Edição 1 627 - 8/12/1999

VEJA esta semana

Brasil
Internacional
Geral
Economia e Negócios
Guia
Como chegar aos 50 com o peso dos 20
Para usar
A calma necessária ao começar no emprego

Artes e Espetáculos
Colunas
Roberto Campos
Sérgio Abranches
Diogo Mainardi
Roberto Pompeu de Toledo
Seções
Carta ao leitor
Entrevista
Cartas
Radar
Contexto
Holofote 
Veja essa
Notas internacionais
Hipertexto
Gente
Datas
Cotações

Veja recomenda

Banco de Dados 

Para pesquisar digite uma ou mais palavras no campo abaixo. 


Carreira

Vai chegar sua vez

Calma lá! Não estréie num emprego
falando demais e achando que sabe tudo

Joel Rocha
Fátima, recém- chegada à
Electrolux: paciência e
perguntas nos primeiros dias


V
ocê deu um duro danado na faculdade, só tirava notas altas e os professores costumavam elogiar o seu desempenho nos debates em sala de aula. Mamãe e papai diziam que o filhinho (ou a filhinha) era o máximo. Quando surgiu aquela oportunidade na firma conceituada, você arrasou nos testes, submeteu-se a um treinamento exaustivo e agora, depois de ter a carteira de trabalho assinada, está crente de que vai abafar no novo emprego. Quem sabe vai poder mudar conceitos arraigados, modernizar os processos produtivos, cortar custos e... Alto lá! A primeira etapa foi vencida, parabéns. O emprego é seu e a carreira promete ser promissora. Mas ainda é cedo para querer ensinar os colegas a trabalhar segundo as suas normas. Os especialistas aconselham ao recém-chegado uma fórmula infalível: olho vivo, ouvido atento e boca fechada.

Antes de querer mudar tudo, o melhor é observar. A fase de adaptação é um momento delicado e a recomendação é ser discreto. "O novo ambiente de trabalho tende a ser hostil com quem está chegando", afirma Carlos Diz, da empresa de consultoria em recolocação de pessoal Spencer Stuart, de São Paulo. A prescrição nesses casos é dar aos colegas a sensação de que eles acabam de ganhar um novo amigo, um admirador. Num primeiro momento, mais importante do que demonstrar conhecimento é saber compreender os conselhos que as pessoas mais velhas e experientes possam dar, prestar atenção aos detalhes e identificar quem é quem à sua volta. E nunca querer provar que sabe tudo. Quando for abrir a boca, prefira perguntar a dar palpites. "Eu pergunto tudo", diz a advogada Maria de Fátima Lang Age, contratada há quatro meses pela Electrolux, em Curitiba. "Considero fundamental investir no diálogo com os colegas e com meus superiores."

Conforme os estudiosos, não há uma medida cronológica precisa para o período de adaptação profissional. Para alguns, ele demora poucos meses. Para outros, pode durar até um ano. Por essa razão, é importante que você trace com seu chefe, logo nos primeiros dias, um plano de ação minucioso. "É preciso saber o que a empresa espera de você", observa Gerson Correia, da consultoria DBM, de São Paulo, especializada na recolocação de executivos. E, nesse momento, aconselha Correia, uma frase proibida ao iniciante é "Não dá". Funcionário novo que diz "não dá" corre o risco de ouvir a frase de volta quando pedir o primeiro aumento.