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Carreira
Vai chegar
sua vez
Calma
lá! Não estréie num emprego
falando demais e achando que sabe tudo
Joel Rocha
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Fátima,
recém- chegada
à
Electrolux:
paciência
e
perguntas
nos primeiros dias
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Você
deu um duro danado na faculdade, só tirava
notas altas e os professores costumavam elogiar
o seu desempenho nos debates em sala de aula. Mamãe
e papai diziam que o filhinho (ou a filhinha) era
o máximo. Quando surgiu aquela oportunidade
na firma conceituada, você arrasou nos testes,
submeteu-se a um treinamento exaustivo e agora,
depois de ter a carteira de trabalho assinada, está
crente de que vai abafar no novo emprego. Quem sabe
vai poder mudar conceitos arraigados, modernizar
os processos produtivos, cortar custos e... Alto
lá! A primeira etapa foi vencida, parabéns.
O emprego é seu e a carreira promete ser
promissora. Mas ainda é cedo para querer
ensinar os colegas a trabalhar segundo as suas normas.
Os especialistas aconselham ao recém-chegado
uma fórmula infalível: olho vivo,
ouvido atento e boca fechada.
Antes
de querer mudar tudo, o melhor é observar.
A fase de adaptação é um momento
delicado e a recomendação é
ser discreto. "O novo ambiente de trabalho tende
a ser hostil com quem está chegando", afirma
Carlos Diz, da empresa de consultoria em recolocação
de pessoal Spencer Stuart, de São Paulo.
A prescrição nesses casos é
dar aos colegas a sensação de que
eles acabam de ganhar um novo amigo, um admirador.
Num primeiro momento, mais importante do que demonstrar
conhecimento é saber compreender os conselhos
que as pessoas mais velhas e experientes possam
dar, prestar atenção aos detalhes
e identificar quem é quem à sua volta.
E nunca querer provar que sabe tudo. Quando for
abrir a boca, prefira perguntar a dar palpites.
"Eu pergunto tudo", diz a advogada Maria de Fátima
Lang Age, contratada há quatro meses pela
Electrolux, em Curitiba. "Considero fundamental
investir no diálogo com os colegas e com
meus superiores."
Conforme
os estudiosos, não há uma medida cronológica
precisa para o período de adaptação
profissional. Para alguns, ele demora poucos meses.
Para outros, pode durar até um ano. Por essa
razão, é importante que você
trace com seu chefe, logo nos primeiros dias, um
plano de ação minucioso. "É
preciso saber o que a empresa espera de você",
observa Gerson Correia, da consultoria DBM, de São
Paulo, especializada na recolocação
de executivos. E, nesse momento, aconselha Correia,
uma frase proibida ao iniciante é "Não
dá". Funcionário novo que diz "não
dá" corre o risco de ouvir a frase de volta
quando pedir o primeiro aumento.
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