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Edição 1981 . 8 de novembro de 2006

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Gente

Muito além do agasalho de moletom

Mirian Fichtner
Gabriela põe o pai, Dunga, na linha: reforma geral


A explicação para o fato de que o atual técnico da seleção brasileira, Dunga, 43 anos, esteja a anos-luz de seus predecessores em matéria de indumentária deve ser buscada em casa. Pai obediente, desde que assumiu o posto, em julho, ele só veste o que a filha estudante de moda Gabriela Verri, 20 anos, manda. Em lugar de agasalhos esportivos ou ternos mal assentados, Dunga agora tem um guarda-roupa cheio de marcas como Herchcovitch, Doc Dog, Iódice e Colcci. "Estou me acostumando com calça e camisa mais certinhas no corpo", resigna-se Dunga. "Até agora, ele não rejeitou nada. Até gravata rosa com brilho usou numa viagem com a equipe", orgulha-se Gabriela. Intocável, só o cabelo espetado a gel. "Eu queria mais bagunçado. Ele não deixa de jeito nenhum", suspira ela.

 

Andre Schirilo

Adriane: sem roupa, sem Roger e sem programa


Ah, que delícia de frio

O que fez Adriane Galisteu dar esse gritinho na hora da foto para a RG Vogue? "O frio. Sou muito friorenta", justifica ela, que teve direito apenas a um minúsculo tapa-sexo para se resguardar. "Nos seios, não tenho nada para mostrar, então foi fácil esconder", brinca. Adriane nem sabe qual a reação do namorado, o jogador Roger, diante da segunda mulher da sua vida a aparecer descamisada em questão de dias (a primeira foi a mãe, num calendário), até porque os dois estão meio assim. "Não falo com ele há um tempão, por causa do trabalho", informa. Sobre trabalho, aliás, mais indefinição: seu programa no SBT sai do ar no fim do ano. "Aguardamos os próximos capítulos", diz.

 

Suave, mas por pouco tempo

Divulgação/TV Globo

Deborah: gestos e respiração de noviça


Durante quatro meses, ela assistiu a uma dezena de filmes sobre religião, visitou um convento e leu livros sobre a rotina das freiras ("Tentei até ser a personagem por alguns dias"). Assim imbuída das coisas espirituais, Deborah Secco, 26 anos, começa a gravar como uma noviça em Pé na Jaca, a próxima novela das 7 da Globo. "Tive de aprender a andar, gesticular e até respirar de modo diferente", diz a atriz, que continua, sim, com o músico Marcelo Falcão (na semana passada, usavam anéis de compromisso). Mas pouco a ver com a doce freirinha de Letícia Sabatella em Páginas da Vida: logo nas primeiras semanas da novela, a Deborah noviça engalfinha-se com a personagem de Fernanda Lima por causa de uma herança.

 

Esse vídeo é uma arte

Divulgação/TV Globo

Brad Pitt faz pose: cueca e meias

Instalado na Índia, onde constrói casa para os pobres e cuida dos filhos enquanto Angelina Jolie estrela um filme, Brad Pitt levou um susto ao se ver de cueca, meias, revólver de brinquedo e em estado de alerta na capa da revista Vanity Fair. A obra (prima, diga-se) é do artista plástico Robert Wilson, que há um ano resolveu virar retratista – no formato de vídeos curtos, a 150.000 dólares cada um – e filmou artistas amigos para deslanchar no ramo. Pitt afirma que nunca pensou que seu videorretrato iria parar na capa da revista e se diz "decepcionado"; a Vanity Fair alega que recebeu autorização de Wilson para fazer o que fez. Distantes do debate, as leitoras, penhoradas, nunca imaginaram que videoarte pudesse ser uma coisa tão interessante.

 

Em nome do filho

Nas outras, todo mundo acha bonito. Em Madonna, vira escândalo. Massacrada no tribunal da opinião pública por causa da adoção do pequeno David, órfão de mãe que trouxe do Malaui ("Ela comprou a criança como se fosse uma bolsa Louis Vuitton", destilou Sharon Osborne, mulher do comedor de morcegos Ozzy Osborne), a cantora percorreu os Estados Unidos numa operação de emergência. Objetivo: comparecer a todos os programas de TV para defender a adoção – que, segundo um tablóide, só teria sido possível porque o pai de David queria se casar de novo, sem obstáculos. Em companhia dos filhos naturais, Lourdes e Rocco, Madonna queixou-se de que a maior parte das críticas decorre da diferença de cor.

 

Editado por Lizia Bydlowski. Colaboraram Bel Moherdaui e Sandra Brasil

 
 
 
 
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