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As cores da hora

De olho nos jovens, marcas tradicionais de
relógios aderem ao pink e ao azul-turquesa

Silvia Rogar

 
Fotos Divulgação
Rolex coloridos e os modelos de diamantes da Chopard para o mercado árabe: clássicos de roupa nova

Os preços continuam altíssimos, o mecanismo permanece impecável, a tradicional coroa ainda ocupa o lugar do algarismo XII no mostrador e tê-lo no pulso é, como sempre foi, símbolo de status no mundo todo. Mas aos poucos a Rolex ajusta seus ponteiros. Trilhando um caminho aberto por grifes moderninhas, a marca suíça lançou uma linha jovem e coloridíssima: pulseiras e mostradores em verde, azul, amarelo e rosa. Se os tons gritantes não tirarem o fôlego do freguês, o preço o fará: 35.000 reais. Pode parecer insanidade para um modelo que inevitavelmente vai cansar a vista e terminar a vida com uma aposentadoria precoce na gaveta. Mas moda é moda, e tanto a Rolex quanto outras marcas clássicas, como a Cartier, estão se rendendo alegremente às tendências, digamos, da hora. "Pretendemos cativar os mais jovens para que, mais tarde, eles comprem os modelos clássicos", diz Dimitri Gouten, diretor da Cartier no Brasil.


Cartier esportivo: nas lojas por 23 000 reais

Lançados, em sua maioria, no verão europeu, os exemplares da revolução colorida dos relógios de luxo já tomaram o rumo do Brasil. O tradicionalíssimo Tank da Cartier, o modelo retangular desenhado pelo próprio Louis Cartier em 1917, chegou às vitrines nacionais nas versões verde-pistache e rosa. Com caixa de prata maciça banhada a ouro, custa em torno de 3 000 reais. O modelo mais esportivo, de ouro branco, pulseira de couro e grade de proteção de brilhante, já desembarcou aqui, ao preço médio de 23.000 reais. Sem medo do luxo ostensivo, a suíça Chopard retocou seus modelitos de brilhantes com outras pedras preciosas em tons de lilás, verde e rosa, a preços que começam em 10.000 reais e podem chegar, em modelos cravejados de diamantes e anunciados exclusivamente em países árabes, à fortuna de 300.000 dólares.


Selmy Yassuda
TechnoMarine: mix de plástico e brilhante


Perto deles, parece até simplesinha a mistura promovida pela TechnoMarine em modelo lançado no ano passado: design esportivo, pulseira de plástico colorida e aro todo de brilhantes. Custa cerca de 2.000 dólares e já enfeitou os pulsos, entre outros, de Sharon Stone e Ringo Starr. Por sua vez, a linha colorida da Rolex, variação do tradicional Cosmograph Daytona, só deve chegar por aqui no ano que vem. Grande – tem 4 centímetros de diâmetro –, o Daytona sempre foi relógio de homem. Agora, parte para a conquista dos pulsos femininos com caixa de ouro branco, mostrador de madrepérola e pulseira de couro tipo cheguei. De encher os olhos das consumidoras. E dos ladrões, claro.

 

Todo mundo quer ter


Edson Ruiz
Ivete: várias versões e paixão à primeira vista


A febre do verão é de plástico colorido e não sai por menos de 600 reais. Caríssimo? Pois tem tanta procura que está em falta. Trata-se da mascherina, os enormes óculos de sol da italiana Gucci. Na Itália, foram mais de 200 000 pares vendidos nos três meses de verão. Aqui, só no mês passado, foram 10 000 – fora a ação dos muambeiros fashion. "Há fila de espera para a entrega", diz Renis Gabriel Filho, diretor no Brasil da Sàfilo, fabricante dos óculos Gucci. A cantora Ivete Sangalo, apaixonada de primeira hora, tem três pares, um caramelo, um lilás e um preto. Outras grifes, contaminadas pela síndrome de Zorro, lançaram suas versões, como Dior, Chloé e a brasileira Forum. O espírito dos óculos é sempre o mesmo: ar de anos 70, de policarbonato (um plástico de alta resistência), sem armação e levíssimos.

 

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