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Edição 1981 . 8 de novembro de 2006

Índice
Millôr
Claudio de Moura Castro
Diogo Mainardi
André Petry
Roberto Pompeu de Toledo
Carta ao leitor
Entrevista
Cartas
Radar
Holofote
Contexto
Datas
Gente
Auto-retrato
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Cartas

 
"Neste país dividido, a mentira virou verdade. E o voto virou uma arma de brinquedo que cospe água."
Rodrigo Batalha
Vitória, ES

 

Os dois Brasis

A brilhante reportagem "O desafio dos dois Brasis" (1º de novembro) força uma reflexão. Acredito que o sucesso do presidente Lula nesta eleição não seja somente fruto de suas investidas sociais nas camadas mais pobres da população brasileira. É mais provável que sua reeleição seja fruto de uma sociedade oral. Os valores morais para essa "sociedade" que só ouve e fala não são a mesma coisa para quem lê e se informa.
Francisco Rodrigues Neto
Paulo Afonso, BA  

A capa de VEJA desta semana nos leva a sonhar com a única solução para o futuro de nossos filhos, que sentirão na pele o preço do engessamento da economia quando entrarem para o mercado de trabalho. Mesmo com as melhores qualificações, estarão sujeitos a salários irrisórios, pois, assim como eles, existirão milhares de outros jovens com boa (e cara) formação, para poucos postos de trabalho.
Roni Rodel
Sorocaba, SP  

Poucas vezes li coisas tão engraçadamente absurdas como as justificativas dos famosos para reeleger o presidente. Votar no partido oficial falando em honestidade requer um grau de loucura além de minha compreensão.
Sergio Amaral Silva
Guarujá, SP  

As opiniões daqueles que votam em Lula são bizarras. Jovens falando de privatizações sem saber como eram as empresas antigamente, artistas famosos reconhecendo "erros" não contabilizados, populares que não entendem que o preço dos alimentos cai com o dólar ou safras recordes. E o pior, muitos não entendem que o Bolsa Família é atestado de falência de todas as políticas, e coincidentemente dá voto.
Ubiratã Caldeira
São Bernardo do Campo, SP  

A eleição presidencial deste ano despertou em muitos, e me incluo nisso, um sentimento de desânimo. Mesmo meu candidato tendo perdido em 2002, neste ano me sinto diferente. Sinto-me triste pela oportunidade que estamos jogando fora, elegendo Lula, e sinto que o país está se dividindo entre os pagadores de impostos e os usufruidores de impostos.
Andrei Amatuzzi
Curitiba, PR  

Achei extremamente oportuna a matéria e verifico que a partir de agora, com a eleição definida, podemos cobrar do presidente Lula o cumprimento de suas promessas. Falar na campanha é uma coisa, colocar em prática é outra bem diferente. Nosso presidente deverá tomar medidas que o façam aceito, pois é o nosso governante e neste momento não interessa quem votou ou não votou nele.
Jayro de Sousa
Campo Grande, MS  

Entre os quase 100 eleitores entrevistados por VEJA, foi extremamente gratificante constatar as razões dos eleitores de Alckmin para lhe darem o voto. A quase totalidade das justificativas tem a ver com o desenvolvimento, o crescimento, o emprego, a ética e o futuro que o Brasil reserva para seus filhos e netos. Ao contrário das razões dos eleitores de Lula, que são sempre imediatistas e principalmente relacionadas ao prato do dia, ao emprego do filho ou ao hospital para a mãe.
Carlos Fidalgo Jr.
Needham, Massachusets, EUA  

Infelizmente, VEJA, a despeito de sua grande tradição democrática, tem adotado cada vez mais um discurso preconceituoso e hostil aos eleitores de Lula. Ressalta sempre a existência de um país dividido. O país atrasado vota em Lula, o moderno é contra ele. Há uma distorção deliberada do eixo da discussão em relação a mais ou menos justiça social, mais ou menos integração dos muitos excluídos do processo de desenvolvimento sustentável do Brasil.
João Carlos Cabral de Barros
Recife, PE

A única divisão cabível neste contexto de eleições, por ser óbvia, é a divisão entre maioria e minoria, na qual a minoria aceita a vontade da maioria sem que isso se chame submissão, e sim democracia.
Bruno Martins Matos
Salvador, BA

Tentar dividir o país de acordo com o número que os eleitores digitam naquela urna é muita tolice. Presumir que Lula representa os pobres, analfabetos, nordestinos e Alckmin representa os cultos, da região sul, com diploma universitário e maior renda é simplismo.
Thiago Matos Prado
Salvador, BA

Há no cenário eleitoral brasileiro eleitores de pensamento crítico, em quem o "rouba mas faz" não encontra guarida, ao passo que também existe no Brasil um contingente de eleitores que, por meio de uma imagem cristalizada há anos pela própria mídia, vêem no presidente Lula alguém que, por ser ex-operário, nordestino retirante e não ter diploma, está imune a toda sorte de erro ou corrupção, já que qualquer revelação nesse sentido soa como "golpismo dos ricos".
Djalma Andrade da Silva Neto
Natal, RN

De um lado tínhamos um candidato blindado contra os escândalos, navegando nas benesses de uma economia que segue suave, beneficiada mais pelo cenário externo que pela parcimônia de medidas do Banco Central; do outro, um candidato artificial cunhado para perder na timidez e inoperância dos caciques de seu partido mais voltados para 2010. Quero acreditar que os leitores de VEJA não estão em nenhum desses grupos e por isso seguem sua árdua tarefa de ser o sal da terra, o porto seguro da consciência em constante mutação para se aperfeiçoar na ética, na democracia e na harmonia de ser diferente em meio aos iguais.
Mauro Augusto de Paula
Monte Belo, MG  

O lulismo-petismo e suas políticas equivocadas, entre elas o assistencialismo, o aparelhamento da administração e o sectarismo, estão insuflando pelo menos três tipos de ódio entre os brasileiros: o racial, o regional e o social. Mais cedo ou mais tarde, esses ódios hão de cobrar seu preço.
Décio Ketis
Cotia, SP  

Esperamos que Lula tenha sensatez, não compondo seu novo governo com pessoas que participaram dos esquemas de corrupção no período anterior. Esperamos, ainda, que neste mandato o presidente mude o discurso e com isso passe a dizer: "Eu sabia", "Caixa dois não deve existir" etc. Na condição de brasileiro que ama e torce por um Brasil melhor, desejo que o presidente tenha amplo sucesso neste novo mandato.
Adoniro Prieto Mathias
Londrina, PR  

Alckmin, com sua ética e sua competência, ganharia a eleição se o pleito fosse na Suíça, na Alemanha ou em outro país de Primeiro Mundo. Pela baixa cultura política do nosso povo, o resultado dificilmente seria outro. Desejo que Lula e o PT corrijam seus erros éticos e administrativos do primeiro mandato e façam um segundo governo de sucesso. Parabéns, Lula, e que Deus o ajude muito a melhorar o nosso querido Brasil.
Roberto Hungria
Itapetininga, SP  

Meus pêsames àqueles que reelegeram voluntariamente o presidente que vai terminar de afundar nosso país em um mar de corrupção e maracutaias.
Ana Carolina Caspari

Frankfurt, Alemanha

 

Lulinha

Em referência à reportagem "Porque não pode todo mundo ser o Ronaldinho" (25 de outubro), em que se reporta uma suposta sondagem feita sobre a posição da SDE numa hipotética fusão entre as empresas Telemar e Brasil Telecom, gostaria de informar que não participei de nenhum encontro no início de 2005 com o senhor Fábio Luís L. da Silva e o senhor Kalil Bittar. Tal tema nunca foi abordado em minha presença. Na época apontada na reportagem, eu nem sequer os conhecia. Como havia dito anteriormente a VEJA, só os conheci após esse período, quando a própria VEJA informa que a suposta fusão já havia sido abortada. É importante que o leitor saiba que, nos termos da Lei Geral de Telecomunicações (LGT, artigo 7, parágrafo 2), a SDE nem sequer tem jurisdição para avaliar fusões ou aquisições no setor de telefonia.
Daniel K. Goldberg
Secretário de Direito Econômico do Ministério da Justiça
Brasília, DF

 

Radar

Com relação à nota "Chapéu galáctico" (Radar, 1º de novembro), que menciona o término do contrato da BenQ Mobile com o clube Real Madrid e o jogador Ronaldo, bem como a falência da companhia, é importante ressaltar que a BenQ Mobile mantém sua atuação no segmento de celulares em todo o mundo, a partir de Taiwan, sede mundial da empresa, bem como as operações no Brasil, onde detém 12% de participação no mercado GSM. A companhia anunciou recentemente a insolvência somente da BenQ na Alemanha, que incluiu demissões naquele país, e não a falência da BenQ Mobile.
Daniela Filomeno e Geninha Moraes
CDI Comunicação
São Paulo, SP  

Em relação à nota "Mangabeira, o consultor" (Radar, 1º de novembro), esclareço o seguinte: como advogado e consultor, jamais patrocinei ou patrocinarei diante do poder público interesse privado algum. Clientes não podem ter dúvidas a esse respeito; costuma ser a primeira coisa que lhes digo.
Roberto Mangabeira Unger
Cambridge, Massachusetts, EUA

 

Cinema

Na reportagem "Mr. Gore vai a Hollywood" (1º de novembro), a apresentação que deu origem ao filme não era de PowerPoint, mas sim de um Keynote (software da Apple).
Tiago Maranhão
Brasília, DF

 

AS CAPAS DE VEJA NO YOUTUBE

Alan Freire de Alencar, de Belém do Pará, escreveu para comentar a compra do YouTube pelo Google ("O YouTube faz a alegria do Google", 18 de outubro): "O YouTube trouxe à tona a explosão dos vídeos alternativos, e sua venda para uma megaempresa só tende a valorizar cada vez mais esse segmento. Até VEJA tem um vídeo feito somente com suas capas, intitulado VEJA – As Capas da Corrupção, que mostra a trajetória do governo (ou desgoverno) petista". Alencar envia o link para o vídeo de nove minutos que faz, com as capas de VEJA, a crônica da crise política, ética e moral que assolou o país nos últimos anos: http://www.youtube.com/watch?v=GHpZ7dcfoB4.

 
 
 
 
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