tintim com Murilo, os fogos espoucam, a vida é bela: namorado novo

De vestido cada vez mais curto e sorriso cada vez mais largo, Vera Fischer, 50 anos, brilhou mais que os fogos de artifício na Praia de Copacabana, grudadinha no novo namorado, o ator Murilo Rosa, 31. "Para mim a virada do ano foi marcante", empolga-se Murilo. "E estou otimista para os próximos meses." Ah, as esperanças de ano novo.

A bordo de seu iate, no mar de Angra dos Reis, a apresentadora Ana Maria Braga tinha o melhor motivo do mundo para viver uma passagem de ano inesquecível: a alta que recebeu do tratamento contra o câncer. "Foi um réveillon emocionante. Agradeci muito e só pedi uma coisa: saúde para todos", disse a pescadora inveterada, que no fim da semana só alimentava uma mágoa – ainda não tinha fisgado um único peixe.

Ao contrário da colega Naomi, a modelo Gisele Bündchen passou o fim de ano mais caseiro do mundo, escondidinha, como hóspede, junto com os pais e as cinco irmãs, da também modelo Fernanda Tavares na Praia de Ponta Negra, em Natal. A meia-noite foi festejada com os amigos (no total, claro, muito mais mulheres do que homens) em volta da piscina, assistindo à queima de fogos da cidade. Depois, karaokê para todo mundo, numa sala da casa. De Leonardo DiCaprio, seu par no réveillon passado, nem sinal.

 

Editado por Lizia Bydlowski.
Colaboraram Bel Moherdaui, Silvia Rogar e Thaís Oyama

 

 
 
   
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