Edição 1 627 - 8/12/1999

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Trabalho legal para estudante na Califórnia

Que tal trabalhar legalmente na Califórnia durante as férias? Nessa época do ano o governo americano permite a entrada de estudantes estrangeiros que queiram fazer bico em restaurantes, parques, hotéis e teatros – trabalhos comuns entre universitários de lá. O salário pode chegar a 1.600 dólares por mês. É suficiente para cobrir os custos da passagem e bancar as despesas correntes morando numa casa de família. Ainda que o pagamento não seja dos mais altos, a oportunidade é excelente. A única exigência é falar bem inglês. Informações adicionais sobre o programa americano podem ser obtidas nos sites www.belta.org.br e www.stb.com.br.

 

Vírus nacional

Paschoal Rodrigues


O Brasil deverá receber no ano que vem a primeira versão de uma vacina antigripe desenvolvida especialmente para combater os vírus "nacionais". Até agora, as doses da vacina disponível vinham sendo preparadas a partir de exemplares do vírus da doença encontrados em outros países, sem levar em conta as diferenças regionais.

 

Fuja do mau hálito

Uma pesquisa da Associação Dental Britânica aponta que metade dos ingleses acredita que o mau hálito prejudica a carreira profissional. O assunto é delicado, pois a pessoa que sofre do incômodo é a última a perceber. Há algumas providências para evitar o problema. São elas:

Tomar pelo menos oito copos de água por dia
Evitar o café
Comer vegetais frescos e ricos em fibras
Caprichar mais na escovação depois de comer peixes, carnes ou derivados de leite
Usar um anti-séptico recomendado pelo dentista

 

Quem reza vive mais

Espiritualidade tem a ver com disposição física. De acordo com pesquisa da Universidade do Texas, as pessoas que praticam uma religião apresentam melhores condições de saúde. A primeira razão é que os fiéis tendem a ficar afastados das drogas e de atividades que colocam a saúde em risco. Mas os maiores ganhos apontados pelo estudo são de fundo psicológico: os religiosos têm auto-estima maior e um círculo de amigos com o qual têm afinidade. Esses fatores, diz o estudo, previnem doenças de fundo emocional.

 

O que estou lendo

O presidente da seção paulista da Ordem dos Advogados do Brasil, Rubens Approbato Machado, recomenda a leitura de A Folha Dobrada – Lembranças de um Estudante (Nova Fronteira, 990 páginas, 49 reais). O livro trata das memórias do autor, o professor de direito da Universidade de São Paulo Goffredo da Silva Telles Junior, um dos mais conceituados juristas do país. "É uma lição de cidadania para todos os brasileiros, neste momento de consolidação da democracia", diz Approbato. Mais do que um relato sobre a vida de Silva Telles, o texto é um passeio pelos momentos políticos e culturais mais importantes do país desde a década de 30 até o final dos anos 70.

 

 

 

 

Aprenda com ele

Dono da maior biblioteca particular do Brasil, o empresário José Mindlin é da opinião de que é melhor ler um livro em edição de bolso que não ler livro algum. No entanto, para quem deseja montar uma biblioteca, o ex-dono da Metal Leve faz uma recomendação interessante. Na sua opinião, em se tratando das obras clássicas, o leitor deve dar preferência às edições completas, e não às versões resumidas disponíveis nas livrarias. Estas podem ser um bom aperitivo, mas não saciam o apetite dos mais exigentes. É uma sugestão de quem tem mais de 30 000 volumes em casa, entre os quais se incluem raridades como a primeira edição dos Lusíadas.

 

Seu filho

Domingues

O adolescente é um ser cheio de manias. Uma delas é ficar irritado com aquilo que faria qualquer um sorrir. É o que pode acontecer quando recebe um presente, por exemplo. Segundo a professora de psiquiatria infantil da Universidade Estadual de Campinas Maria José Franklin Moreira, o garoto não interpreta o gesto da mesma forma que o adulto. "O jovem pode sentir que os pais têm obrigação de dar presentes", diz. Segundo a professora, ele ficará mais feliz se puder ir à loja com os pais para escolher seu presente.
 

Em forma

CORAÇÃO

Um método não invasivo de diagnóstico do risco de ataque cardíaco foi apresentado no último encontro da Sociedade de Radiologia da América do Norte. Ele consiste no uso de um aparelho de ressonância magnética equipado com um tipo especial de ímã. O aparelho detecta a presença no sangue de placas de gordura capazes de bloquear as artérias.

CHEESEBURGER

As mulheres que comem mais de 15 gramas de gordura saturada por dia correm até oito vezes mais risco de sofrer enjôo durante a gravidez, segundo estudo da publicação médica americana Epidemiologia. Esse peso é o equivalente à gordura presente em
um cheeseburger.

AZEITE

Uma dieta rica em azeite de oliva pode diminuir o risco de desenvolvimento da artrite reumática, segundo estudo publicado pelo Jornal Americano de Nutrição Clínica. O ingrediente também faz bem ao coração, à memória e diminui o risco de câncer.

FUMAÇA

Que a fumaça do cigarro causa câncer no pulmão em quem convive com fumantes já era sabido. Mas uma pesquisa do Instituto Nacional do Câncer dos Estados Unidos comprovou que os fumantes passivos também estão sujeitos a doenças cardíacas e a câncer na cavidade nasal.
 

Carreira

ANTIDOPING

Especialistas em recursos humanos acreditam que as empresas brasileiras, cedo ou tarde, passarão a exigir exame antidoping dos empregados, a exemplo do que já acontece nos Estados Unidos. Por enquanto, apenas algumas companhias estrangeiras exigem o teste de funcionários escolhidos de forma aleatória e sem data definida. A tendência é que os exames sejam pedidos já no processo de admissão.

VICIADO EM TRABALHO

Wander Mendes

Conforme pesquisa feita na Holanda, os executivos que trabalham em excesso sofrem mais alterações no metabolismo do que os insatisfeitos no emprego. Em primeiro lugar, eles estão mais sujeitos a doenças cardíacas. E demonstram sinais mais fortes de stress do que os outros.

RODÍZIO

Os programas de aconselhamento pessoal de executivos, que ganharam fama na onda de fusões e demissões no começo da década, estão de novo em evidência. Só que agora o foco é outro. "Antes a maior preocupação era preparar-se para mudar de emprego. Hoje em dia a questão é adaptar-se a novas funções dentro da mesma empresa", diz o consultor João Mendes de Almeida.É o chamado rodízio.


Editado por
Michel Gawendo
Colaboraram Anna Paula Buchalla e Tatiana Chiari