O
goleiro vira especialista
em defender pênaltis
Jorge Araujo/Folha Imagem
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O
jogador em ação: frieza,
tamanho e reflexos
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Pênalti
é gol certo. Ou quase. Em mais de 80% das
cobranças executadas no campeonato brasileiro,
segundo dados do instituto Datafolha, a bola chegou
ao fundo das redes. Quando está em campo
o goleiro Dida, titular do Corinthians e da seleção
brasileira, a história é outra. Ele
transformou-se num especialista no tipo de defesa
mais difícil do futebol. Dos últimos
catorze pênaltis batidos contra sua meta,
agarrou oito. Dois deles foram em um único
jogo, do Corinthians contra o São Paulo,
pelas semifinais do Brasileiro, no domingo dia 28.
Com 26 anos, Dida convive com treinos específicos
para a posição há cerca de
dez anos. Com 1,95 metro de altura e 85 quilos,
tem um biotipo invejável ao qual os treinos
acrescentaram outra qualidade aparentemente inconciliável:
a agilidade. Dida aguarda a cobrança imóvel.
Isso parece hipnotizar o adversário. O goleiro
do Corinthians também estuda os hábitos
dos chutadores observando vídeos das partidas.
Nem sempre, é verdade, usa esse conhecimento
prévio. Num amistoso recente da seleção
contra a Holanda foi informado de que o atacante
Kluivert chuta os pênaltis sempre no canto
direito. Ainda assim, preferiu pular no lado oposto.
Rebateu a cobrança com os pés. "É
intuição, velho", explica o goleiro.