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Edição 1981 . 8 de novembro de 2006

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Roberto Pompeu de Toledo
Carta ao leitor
Entrevista
Cartas
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Datas
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Datas

Morreram: o escritor americano William Styron, autor do romance A Escolha de Sofia (1979), um clássico contemporâneo no qual o processo de formação de um jovem escritor se entrelaça à história da prisioneira de um campo de concentração nazista que precisa escolher qual de seus filhos será entregue à câmara de gás e qual vai sobreviver. Nascido em 1925, no sul dos Estados Unidos, Styron iniciou sua carreira sob a influência do escritor modernista William Faulkner. Mais tarde, descreveria o tema central de sua obra como "a catastrófica propensão dos seres humanos de tentar se dominar uns aos outros". As Confissões de Nat Turner (1967) e Escuridão Visível (1990), volume de memórias sobre a depressão que quase o levou ao suicídio, são outros livros celebrados do autor. Dia 1º, aos 81 anos, de pneumonia, nos Estados Unidos.

o maestro suíço Silvio Varviso. Especializado em música lírica, dirigiu a Ópera de Paris de 1973 a 1985. Ele era famoso pelas interpretações de Puccini. Dia 1º, de causa não revelada, aos 82 anos, na Bélgica.

Mike Hutchings/Reuters
Pieter Botha: ex-presidente de uma África do Sul dividida pelo apartheid


o ex-presidente da África do Sul Pieter Botha. Ele governou o país entre 1978 e 1989, período de exacerbação do apartheid, regime racista que negava direitos políticos aos negros, obrigava-os a viver em guetos e só foi abolido em 1990. Um dos últimos defensores do apartheid, Botha resistiu às pressões para libertar Nelson Mandela, que se tornaria presidente do país em 1994. Desde que deixou o cargo, vivia recluso em uma fazenda. Dia 31, de causa não revelada, aos 90 anos, na África do Sul.

o antropólogo americano Clifford Geertz. Na segunda metade do século XX, Geertz fundou a corrente da antropologia chamada de interpretativa ou simbólica. Ela prega que as manifestações culturais de um povo somente são compreendidas se forem analisadas em conjunto. Por isso, não devem ser estudadas de forma isolada. Dia 30, de complicações cirúrgicas, aos 80 anos, nos Estados Unidos.  

AFP/Getty Images
Cláudio Hummes: escolhido por Bento XVI para controlar um clero complicado


Nomeado:
prefeito da Congregação para o Clero o cardeal-arcebispo de São Paulo, Cláudio Hummes, de 72 anos. Ele será uma espécie de ministro do papa Bento XVI e deverá monitorar, de sua base no Vaticano, a ação dos padres em todo o mundo. Será um trabalho difícil, dada a propensão de muitos deles a molestar sexualmente crianças e adolescentes. Dia 31, no Vaticano.  

Operado: o publicitário Duda Mendonça, de 62 anos. Depois de sentir-se mal, ele sofreu uma cirurgia para desobstruir artérias cardíacas. Marqueteiro de Lula em 2002, confessou ter sido pago pelo PT com caixa dois. Dia 1º, em São Paulo.  

José Patricio/AE
Tom Zé: ele ganhou o Prêmio Bravo! Prime 2006 por sua contribuição à música popular


Entregue:
o 2º Prêmio Bravo! Prime de Cultura, patrocinado pela revista Bravo!, da Editora Abril, e pelo banco Bradesco Prime. Um júri de especialistas contemplou criações nas áreas da música, do teatro, da dança, da literatura, das artes plásticas e do cinema. Houve ainda premiação em três categorias especiais. A de melhor programação cultural do ano foi entregue ao Centro Cultural Banco do Brasil e a de personalidade cultural do ano ao arquiteto Paulo Mendes da Rocha. Coube ao músico Tom Zé o troféu de Artista Prime, conferido por um júri popular. Dia 30, em São Paulo.  

Removido: do posto de embaixador em Washington Roberto Abdenur, de 64 anos. Ele entrou em conflito com o Itamaraty em julho, ao criticar a aproximação comercial do Brasil com a China, em que o Brasil entrou com o chanceler Celso Amorim e a China saiu com o dinheiro. O diplomata foi demitido por telegrama menos de 48 horas depois da reeleição do presidente Lula. Dia 31, em Washington.  

Condenado: por injúria o sociólogo petista Emir Sader. Ele foi sentenciado a um ano de detenção em regime inicial aberto e a perder o cargo de professor da Uerj por chamar de racista o presidente do PFL, o senador Jorge Bornhausen. Sader recorrerá da sentença. Dia 2, em São Paulo.

 
 
 
 
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