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Edição 1981 . 8 de novembro de 2006

Índice
Millôr
Claudio de Moura Castro
Diogo Mainardi
André Petry
Roberto Pompeu de Toledo
Carta ao leitor
Entrevista
Cartas
Radar
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Datas
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Radar

Lauro Jardim (ljardim@abril.com.br)

• GOVERNO

Palocci reclamou com o presidente
Aparentemente, Antonio Palocci agüentou o tranco e não reagiu ao ataque de Tarso Genro, que clamou pelo "fim da era Palocci" na economia. Mas essa placidez foi só para o público externo. Em e-mail choroso ao presidente Lula, Palocci reclamou que estava sendo maltratado dentro do próprio partido. Palocci, na verdade, movimentou-se mais: também enviou mensagens a petistas graduados com protesto semelhante.  

Sonho (quase) impossível
É um daqueles sonhos quase impossíveis de realizar-se. Mas, pelo visto, Lula quer sonhá-lo: Roger Agnelli, o vitorioso presidente da Vale do Rio Doce, já foi sondado para comandar a Petrobras no segundo mandato.

 

• CÂMARA

Menos sindicalistas, mais empresários
O.k., os sindicalistas estão no poder – a começar pelo presidente Lula. Mas o desempenho da turma nas urnas de outubro deixou a desejar. A Câmara dos Deputados que toma posse em fevereiro terá mais empresários e menos sindicalistas. A bancada sindical, que era formada por 74 parlamentares nesta legislatura, caiu para 55, segundo o Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap). Já a bancada empresarial pulou de 104 para 120 deputados.

Aldo está no jogo
Aldo Rebelo está em plena campanha pela reeleição à presidência da Câmara. Campanha discreta, como ele. No momento, trabalha para ser o candidato de Lula. Aldo já tem o apoio do governador eleito do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral. E, recentemente, encontrou-se com o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, muito influente no PFL.

 

Ministério antes do Natal

Antonio Cruz/ABR
Lula: ele tentará resolver a nova equipe em trinta dias

Lula está avisando aos aliados que vai antecipar a reforma ministerial. O presidente quer que sua nova equipe seja anunciada no início de dezembro. O objetivo, segundo ele tem dito reservadamente, é que os atuais e os futuros ministros tenham tempo para fazer a transição. Vamos ver se conseguirá. A primeira reforma ministerial de Lula, na primeira metade do mandato atual, levou nove meses.

 

• BRASIL

Milhões que explicam
Eis um número que contribui um pouco mais para entender o desempenho de Lula na eleição presidencial: em setembro, o governo distribuiu 680 milhões de reais através do Bolsa Família. Em 2005, o valor médio mensal era de 541 milhões de reais.

 

• BAHIA

Ódio de ACM
Depois que voltar de Barcelona, para onde embarcou na sexta-feira passada, o governador eleito da Bahia, Jaques Wagner, se encontrará com o ex-prefeito de Salvador Antonio Imbassahy. Vai convidá-lo para ocupar um cargo importante em sua administração. Acha que, assim, cumpre dois objetivos importantes: consegue um bom técnico e deixa ACM, ex-chefe político de Imbassahy, com ódio.

 

• ELEIÇÕES

Fazendo presidentes
O marqueteiro João Santana fez o seu derradeiro trabalho para Lula na terça-feira passada – escreveu o texto e dirigiu o pronunciamento do presidente, transmitido em cadeia nacional. Agora, está de viagem marcada para a Argentina. Vai cuidar de seus clientes locais, como o ex-presidente Eduardo Duhalde e o governador De la Sota. E, provavelmente, será marqueteiro na próxima campanha presidencial de lá.

 

• TELECOMUNICAÇÕES

Sem fanfarras
Ao contrário do que se imagina, a Vivo vai lançar seus aparelhos com tecnologia GSM sem estar a bordo de uma megacampanha publicitária.

A importância do GSM
Os dados colhidos pela ACNielsen em agosto e setembro mostram que a Vivo, líder de mercado, precisa reagir. Nesses dois meses, por exemplo, a empresa ficou em terceiro lugar na ativação de novas linhas de celular. Em setembro, a Claro liderou nesse item, com 34,8% do mercado total, seguida da TIM, com 24,2%, e da Vivo, com 23,5%. A Vivo conta com o GSM para dar a volta por cima.

 

• MEDICAMENTOS

Licitação, não
O laboratório Farmanguinhos, vinculado ao Ministério da Saúde e fabricante de medicamentos contra a aids, desistiu de abrir licitações para comprar a matéria-prima dos remédios. Na semana passada, aproveitou uma brecha na lei e contratou um prestador de serviço para intermediar suas compras. Eduardo Costa, diretor da estatal, diz que para algumas empresas do governo a obrigação de comprar pelo menor preço compromete a qualidade da produção. Ah, se a moda pega...

 

• REFRIGERANTES

A AmBev parte para a briga
Que guerra de cervejas, que nada. O que começou foi uma guerra de bebidas. Aos fatos: a AmBev botou a Pepsi para brigar contra a Coca-Cola e baixou em 20% o preço do refrigerante em várias regiões do país – São Paulo e Rio de Janeiro entre elas. A Coca-Cola reagiu e diminuiu seus preços no mesmo porcentual. Pelos corredores da AmBev, a palavra de ordem é: isso é só o começo.

 

Os mais mais

Wania Corredo/Ag. O Globo

Murillo Meirelles/AP

Padre Marcelo: graça divina Marisa: ousadia bem-sucedida

Está entre Marisa Monte e o padre Marcelo Rossi o cetro do artista mais bem-sucedido em CDs lançados neste ano – o disco de Roberto Carlos, por exemplo, não conta, pois saiu em dezembro passado. Ousada, Marisa lançou dois discos simultaneamente: Infinito Particular e Universo ao Meu Redor. O primeiro vendeu 275 000 cópias desde que foi lançado, em março, contra 270 000 do segundo. O CD mais vendido, entretanto, é Minha Bênção, do padre Marcelo Rossi. Em um mês na praça, já bateu a casa dos 300 000 discos. No atual estágio do mercado de discos, é uma graça divina. Mas em perspectiva é uma lástima: em 1998, o padre vendeu 3,2 milhões de discos.

 

Com Jan Theophilo. Colaborou Marcelo Bortoloti

 

 

Foto: Marcia Gouthier/ASN

 

 
 
 
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