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Edição 1981 . 8 de novembro de 2006

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Holofote

Felipe Patury

• OS VENEZUELANOS FICARÃO DE FORA

Monica Zarattini/AE


A Petrobras, dirigida por José Sérgio Gabrielli, tirará do papel a refinaria de Pernambuco no segundo mandato do presidente Lula. Quer fazer a obra sem a participação da venezuelana PDVSA, embora as duas estatais tenham assinado um protocolo de intenções para se associar no projeto. Os técnicos da Petrobras consideram que a sociedade é desnecessária porque a empresa brasileira já é dona do mercado consumidor e do petróleo a ser refinado e tem dinheiro suficiente para tocar o projeto sozinha.

 

• NÃO AOS NANICOS

Ana Araujo


Podem ficar sem efeito as fusões promovidas por partidos nanicos para driblar a cláusula de barreira. Neste mês, o Tribunal Superior Eleitoral, presidido por Marco Aurélio Mello, decidirá se as associações encabeçadas pelo PTB e pelo antigo PL substituem a exigência de ter pelo menos 5% dos votos nacionais para que uma agremiação atue no Congresso. A tendência é que o TSE considere que as fusões não se sobrepõem a essa cláusula. Se a decisão for favorável ao PTB e ao PL, PP e PDT recorrerão contra ela no Supremo Tribunal Federal.

 

DILMA JOGA NA ZAGA

Adriano Machado/BG Press


A ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, assumiu uma missão espinhosa na transição para o segundo mandato do presidente Lula. Ela tenta conter o apetite do PMDB, que não esperou pela reforma ministerial para cobrar cargos no setor elétrico. O partido, que já tem o ministro de Minas e Energia, Silas Rondeau, e o presidente da Eletronorte, Carlos Nascimento, quer agora o resto do segundo escalão. Pediu a presidência de Furnas e da Eletrobrás. Esta última para Jader Barbalho.

 

O SÓCIO FOI E O TUTU VEIO

Divulgação


Em 2003, o publicitário Mauricio Eugenio associou sua agência, a Eugenio, à DDB. A empresa tornou-se um satélite da holding de Nizan Guanaes. Há três meses, Mauricio Eugenio recomprou as ações que estavam em poder de Nizan. Pagou 15% a mais do que recebeu há três anos e a empresa deslanchou. Com 500 milhões de reais em mídia comprada, a Eugenio ficou em sétimo lugar no ranking de setembro, a melhor posição de uma agência de capital 100% nacional.

 
Foto divulgação

 

Foto Antonio Silva/O Liberal

 

Com reportagem de Fábio Portela, Heloisa Joly, Veridiana Sedeh e Victor Martino

 
 
 
 
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