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VEJA Recomenda DVDs
Divulgação
 | | Disque
M: acréscimos bem-vindos à obra
de Hitchcock nas locadoras |
Coleção
Alfred Hitchcock (Warner) Grace Kelly acha que enganou o marido
e se safou. Surpresa: ele está planejando o assassinato dela. E, caso o
esquema dê errado, ele já tem um plano B, quase tão perverso
quanto o primeiro. Disque M para Matar, de 1954, é uma das estrelas
dessa caixa com cinco filmes um bem-vindo acréscimo à já
bem representada obra de Alfred Hitchcock. Mais um destaque é o magnífico
O Homem Errado, com Henry Fonda e Vera Miles, que como o título
indica trata do caso (verídico) de um sujeito obrigado a pagar por um crime
que não cometeu. Os outros três filmes da coleção
Suspeita, Pavor nos Bastidores e A Tortura do Silêncio
são geralmente tidos como trabalhos "menores" do mestre do suspense. O
que significa que são mais inteligentes e interessantes do que quase tudo
o mais que houver nas prateleiras da videolocadora.
AFP
 | | Chet
Baker: do patético ao sublime |
Live
at Ronnie Scott's, Chet Baker (Indie) O trompetista americano Chet
Baker (1929-1988) foi um grande talento do jazz. Na vida pessoal, no entanto,
era uma figura atormentada. Usuário de drogas pesadas, Baker aos poucos
deixou a música em segundo plano por causa do vício e morreu de
forma deprimente, ao cair da janela de um quarto de hotel. Suas apresentações
ao vivo variavam do patético ao sublime, conforme seu estado. Live at
Ronnie Scott's é um registro sublime. Gravado em 1986, ele traz Baker
ao lado de convidados especiais, interpretando clássicos do jazz e do blues.
O destaque vai para o dueto com o irlandês Van Morrison em Send in the
Clowns. Como extra, o DVD traz uma entrevista do músico dada ao roqueiro
Elvis Costello.
TELEVISÃO
UIP/Jamie
Hughes
 | | Scorsese:
a história do blues |
The Blues
(Estados Unidos, 2003; sextas-feiras, à 0h, e domingos, às 16h30,
no GNT) Produzida pelo cineasta Martin Scorsese, a série é
um inventário fascinante sobre a história do blues. Retoma as raízes
africanas do gênero, os pioneiros nos Estados Unidos e sua exportação
para a Inglaterra, onde foi adotado por artistas como Eric Clapton e os Rolling
Stones. Scorsese dirigiu o capítulo de estréia, em que o bluesman
americano Corey Harris se encontra com músicos da África, e delegou
os seis episódios restantes para diretores tarimbados como Wim Wenders,
Mike Figgs e Clint Eastwood. É deste último o capítulo mais
emocionante do documentário, que traz apresentações de Art
Tatum, Ray Charles e Nat King Cole, entre outros grandes pianistas. Veja
cenas.
DISCO Astronaut,
Duran Duran (Sony Music) Nos anos 80, os ingleses do Duran Duran foram
os mais bem-sucedidos representantes do estilo "new romantic". Com rostos fotogênicos,
roupas chiques e clipes gravados em países exóticos, eles eram a
imagem da sofisticação no pop. Depois de vinte anos, o grupo volta
a lançar um disco com sua formação original. Nas fotos de
divulgação de Astronaut, dá para notar que a idade
já pesa na barriguinha do vocalista Simon LeBon e companhia. Mas isso não
afetou em nada o som da banda. De carona na onda revivalista dos anos 80, eles
retomaram suas raízes com ótimo resultado. O disco está
repleto de faixas talhadas para o sucesso, como a música (Reach Up)
For the Sunrise que lembra Girls on Film, o primeiro hit do
quinteto e a sacolejante Want You More. LIVROS
Cadernos
de Literatura Brasileira Clarice Lispector (Instituto Moreira Salles;
344 páginas; 80 reais) Nascida na Ucrânia e educada no Brasil,
Clarice Lispector (1920-1977) é autora de títulos fundamentais da
literatura nacional, como Perto do Coração Selvagem e A
Paixão segundo G.H. Cadernos de Literatura Brasileira rende
homenagem à escritora com um extensivo dossiê sobre sua vida e obra.
Traz ensaios de críticos como Benedito Nunes e Silviano Santiago e depoimentos
do economista Paulo Gurgel Valente filho de Clarice e do poeta Ferreira
Gullar, entre outros. Há também reproduções de manuscritos
da escritora e uma seção com depoimentos seus à imprensa.
Um presente e tanto para os fãs de Clarice. Latitudes
Azuis, de Tony Horwitz (tradução de Ana Deiró; Rocco;
480 páginas; 56 reais) O capitão inglês James Cook
(1728-1779) foi o derradeiro herói das grandes navegações.
Explorou o Pacífico e a Antártica, a costa do Canadá e o
Estreito de Bering. Em um misto de relato histórico, biografia e livro
de aventuras, o jornalista Tony Horwitz reconstitui as explorações
de Cook até sua morte, no Havaí, em um confronto com os nativos.
Além de ter realizado uma extensa pesquisa histórica sobre a vida
de Cook, Horwitz também refez parte de suas viagens a bordo da réplica
de um dos navios do legendário navegador. Assim, há um saboroso
contraponto entre os fatos históricos e os personagens que o autor descobriu,
nos dias de hoje, nas ilhas do Pacífico visitadas por Cook.
Reconhecimento
de Padrões, de William Gibson (tradução de Fábio
Fernandes; Aleph; 416 páginas; 46 reais) William Gibson é
o inventor do cyberpunk, gênero que, ao combinar informática e tramas
violentas, se tornou a vertente mais pop da ficção científica.
O escritor americano consagrou-se como um criador de histórias futuristas
com o romance Neuromancer (1984). Embora seja seu primeiro livro ambientado
no presente, Reconhecimento de Padrões ainda guarda forte teor futurista,
com sua trama povoada por criminosos tecnológicos que se deslocam entre
Londres, Tóquio e Moscou. Cayce Pollard, a heroína, é uma
espécie de profetisa do espaço virtual: ganha a vida antecipando
tendências de consumo na internet. Leia
trecho.
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