|
|
Cartas
 | "Neste
país dividido, a mentira virou verdade. E o voto virou uma arma de brinquedo
que cospe água." Rodrigo Batalha
Vitória, ES |
Os
dois Brasis A brilhante reportagem "O desafio
dos dois Brasis" (1º de novembro) força uma reflexão. Acredito
que o sucesso do presidente Lula nesta eleição não seja somente
fruto de suas investidas sociais nas camadas mais pobres da população
brasileira. É mais provável que sua reeleição seja
fruto de uma sociedade oral. Os valores morais para essa "sociedade" que só
ouve e fala não são a mesma coisa para quem lê e se informa.
Francisco Rodrigues Neto Paulo Afonso, BA
A capa de VEJA desta semana nos leva a sonhar com a única solução
para o futuro de nossos filhos, que sentirão na pele o preço do
engessamento da economia quando entrarem para o mercado de trabalho. Mesmo com
as melhores qualificações, estarão sujeitos a salários
irrisórios, pois, assim como eles, existirão milhares de outros
jovens com boa (e cara) formação, para poucos postos de trabalho.
Roni Rodel Sorocaba, SP
Poucas vezes li coisas tão engraçadamente absurdas como as justificativas
dos famosos para reeleger o presidente. Votar no partido oficial falando em honestidade
requer um grau de loucura além de minha compreensão. Sergio
Amaral Silva Guarujá, SP
As opiniões daqueles que votam em Lula são bizarras. Jovens falando
de privatizações sem saber como eram as empresas antigamente, artistas
famosos reconhecendo "erros" não contabilizados, populares que não
entendem que o preço dos alimentos cai com o dólar ou safras recordes.
E o pior, muitos não entendem que o Bolsa Família é atestado
de falência de todas as políticas, e coincidentemente dá voto.
Ubiratã Caldeira São Bernardo do Campo, SP
A eleição presidencial
deste ano despertou em muitos, e me incluo nisso, um sentimento de desânimo.
Mesmo meu candidato tendo perdido em 2002, neste ano me sinto diferente. Sinto-me
triste pela oportunidade que estamos jogando fora, elegendo Lula, e sinto que
o país está se dividindo entre os pagadores de impostos e os usufruidores
de impostos. Andrei Amatuzzi Curitiba, PR
Achei extremamente oportuna a matéria e verifico que a partir de agora,
com a eleição definida, podemos cobrar do presidente Lula o cumprimento
de suas promessas. Falar na campanha é uma coisa, colocar em prática
é outra bem diferente. Nosso presidente deverá tomar medidas que
o façam aceito, pois é o nosso governante e neste momento não
interessa quem votou ou não votou nele. Jayro de Sousa
Campo Grande, MS Entre os quase
100 eleitores entrevistados por VEJA, foi extremamente gratificante constatar
as razões dos eleitores de Alckmin para lhe darem o voto. A quase totalidade
das justificativas tem a ver com o desenvolvimento, o crescimento, o emprego,
a ética e o futuro que o Brasil reserva para seus filhos e netos. Ao contrário
das razões dos eleitores de Lula, que são sempre imediatistas e
principalmente relacionadas ao prato do dia, ao emprego do filho ou ao hospital
para a mãe. Carlos Fidalgo Jr. Needham, Massachusets, EUA
Infelizmente, VEJA, a despeito
de sua grande tradição democrática, tem adotado cada vez
mais um discurso preconceituoso e hostil aos eleitores de Lula. Ressalta sempre
a existência de um país dividido. O país atrasado vota em
Lula, o moderno é contra ele. Há uma distorção deliberada
do eixo da discussão em relação a mais ou menos justiça
social, mais ou menos integração dos muitos excluídos do
processo de desenvolvimento sustentável do Brasil. João Carlos
Cabral de Barros Recife, PE
A única divisão cabível neste contexto de eleições,
por ser óbvia, é a divisão entre maioria e minoria, na qual
a minoria aceita a vontade da maioria sem que isso se chame submissão,
e sim democracia. Bruno Martins Matos Salvador, BA Tentar
dividir o país de acordo com o número que os eleitores digitam naquela
urna é muita tolice. Presumir que Lula representa os pobres, analfabetos,
nordestinos e Alckmin representa os cultos, da região sul, com diploma
universitário e maior renda é simplismo. Thiago Matos Prado
Salvador, BA Há no cenário
eleitoral brasileiro eleitores de pensamento crítico, em quem o "rouba
mas faz" não encontra guarida, ao passo que também existe no Brasil
um contingente de eleitores que, por meio de uma imagem cristalizada há
anos pela própria mídia, vêem no presidente Lula alguém
que, por ser ex-operário, nordestino retirante e não ter diploma,
está imune a toda sorte de erro ou corrupção, já que
qualquer revelação nesse sentido soa como "golpismo dos ricos".
Djalma Andrade da Silva Neto Natal, RN De
um lado tínhamos um candidato blindado contra os escândalos, navegando
nas benesses de uma economia que segue suave, beneficiada mais pelo cenário
externo que pela parcimônia de medidas do Banco Central; do outro, um candidato
artificial cunhado para perder na timidez e inoperância dos caciques de
seu partido mais voltados para 2010. Quero acreditar que os leitores de VEJA não
estão em nenhum desses grupos e por isso seguem sua árdua tarefa
de ser o sal da terra, o porto seguro da consciência em constante mutação
para se aperfeiçoar na ética, na democracia e na harmonia de ser
diferente em meio aos iguais. Mauro Augusto de Paula Monte Belo,
MG O lulismo-petismo e suas
políticas equivocadas, entre elas o assistencialismo, o aparelhamento da
administração e o sectarismo, estão insuflando pelo menos
três tipos de ódio entre os brasileiros: o racial, o regional e o
social. Mais cedo ou mais tarde, esses ódios hão de cobrar seu preço.
Décio Ketis Cotia, SP
Esperamos que Lula tenha sensatez, não compondo seu novo governo com pessoas
que participaram dos esquemas de corrupção no período anterior.
Esperamos, ainda, que neste mandato o presidente mude o discurso e com isso passe
a dizer: "Eu sabia", "Caixa dois não deve existir" etc. Na condição
de brasileiro que ama e torce por um Brasil melhor, desejo que o presidente tenha
amplo sucesso neste novo mandato. Adoniro Prieto Mathias Londrina,
PR Alckmin, com sua ética
e sua competência, ganharia a eleição se o pleito fosse na
Suíça, na Alemanha ou em outro país de Primeiro Mundo. Pela
baixa cultura política do nosso povo, o resultado dificilmente seria outro.
Desejo que Lula e o PT corrijam seus erros éticos e administrativos do
primeiro mandato e façam um segundo governo de sucesso. Parabéns,
Lula, e que Deus o ajude muito a melhorar o nosso querido Brasil. Roberto
Hungria Itapetininga, SP
Meus pêsames àqueles que reelegeram voluntariamente o presidente
que vai terminar de afundar nosso país em um mar de corrupção
e maracutaias. Ana Carolina Caspari Frankfurt, Alemanha Lulinha
Em referência à reportagem "Porque
não pode todo mundo ser o Ronaldinho" (25 de outubro), em que se reporta
uma suposta sondagem feita sobre a posição da SDE numa hipotética
fusão entre as empresas Telemar e Brasil Telecom, gostaria de informar
que não participei de nenhum encontro no início de 2005 com o senhor
Fábio Luís L. da Silva e o senhor Kalil Bittar. Tal tema nunca foi
abordado em minha presença. Na época apontada na reportagem, eu
nem sequer os conhecia. Como havia dito anteriormente a VEJA, só os conheci
após esse período, quando a própria VEJA informa que a suposta
fusão já havia sido abortada. É importante que o leitor saiba
que, nos termos da Lei Geral de Telecomunicações (LGT, artigo 7,
parágrafo 2), a SDE nem sequer tem jurisdição para avaliar
fusões ou aquisições no setor de telefonia. Daniel
K. Goldberg Secretário de Direito Econômico do Ministério
da Justiça Brasília, DF
Radar Com relação à
nota "Chapéu galáctico" (Radar, 1º de novembro), que menciona
o término do contrato da BenQ Mobile com o clube Real Madrid e o jogador
Ronaldo, bem como a falência da companhia, é importante ressaltar
que a BenQ Mobile mantém sua atuação no segmento de celulares
em todo o mundo, a partir de Taiwan, sede mundial da empresa, bem como as operações
no Brasil, onde detém 12% de participação no mercado GSM.
A companhia anunciou recentemente a insolvência somente da BenQ na Alemanha,
que incluiu demissões naquele país, e não a falência
da BenQ Mobile. Daniela Filomeno e Geninha Moraes CDI Comunicação
São Paulo, SP Em
relação à nota "Mangabeira, o consultor" (Radar, 1º
de novembro), esclareço o seguinte: como advogado e consultor, jamais patrocinei
ou patrocinarei diante do poder público interesse privado algum. Clientes
não podem ter dúvidas a esse respeito; costuma ser a primeira coisa
que lhes digo. Roberto Mangabeira Unger Cambridge, Massachusetts,
EUA Cinema
Na reportagem "Mr. Gore vai a Hollywood" (1º de novembro), a apresentação
que deu origem ao filme não era de PowerPoint, mas sim de um Keynote (software
da Apple). Tiago Maranhão Brasília, DF
AS CAPAS DE VEJA NO YOUTUBE
Alan
Freire de Alencar, de Belém do Pará, escreveu para comentar a compra
do YouTube pelo Google ("O YouTube faz a alegria do Google", 18 de outubro): "O
YouTube trouxe à tona a explosão dos vídeos alternativos,
e sua venda para uma megaempresa só tende a valorizar cada vez mais esse
segmento. Até VEJA tem um vídeo feito somente com suas capas, intitulado
VEJA As Capas da Corrupção, que mostra a trajetória
do governo (ou desgoverno) petista". Alencar envia o link para o vídeo
de nove minutos que faz, com as capas de VEJA, a crônica da crise política,
ética e moral que assolou o país nos últimos anos: http://www.youtube.com/watch?v=GHpZ7dcfoB4.
| | |