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Edição 1 733 - 9 de janeiro de 2002
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Lições do caos argentino

Reuters

Militantes queimam pneus nos protestos da semana passada em Buenos Aires


Nesta virada de ano, a Argentina teve cinco presidentes da República em apenas doze dias. Por duas vezes se decretou o estado de sítio, que suprimiu direitos constitucionais dos cidadãos. É um recorde mundial e, talvez, histórico de instabilidade política concentrada em tão pouco tempo. Nos momentos mais assombrosos de nossa economia inflacionária, nós, brasileiros, medíamos o grau de desajuste do país pela troca freqüente de ministros da Fazenda. Chegamos a ter seis em apenas dois anos, durante o governo de Itamar Franco. O quarto deles veio a ser o senador Fernando Henrique Cardoso, que, eleito presidente da República, foi instrumental na estabilização econômica do país. Produzida pela insatisfação popular, a renúncia do presidente argentino Fernando de la Rúa, em dezembro, também pode ter aberto caminho para que os argentinos recobrem a saúde econômica no futuro. Mas é um equívoco imaginar que, em política, do caos sempre nasce a luz.

Quando as instituições são constantemente aviltadas, seja por baionetas, seja por panelaços, as sociedades saem perdendo. A experiência recente da Argentina de trocar de presidente como se troca de camisa mostra que se deixar guiar pelas arruaças e se intimidar pelas barricadas não é uma estratégia liberal nem progressista de uma sociedade. É simplesmente suicida. Foram patéticas as desesperadas tentativas dos políticos argentinos de colocar a faixa presidencial sobre o peito de alguém com um mínimo de governabilidade. A crise institucional do país vizinho só teve como saldo positivo para a democracia o fato de, pela primeira vez na história argentina, não ter assanhado os quartéis. Numa reportagem especial, Raul Juste Lores, editor de assuntos internacionais de VEJA, relata como encontrou imersa em perplexidade e estagnação uma Argentina que ele conheceu orgulhosa e desafiadora como correspondente da revista em Buenos Aires, cargo que ocupou até maio do ano passado.

 
 
   
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