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Guia Chá
verde Recomendado por médicos e famosas
A bebida favorita na Ásia se propaga no
Ocidente à medida que estudos científicos começam a comprovar
seus benefícios para a saúde. Mas são os famosos que
conferem prestígio ao chá verde  Camila
Antunes
Claudio
Meletti
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Nos
últimos anos, dois estudos atestaram ser verdade aquilo que a sabedoria
oriental e a medicina alternativa já apregoavam: o chá verde tem
propriedades que podem auxiliar na prevenção do câncer e existe
uma relação entre consumo de chá verde e redução
na taxa de mortalidade por doenças do coração. Ambos os estudos
foram publicados em revistas científicas prestigiosas (Cancer Research
e Journal of the American Medical Association) e sinalizam o uso da
erva na formulação de remédios. O que as pesquisas ainda
não provaram, mas as estrelas não se cansam de repetir, é
que o chá verde também faz bem para a pele, para os cabelos e até
emagrece. Diante dos benefícios potenciais, a indústria da beleza
lançou sabonetes e cremes à base do chá (veja
a pág. 140). Embora a bebida ainda esteja longe de tomar
o lugar do café preto, ela certamente superou o produto nacional em publicidade
espontânea afinal, as belas que ilustram esta reportagem não
ganham cachê para falar bem do chá verde. THAÍS
FERSOZA Atriz, 22 anos Selmy
Yassuda
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Há
quanto tempo bebe chá verde: dois anos Por que começou
a tomar: sua médica ortomolecular indicou a bebida para acelerar o
metabolismo e assim ajudar na dieta (e, depois, na manutenção do
peso) Com que freqüência toma: todos os dias. "Levo os
sachês dentro da bolsa para preparar o chá onde eu estiver" Os
benefícios que ela notou: equilibrou o organismo e contribuiu para
que perdesse 5 quilos ANGÉLICA Apresentadora,
32 anos Carlos
Ivan/Ag. O Globo
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Há quanto tempo bebe chá verde: três
anos Por que começou a tomar: leu um artigo que falava sobre
os benefícios do chá na digestão Com que freqüência
toma: três vezes ao dia. "Não considero um remédio e sim
um prazer tomar chá" Os benefícios que ela notou: tornou-a
mais disposta, especialmente depois das refeições ANA
HICKMANN Apresentadora, 25 anos Sebastião
Moreira/AE
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Há quanto tempo bebe chá verde: cinco anos Por que
começou a tomar: por indicação da dermatologista, que
disse que o chá auxilia no combate à oleosidade da pele Com
que freqüência toma: várias vezes ao dia. "Tenho chá
verde em casa, no escritório e no camarim" Os benefícios
que ela notou: a pele ficou mais macia e com aspecto mais saudável.
"Gosto, inclusive, de lavar o rosto com o chá" O
que dizem os cientistas
Marcelo
Zocchio
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Os
benefícios do chá verde são apreciados no Oriente há
mais de 2 000 anos. Mas somente nas últimas três décadas
cientistas começaram a estudar os efeitos da bebida. Eis o que é
mito, o que é verdade e o que é dúbio na visão da
ciência ocidental.
Faz emagrecer?
MITO Nenhum estudo comprovou que
beber chá emagrece. Entretanto, substituir sucos ou leite por chá
verde faz com que a ingestão de calorias seja menor o que evita
o aumento de peso. Faz sentido também associar o chá verde à
dieta, devido às suas propriedades diuréticas e digestivas
Previne câncer? RESPOSTA
INCONCLUSA O chá verde contém uma enzima (EGCG) com propriedades
anticancerígenas, segundo estudo publicado em 2005 no jornal Cancer
Research. Mas ainda não está claro se no chá essa enzima
tem ação efetiva seja na prevenção, seja no
combate ao câncer Diminui os sinais
da idade? MITO É cedo para
dar um veredicto porque as pesquisas ligadas à dermatologia têm amostragem
reduzida e dão sinais contrários. A Universidade da Califórnia
concluiu que o extrato do chá contribui para a melhora da textura e da
aparência da pele ao ser aplicado no rosto duas vezes ao dia, durante um
mês. Estudo da Universidade de Michigan, de 2005, mostrou que o resultado
obtido com uma fórmula com chá verde não difere do alcançado
com hidratante comum Afasta os riscos
de infarto? VERDADE Estudo japonês
publicado no Journal of the American Medical Association neste ano mostra
que existe uma relação entre o consumo de chá verde e a redução
na taxa de mortalidade por doenças do coração. Para chegarem
à conclusão, pesquisadores monitoraram 40530 adultos saudáveis
por onze anos Fontes: Durval Ribas
Filho, presidente da Associação Brasileira de Nutrologia, Jaime
Amaya Farfan, coordenador do Núcleo de Estudos e Pesquisas em Alimentos
da Unicamp, Ricardo Botticini Peres, endocrinologista do Hospital Albert Einstein,
e Jocelem Mastrodi Salgado, presidente da Sociedade Brasileira de Alimentos
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