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Ranking da dor nas academias

Arthur Cavalieri/Strana


Os médicos Fábio Augusto Caporrino e Laíra Campêllo fizeram duas pesquisas com freqüentadores de nove grandes academias da capital paulista e identificaram uma grande incidência de dor nas costas, causada pela execução incorreta dos exercícios. Entre os praticantes de musculação, as queixas mais comuns são de dor lombar (23,7%), dor nos ombros (21,1%) e nos punhos (13,9%). Os praticantes de body pump também penam com dor nas costas (28,5%). Já nas aulas de spinning é mais comum a dor no joelho (17,6%).

 

Um teste genético para os fumantes

Desenvolvido na Universidade de Oxford, na Inglaterra, um teste genético ajuda a prever quais fumantes podem ou não ser beneficiados por tratamentos com adesivos e outros repositores de nicotina. O teste procura por mutações nos genes envolvidos no metabolismo da dopamina, um neurotransmissor responsável pela sensação de prazer, cuja produção é estimulada pela nicotina. Segundo os pesquisadores, de 30% a 40% das pessoas têm mutações nesses genes, que fazem com que, no caso de ser fumantes, precisem consumir mais cigarros para manter os níveis normais de dopamina.

 

Na companhia do amigo invisível

Egberto Nogueira


Não se preocupe se seu filho conversa com um interlocutor imaginário. Segundo pesquisadores americanos, 60% das crianças com menos de 8 anos de idade inventam um amigo invisível para suas brincadeiras. A prática, longe de ser considerada uma fuga da realidade, na verdade se constitui em um comportamento normal e saudável, afirmam os especialistas. "É uma necessidade da criança, uma forma de aliviar as angústias que sente", diz a psicóloga Magdalena Ramos, coordenadora do Núcleo de Casal e Família da PUC de São Paulo. Segundo ela, os pais não devem nem estimular nem rejeitar o amigo invisível, devendo encará-lo como uma brincadeira normal. "Se quiserem entrar na brincadeira, podem fazê-lo como se faz com um brinquedo comum", aconselha.

 
Fotos Divulgação/Alvaro Elkis/Gamma/Sergio Dutti/Flavio Ciro

 

 

Cautela com as espinhas

Anualmente, a acne leva pelo menos 1,6 milhão de brasileiros, entre 12 e 29 anos, a procurar cuidados médicos. Em um congresso mundial de dermatologia cosmética, que acontece neste mês no Rio de Janeiro, serão apresentadas as novidades preventivas. "O primeiro cuidado é evitar que os jovens cheguem ao consultório com cicatrizes e manchas de difícil tratamento e, às vezes, até irreversíveis", diz a dermatologista Márcia Ramos e Silva. Para isso, a prevenção com as espinhas deve começar bem cedo, logo ao primeiro sinal de aumento de oleosidade da pele, entre os 8 e os 9 anos de idade, quando é hora de procurar um especialista. Quem já sofre com o problema pode recorrer, segundo ela, a remédios como a Limeciclina, um antibiótico recém-lançado no mercado brasileiro que não agride o estômago.

 

BOA NOTÍCIA

Sinal verde para o ovo

Antes um vilão, o ovo acaba de receber um atestado de boa conduta. Pesquisa apresentada no encontro da Associação Dietética Americana, com mais de 15.000 homens, comprovou que mesmo a ingestão de quatro ou mais ovos por semana não provoca o aumento dos níveis de colesterol no sangue. Contudo, ainda é preciso cuidado com o exagero, pois podem ser ultrapassados os limites aceitáveis de gordura na dieta.

 

MÁ NOTÍCIA

Aleitamento deficiente

Priscila Prade


As mães brasileiras estão deixando a desejar na hora de amamentar os filhos. Pesquisa realizada pelo Ministério da Saúde nas capitais brasileiras e no Distrito Federal descobriu que elas ficam longe do período mínimo de 180 dias de aleitamento recomendado pelos médicos: em média, as crianças brasileiras tomam leite materno durante apenas os primeiros 34,8 dias de vida. Mesmo Fortaleza, a capital com melhor nível de amamentação, não atinge 50% do ideal, com as crianças recebendo o leite por, em média, 77,2 dias. Em segundo lugar ficou Belém, com uma média de 70,7 dias. As cidades com piores índices foram Cuiabá, com somente 8,3 dias de amamentação média, Belo Horizonte, com 9,6 dias, e Manaus, com 10,2 dias.

 

Salários em segredo

Eneida Serrano


Para evitar conflitos internos causados por diferenças salariais, as empresas investem cada vez mais em sigilo no processamento eletrônico de contracheques. De acordo com levantamento da firma Controle entre 200 companhias multinacionais com operações no Brasil, 90% delas entregam sua rotina trabalhista (folhas de pagamento, obrigações legais e fiscais e contabilidade) a terceiros. A confidencialidade é apontada como a principal razão para fazer fora esse tipo de serviço, com o objetivo de preservar a harmonia no ambiente de trabalho.

 

Preconceito viajante

Na hora de conquistar posições em escritórios da empresa no exterior, as mulheres americanas estão em desvantagem. Embora representem 49% dos gerentes de nível médio, elas somam apenas 13% dos indicados para postos em filiais no estrangeiro, revelou estudo da consultoria Catalyst. O levantamento descobriu ainda que, das gerentes mandadas para o exterior, 55% eram casadas, com 91% delas tendo marido que trabalha. Já entre os homens, 78% eram casados, mas só a metade tinha mulher que também trabalhava.

Editado por Cesar Baima
e-mail: parausar@abril.com.br

 

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